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Blog do Raul

Mãos à obra, Brasil!

Zapeando os canais da TV no domingo deparei com o filme nacional “O Contador de Histórias”, sobre a vida de um menino pobre entregue pela própria mãe aos cuidados de um educandário, convencida pela propaganda oficial que essa instituição preparava doutores – médicos, advogados, engenheiros. O filme revela as etapas da “formação” da criança, dessa “escola” para a FEBEM da época, com a explicitação de todas as formas de garantir e tentar a sua sobrevivência, apreendendo o pior na fase mais receptiva ao aprendizado.

Não contava assistir a esse tipo de filme, no final de semana. Mas “O Contador de Histórias” me prendeu a atenção, trazendo uma mensagem que tocou na minha intuição de que todos os esforços precisam ser empreendidos para melhorar a qualidade da educação, sem os quais as histórias dos meninos como o protagonista do filme – Roberto Carlos Ramos – não terão finais felizes como a maioria das histórias das crianças brasileiras, excluídas sociais, pobres, miseráveis.

Essa percepção de tema estratégico, de urgência para o país, deve concentrar a atenção dos governantes nas três esferas de poder – federal, estaduais e municipais. Em São Paulo, por exemplo, o governador Geraldo Alckmin já sinalizou que executará políticas públicas em sintonia com o programa de erradicação da miséria da presidenta Dilma Rousseff, prevendo ações que serão explicitadas no Plano Plurianual com metas concretas para erradicar a pobreza extrema no Estado.

São Paulo é o Estado mais rico da federação, mas conta ainda com 350 mil famílias, cerca de 1,2 milhões de pessoas, na linha da pobreza extrema em seu território. Os esforços estão focados em políticas públicas de transferência de renda, complementares à Bolsa Família, mas terão atributos emancipatórios incluindo os beneficiários dessas ações em programas de qualificação profissional para o empreendedorismo, emprego e sobrevivência cidadã.

Ao mesmo tempo em que a chaga da miséria continua exibindo números elevados em todo o país, os desastres provocados pelas chuvas intensas do verão de 2011 expõem a fragilidade da infraestrutura nos municípios. Por conseqüência, independentemente das estatísticas e das suas interpretações acadêmicas, as mortes e os números de brasileiros desassistidos, como resultados trágicos, servem de alerta do quanto há a fazer pelos governantes responsáveis. Nesses momentos, infelizmente, a Nação apresenta de forma nua e crua a realidade do seu povo pobre, porque a maioria atingida é sempre a mais pobre, que vive nos lugares mais sujeitos ao risco de morte.

Por isso o conto singular e cinematográfico de Roberto Carlos Ramos pode ser considerado como um ponto de partida. Ainda bem que os novos governos estão coincidindo ações, projetadas a partir do diagnóstico do IPEA – Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, para o fim da miséria, que hoje atinge 10,5% do povo brasileiro, e a redução da taxa nacional de pobreza absoluta, dos atuais 28,8% para 4%, até 2016. Há um país que precisa viver melhor no futuro próximo. Mãos à obra, Brasil!

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5 comentários em “Mãos à obra, Brasil!”

  1. joão mendes

    Olá Raul, acho bom vocês lerem com atenção o Reinaldo Azevedo, e levarem a sério o que ele escreve. A oposição (?!) está fazendo um papelão. Acho mesmo uma vergonha.

    25/01/2011 às 14:22
    José Dirceu também está no “Projeto Minas”?

    Leiam estas duas notas publicadas no “Painel” de hoje, da Folha, interinamente editado por Ranier Bragon. Volto em seguida:

    Café… Tucanos mineiros e paulistas voltaram a trocar “bicadas” ontem pelo Twitter. Nárcio Rodrigues, secretário de Ciência e Tecnologia de Minas e aliado de Aécio Neves, postou no microblog texto de José Dirceu como argumento em defesa da candidatura do ex-governador ao Planalto em 2014.

    …com leite A inspiração do mineiro revoltou Raul Christiano, correligionário de José Serra e dirigente do PSDB-SP: “Não acredito que companheiros de luta pela unidade do partido ecoem o texto de José Dirceu”.

    Comento
    Huuummm… Tucanos recorrendo a texto de José Dirceu? Acho que entendi. O companheiro nasceu na cidade de Passa Quatro, em Minas. Vai ver Nárcio conta com ele também para o “Projeto Minas”. A lógica deve ser mais ou menos esta: onde passam quatro, passa toda a boiada.

    Na boa, “companheiros”: alguém acredita que esse é um bom caminho?

    Por Reinaldo Azevedo

  2. Eu não consigo entender o que a oposição pensa do eleitor.
    Que é a “massa” de retardados, como mostram os supostos índices das pesquisas que talvez até vocês levem a sério?
    Que a opinião dos oitenta milhões de brasileiros (44 mi – votos do Serra/ mais de 30 mi – não votaram ou anularam) que votaram contra o atual governo não tem a menor importância?
    Que o Aécio é praticamente unanimidade em Minas, com a candidatura do Itamar devem ter alcançado a unanimidade, mesmo assim os candidatos tucanos à presidência sempre levam um banho naquele estado?

    O candidato José Serra foi mais ofendido e avacalhado pelos militantes dos partidos aliados do que pelos próprios petistas, foi alguma estratégia burra que não funcionou?

    Pra piorar!
    Aniversário de SP, cidade tratada pelo ex-presidente como a maldição do país, o que as “ilustres” autoridades locais fizeram, que nem o PT ainda ousou fazer?
    Concentraram as homenagens na figura do ex-vice, mineiro, que só vem à SP se tratar, com todo o respeito, não tem nenhuma afinidade com SP.
    (Será que no seu estado o atendimento à saúde não presta?)
    E o que resultou nessa desastrada iniciativa?

    Tornou-se num grande evento de louvação ao “EX” que estava presente.
    Sinceramente, foi nojento.

  3. Raul
    Eu participei do Proposta Serra e muitos de nós continuamos nos comunicando.
    Tem muita gente sem vínculo partidário querendo participar, colaborar, agir de verdade.
    Porque não entram não abrem espaços para eventos com debates, para discussão de propostas, para delegar tarefas ao pessoal que está cansado do marasmo dos “grandes” políticos, enfim, convoque-nos, somos muitos, tenho certeza que podemos fazer a diferença nesse mundo contaminado de vocês.

  4. O que eu escrevi acima era para ser uma pergunta:
    “Por que não abrem espaços para eventos…?”

  5. Adorei este artiga relata exatamente a realidade brasileira,e é uma pena pois existe tantos recursos… para mudar esta realidade degradante.Abs

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