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Blog do Raul

Lulopetistas miram mortes da dengue !

Todos os meios de comunicação estampam imagens das vítimas da epidemia da dengue no Rio de Janeiro. Apesar das movimentações concretas do governo lulopetista para controlar a situação e reverter esse quadro pavoroso, há entre os seus representantes aqueles mais interessados em comparar os números de mortes sob Lula e o seu ministro Temporão, com o período do governo FHC e na gestão do ministro Serra. Um comportamento vergonhoso, porque essa politização das estatísticas de mortes, desde a disputa de 2002, são desfavoráveis ao atual governo pela intensidade explosiva da epidemia carioca.

Se os lulopetistas quiserem a infeliz comparação pelo número de mortes sob as gestões FHC e Lula, além do comentário postado no blog do Josias de Souza, nesta terça-feira – http://josiasdesouza.folha.blog.uol.com.br/arch2008-03-23_2008-03-29.html#2008_03-25_04_14_30-10045644-27 – vale destacar que a dengue já matou quase cinco vezes mais em 2008 do que na última epidemia. Em 2002, com FHC, foram 91 mortes para mais de 280 mil casos. Em 2008, 48 pessoas já morreram, em menos de 33 mil casos.

Complemento os dados de Josias de Souza, que se baseou em informações oficiais do Ministério da Saúde, excluindo 2008, que ora acrescento com os números divulgados hoje pela secretaria de saúde do Rio: durante os 8 anos de FHC, morreram 209 pessoas; nos cinco anos do PT, 373 óbitos foram registrados de 2003 a 2008; portanto, 164 mortes a mais do que entre 1995 e 2002.

Quem não se recorda do apelido que Lula e os seus lulopetistas quiseram colar na figura de José Serra, de "Ministro da Dengue". Se o caminho político é comparar, ao invés de um esforço coletivo das três esferas de governo para por fim à epidemia no Rio de Janeiro, as estatísticas demonstram que técnicamente o lulismo é incompetente na gestão das políticas de combate aos estragos do mosquito Aedes Aegypti. Nessa direção, Lula e Temporão fariam justiça se assumissem para si a alcunha de "Governantes da Dengue".

A jornalista Miriam Leitão fez um comentário sobre o tema, nos telejornais da Globo e na rádio CBN, respondendo que a culpa da dengue não é da população, como foi dito pelo prefeito-virtual-exblog Cesar Maia (DEM): "a população é vítima. É ela que está ameaçada e morrendo por uma doença que já esteve erradicada. Isso é uma epidemia grave e séria. Precisa ser combatida pelos três níveis de governo, juntos."

Lamentavelmente há governantes que não mudam hábitos quando o assunto é risco de morte da população. Gastam tempo discutindo coisas inúteis, se era epidemia e de quem era a culpa, por exemplo. Fora isso, basta de desgoverno!

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8 comentários em “Lulopetistas miram mortes da dengue !”

  1. Dr. Carlão. Biomédico

    Estimado Raul,
    Gostei muito da matéria postada em seu blog, afinal de contas é minha área.
    Como vc. já sabe, sou Biomédico, diretor de Laboratórios de Análises Clínicas com atuação em 14 municipios entre a Baixada Santista, Grande ABC e Grande São Paulo.
    Sem duvida nenhuma a Dengue é o maior problema de saúde publica que tivemos nos ultimos tempos, diariamente assino laudos de Sorologia para Dengue com o resultado positivo, e confirmado pelo Hemograma Completo, através da baixa contagem de plaquetas (responsaveis pela coagulação do sangue).
    Tenho a plena certeza que a Dengue passou a ser um problema politico, especialmente no estado do Rio de Janeiro. Atuo também como Delegado Regional do Conselho de Biomedicina em nossa região, tenho contato com Biomédicos de todo Pais, inclusive Rio de Janeiro, e tenho a plena certeza que os casos de Dengue são bem maiores do que os notificados pela imprensa.
    O processo para reduzir os casos de Dengue, não é dificil, tem que ter logistica, pensando bem é mais ou menos assim, só convocar os COMPANHEIROS que atuam em campanhas politicas, para atuarem contra a DENGUE que tenho a plena certeza que a Dengue desaparecerá não só do Brasil….como quem sabe do mundo ? ehehhehehh.
    Conte comigo nessa luta.

    Sinceros Abraços.

    Dr. Carlão.Biomédico
    [email protected]

  2. A mania dos lulopetistas em comparar tudo com o período FHC deve ser “Complexo de Édipo”, rs

  3. fafi pontes

    saúde para os lulapetistas deve ser a saudação para espirro.
    agora rio de janeiro, febre amarela no verão, em 2006 uma nojenta ausência de notícias sobre a epidemia que atingiu ubatuba/sp.
    é ridícula essa comparação com o período FHC. aliás, alguém sabe se o presidente ‘ouviu falar da epidemia’?
    aqui em casa tem mosquito da dengue o dia inteiro.ah! é praia…areia no pratinho, sem focos, mas a rua tá lotada de poças e aí, a mosquitada faz a festa.
    caro Raul, lá e cá é td a mesma coisa. tem desculpa prá td.a culpa? é do povo, que perde sempre.
    vergonha nacional!
    (dêem uma olhada nas manchetes de jornais do exterior!)lindo…

  4. Katia Carvalho

    Amigo Raul:

    É absurda a comparação feita pelos petistas, mas, no entanto, é forçoso reconhecer que o Ministro Temporão foi o primeiro e o único até agora (pq. o Sérgio Cabral tá pegando carona na notícia) que fez algo real pela população carioca, no combate à dengue.
    Hoje mesmo, antes de receber seu blog, eu escrevi um artigo e passei para os amigos como desabafo. Abri a mensagem dizendo que estava de saco cheio da dengue, que não aguento mais as mazelas dessa sociedade em que vivemos, dos políticos cínicos, mentirosos, corruptos, das pessoas que querem levar vantagem em tudo, do descaso com a vida alheia, enfim das pessoas que só atrasam nossas vidas e que serão as responsáveis por nem eu, nem você, nem nossos filhos e netos ter a possibilidade de viver num país melhor.

    Disse que minha caixa estava abarrotada de informações sobre a dengue e o combate ao mosquito. Eram amigas preocupadas, a Escola do meu filho mais novo, amigas de outro estado perguntando como vão as coisas, se já fiquei doente, etc. Mas não recebi um e-mailzinho se quer, do César ou do Sérgio Cabral.

    Bem, segue aí pra vc. e para os demais amigos leitores de sua coluna eletrônica. Beijos saudosos da carioca. Katia Carvalho

    “Viaje direto para Argentina sem passar pelos
    perigosos focos de epidemias do Brasil”.

    Com esta propaganda, uma companhia de viagem européia tranqüilizava seus clientes, no início do século XX.

    Uma boa explicação para o avanço da febre amarela no início de 1900, era a situação caótica de saneamento básico na capital do país (Rio de Janeiro). A principal queixa era o Canal do Mangue, completamente poluído pelo esgoto e cujas águas ficavam estagnadas pelo fato do canal ficar abaixo do nível do mar e quando vinha a maré alta ou as chuvas – outro fator de preocupação, os detritos ganhavam as ruas e as poças se formavam em terrenos baldios, pneus velhos, caixas d’água e vasos de plantas, facilitando a proliferação da doença.

    Estes fatores preocupantes de proliferação da doença, não por acaso, também são os mesmos que acometem o Rio de Janeiro, em pleno século XXI, de uma outra epidemia: a dengue. No entanto, há uma grande diferença no combate ao mosquito naquela época: Ã frente do controle, não estava César Maia ou Sergio Cabral, mas sim Rodrigues Alves, Presidente da República; o então prefeito, o engenheiro Pereira Passos e os “presidentes” (título dado aos governadores, após a Proclamação da República até 1930) Quintino Boacaiuva e Nilo Peçanha.

    Oswaldo Cruz foi nomeado em 1902 como diretor-geral da Saúde Pública – um cargo que na época era equivalente ao de Ministro da Saúde nos dias de hoje e assumiu o controle e o combate de erradicar do Rio de Janeiro a febre amarela, a peste bubônica e a varíola. O sanitarista instituiu as famosas brigadas de “mata-mosquitos” – guardas sanitários que percorriam as residências eliminando focos do mosquito transmissor da febre amarela – o Aedes aegypti (e se preciso com força policial). O processo se deu de tal forma que este modo de prevenção fez com que a febre amarela urbana fosse considerada erradicada no Brasil desde 1942. Porém, há controvérsias. A Fundação Nacional de Saúde diz que o mosquito vetor foi erradicado duas vezes, em 1955 e 1973, e que, com o relaxamento da vigilância entomológica ocorrido no final da década de 70 e início dos anos 80, foi reintroduzido, instalando-se definitivamente no país. O que significa dizer que o combate deve ser permanente e contínuo.

    Logicamente, que hoje estamos falando de populações completamente diferentes em tamanho e hábitos. O Rio de Janeiro tinha aproximadamente 700 mil habitantes e hoje somos quase 6 milhões. O que foi feito por Oswaldo Cruz com cerca de 5 mil agentes sanitaristas, hoje precisaria ser coberto por 10 vezes mais agentes; além, é claro, do próprio mosquito ter alterado sua capacidade de adaptação. Se a população aumentou tanto – o que tornou impossível a vistoria da cidade quanto aos locais de proliferação, e se o Aedes aegypti criou resistência contra produtos químicos, então devemos concluir que perdemos a guerra para o inseto? Talvez sim nas cabeças coroadas de César à Cabral, que ainda não apresentaram uma solução efetiva para a situação até o momento.

    Como nada foi feito pelo Rio de Janeiro, em termos de saúde pública, desde Oswaldo Cruz, a verdade é que o mosquito proliferou e que, a cada verão aumentam mais os números de mortes e infectados pelos diferentes tipos de dengue que vêm matando e adoecendo a população carioca/fluminense.

    Certamente, se o saudoso Oswaldo Cruz estivesse aqui, ele desenvolveria outra vez uma metodologia de combate. Enquanto isso, como não temos nenhum plano, temos que nos conformar em proteger nossas pernas e canelas porque o mosquito voa baixo; sem esuqcer também da necessidade de utilização de meias brancas – importantes ao sair de casa, porque a cor chama menos a atenção deles.

    A verdade que não quer calar é a seguinte: ora, se já sabemos a autonomia de vôo do inseto, sua expectativa de vida, seus hábitos, onde se esconde e também sabemos como combatê-lo (onde estão os carros fumacê?), significa dizer que ESTAMOS PERDENDO PARA O AEDES AEGYPTI NO QUESITO EVOLUÇÃO, o que pode significar que em breve, NÓS é que seremos um problema para eles.

    Rio, 27.03.08
    Kátia Carvalho é jornalista.
    [email protected]

  5. Muito oportuno o discurso do deputado Miro Teixeira, segundo o qual dezenas de pais enterram seus filhos, enquanto o “presidengue” (isso é por minha conta) pula de alegria sobre os cadáveres comemorando sua popularidade.

  6. O “Presidengue” não se importa com as mortes de brasileiros (vítimas de quedas de avião, vítimas da dengue, vítimas da violência) porque ele já assassinou a alma do povo.

  7. Amigo Raul, acredito que a culpa não seje do presidente A ou B. Já estamos acostumados com esse discurso mesquinho ,que eventualmente é gerado pela oposição, e quando vira o jogo e se torna situação. Esse é um bom discurso para os candidatos de oposição, só que na sua maioria não cola e todos sabemos disso.
    Claro que grande parte da população tem culpa, pois o povo na sua maioria é mau educadao e desinformado, e quando chamado atenção, finge que não é com ele. e quanto mais errado seje mais quer ter razão.
    Se tudo que acontece de bom o de ruim, a culpa é da sociedade como um todo, repito, não é so do Prewsidente A ou do Presidente B.
    O resto é discurso de candidatos, ou seja Blá, blá bla….!

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