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Blog do Raul

Esperando a vez

Vacina sim, para todos. Foto: Rovena Rosa, Agência Brasil.

Estão surgindo novos escritores na pandemia, relatando as experiências pessoais no isolamento social, para todas as idades. Acho isso muito bacana, porque a experiência de escrever não deixa de ser uma atitude terapêutica diante da ansiedade e até medo desse coronavírus desvairado. Os números de mortos se elevam no Brasil e no Mundo, somando hoje mais de 2 milhões de pessoas em todo o planeta, e toda a atenção deve ser dirigida para a ciência e serviços médicos, que funcionam como anjos da guarda, sendo os mais essenciais de todos.

Lembra aquele dito popular, “saúde é o que interessa, o resto não tem pressa? ”. Pois então, já escrevi em redes sociais que o Covid-19 não era esperado, para o temor do fim do mundo. Na minha infância e na história da humanidade outras doenças e epidemias, juntamente com a dengue contemporânea, tomava conta de uma boa parte da atenção e dos recursos destinados à saúde pública.

O imaginário eclodia com a perspectiva da Terceira Grande Guerra Mundial, a sabotagem química do mundo, a virada do segundo milênio. Atravessamos incólumes e a globalização uniformizou usos, costumes e o consumo em geral. Era sabido que a Terra vinha doente por causa da negligência ambiental do homem, protocolos vem sendo subscritos pelas Nações Unidas, mas o novo coronavírus foi uma surpresa. Menos para muitos cientistas, com os seus alertas no deserto e desprovidos de investimentos para pesquisas e inovações nos modos de prevenção etc.

A humanidade fez muito mal para a sua própria raça. É fundamental que as reflexões aconteçam para que no dia seguinte da vitória da ciência sobre o vírus e de todos nós contra o negacionismo sirvam de lições para o que sobejamos de ignorância. Então é muito bem-vindo todo registro desse novo normal, como retrato da piração diária que agora faz mirar continuamente os espelhos nesse exílio forçado.

Não falei da vacina, até agora, de propósito. Mas a vacinação é a medida mais importante na prevenção para a vida em comunidade, pois quanto mais pessoas protegidas, menor é a chance de que fiquem doentes, de que usem os hospitais. Por outro lado, maior é a chance da valorização da vida e da retomada da economia. Simples assim.

Seguimos em casa, nos precavendo, contando ou escrevendo histórias, aguardando a vez na fila da vacina contra o Covid-19, sim!

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