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Blog do Raul

2.º turno em plena crise mundial.

As consequências da crise americana estão batendo à porta do Brasil e o governo Lula faz de conta que está tudo bem, sem adotar medidas mais claras e potencialmente eficazes. Ele excede nos discursos, com a aposta constante nas reservas de US$ 200 bilhões comprados quando a cotação estava em baixa, numa tentativa de anestesiar a população para que não perceba a desconfiança dos investidores no mercado brasileiro, a falta de recursos para as exportações e a necessidade de liquidez para que algumas instituições não entrem em colapso. Logo os efeitos atingirão os nossos bolsos e comprometerão o desempenho do PT em cidades que considera estratégicas para continuar no poder: São Paulo, Guarulhos, São Bernardo do Campo, Santo André e Mauá. Percebe ?

Não sou economista ou especialista no assunto, mas reúno conhecimento para não endossar as teses alimentadas por alguns governistas, de que o Brasil não precisa temer a crise. Enquanto gastamos energia com as divisões partidárias e a falta de clareza sobre uma política de alianças que garanta o sucesso de governos mais eficientes, o presidente da República e os seus ministros da Fazenda e do Planejamento às vezes admitem a crise em nosso território, elevando, no entanto, o tom eleitoreiro da preservação dos programas sociais (Bolsa Família) e de infra-estrutura (PAC) de qualquer corte de despesas. Eles falam para os eleitores, em sua maioria, repito, desavisados.

Todo mundo quer nessa fase das campanhas, que os candidatos sejam francos e apresentem as suas receitas para enfrentar também os efeitos da crise econômica, bem como debatam entre si e convençam os eleitores do real comprometimento das suas trajetórias pessoais, feitos e promessas. O noticiário tem sido benevolente com o favoritismo dos atuais prefeitos, quando trata de maneira específica a grande evolução das receitas dos grandes municípios. Pudera, a conjugação de receitas polpudas com o planejamento e eficiência dos gastos, graças à Lei de Responsabilidade Fiscal, aumenta a vantagem dos candidatos à reeleição bem apoiados politicamente falando.

Nessa reta final das disputas, as atenções precisam dividir entre as estratégias de campanha e as medidas para evitar que a crise afete a economia do país. Lula deve estar lamentando o fato de não ter resolvido os resultados eleitorais da Capital e do ABC no primeiro turno, e não esconde o seu interesse em levar a questão da crise para o Congresso Nacional, onde aproveitaria para aprovar a reforma tributária e também dividiria a responsabilidade que recai no seu colo com o pavio aceso.

Acho que esse cenário impõe a qualificação do debate, sem oportunismo, subterfúgios ou torcida pelo quanto pior melhor. O Brasil deveria dar um voto de confiança àqueles que proporcionarem o conhecimento da estratégia mais eficaz do que ficar tapando o sol com a peneira. Fernando Henrique Cardoso reafirmou que o PSDB sempre foi um partido construtivo e disposto a manter essa atitude: "Entretanto, queremos saber com mais detalhe por que se tomam certas medidas. Precisamos debater essas ações para que possamos defender com mais empenho o interesse popular", declarou.

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10 comentários em “2.º turno em plena crise mundial.”

  1. O QUE PREOCUPA NESSE MOMENTO QUAIS SERÃO AS MEDIDAS TOMADAS PELO BANCO CENTRAL DE EMPRESTAR DINHEIRO AOS PEQUENOS BANCOS PRECISAMOS SABER OS CRITÉRIOS, POIS O DINHEIRO É NOSSO TEMOS QUE SABER CADA PASSO COM TRANSPARENCIA, O POVO BRASILEIRO PRECISA RESPOSTA .

  2. Daqui a pouco, quando todo o exercício de futurologia desse megalomaníaco der errado e a crise atingir o nosso bolso, ele diz com a maior cara de pau do mundo que o que ele estava apregoando durante a crise americana/mundial também eram “bravatas”. Um sujeito que mentiu a vida inteira e ao tomar posse não fez nada do que prometia como plataforma de governo, tem uma saída digna. Ele deve assumir a primeira dose de humildade da vida dele, chamar o Malan e perguntar: “E aí, ô Malan, o quequié que eu faço agora? A situaça tá preta. Salva a gente, vai…”

  3. Amigo Raul
    Vi ontem nos noticiários das “nossas” mídias fisiológicas o Lula (que tirou a fantasia de sindicalista do armário) com uma arrogância tão ridícula, que deve ter deixado o Hugo Chavez com inveja…rssss
    A crise dos estertores do capitalismo mundial baterá nas portas da classe média e como já estamos vacinados, temos de economizar, como nunca, na aquisição de supérfluos à mesa, e nos demais consumismos tecnológicos, “again”.
    A classe média (em 64 e 68), a favor (em sua maioria) Ã ditadura através de militância explícita – o site da BBC alemdocidadaokane, produzido em 1991 descreve a TV Globo como a caçadora de cabeças delirantes pelo milagre econômico, grana que entrava do capitalismo mundial pelas estatais que o militarismo criou, uma vez que pelo câmbio…”jamais” –
    e assim, o país do carnaval e do futebol segue seu rumo ao futuro!
    A barra será pesada e o populismo irá ser até mais agressivo “tipo” o discurso do Lula ontem na Petrobrás, metendo o pau no FMI rsss
    Raul, desde Sócrates, a ironia é o ultimo refúgio da inteligência, teremos que apelar ao “Humor de Deus” e tocar pra frente…
    Felizmente, os eleitores dos municípios (em sua maioria, pelo menos aqui na baixada) votaram nas possíveis realidades positivas, administrativas , e não nas festas e “otras cositas mas” das demagogias populistas.
    Como dizia, o nosso saudoso Governador de SP, Franco Montoro,”- A vida acontece é no dia a dia dos Municípios”.
    Abraços
    Ivan Alvim

  4. Claudio Alves de Amorim

    Grande Raul! Também não sou especialista no assunto, mais dizem os especialistas que o excesso de liberalismo deu inicio a maior crise financeira mundial. É a tal economia de mercado que se auto-regulamenta, Raul?

  5. Julio Penin

    Raul,

    Não que os nossos “hermanitos” argentinos tenham muito a nos ensinar, pelo menos no futebol, mas o tratamento que estão dando a essa crise mundial é bem mais adequado. Apesar do “calote” que deram, o peso argentino, nesse instante praticamente não se desvalorizou perante o dolar, enquanto o real está virando pó. A falta de confiança dos investidores internacionais é patente, a entrada exagerada de recursos foi devida as altíssimas taxas de juros pagas pelo Brasil e não porque a nossa economia (lulopetista) merecesse confiança. E agora mané?

  6. Edgar Boturão

    Caro Raul, a crise já chegou. Não adianta o Lula tentar dourar a pílula ou praticar discursos inflamados insultando o FMI ou a oposição, aliás que oposição? A verdade é que o crédito está muito mais restrito, para não dizer que está fechado, pelas principais instituições financeiras. Obviamente o consumo vai diminuir.Isso vai refletir nas vendas do comércio e também na produção da indústria. Ou seja o ciclo virtuoso foi interrompido.

  7. Raul,
    A crise aqui só não chegou pior e mais rápida, porque em detrminado momento existiu o Proer, que arrumou a casa e preparou as nossas instituições financeiras. Aliás, duramente criticado pelo PT naquela época.

  8. Raul, a crise existe e esta aí, só que não adianta nada torcer para que se agrave no Brasil, pois quem perde com isso é o trabalhador brasileiro.
    Quando digo trabalhador, refirome aos que batem cartão e tem seus salários achatados com a inflação camuflada, e essa não é uma prática somente desse governo. Omitir os números inflacionários e tentar enganar a população, já vem de muito tempo.
    Infelismente os autos salários de quem detem cargos de confiança, seje na esfera Estadual, Municipal e Federal e dos governos e políticos de maneira geral, com ou sem crise financeira, estão sempre muito bem obrigado. Pessoas que diz a lenda, são empregados do povo, só que eu não consigo entender essa parábola, ou seria babozeira, dizer que o povo é o patrão, e obtem os menores salãrios, onde é que um patrão recebe menos e põe menos nisso, do que seus subordinados?

  9. Luciano Araujo

    Raul, assim como Fernando sugeriu,tendo a me comportar.Não me conformo até hoje termos entregado o segundo mandato a Lula no segundo turno,mas como não discutimos nem o futuro o que dirá o passado intrapartidário.Essa “crise” (acerto de conduta)Economica em pleno segundo turno só coroa nossa cultura do remediar, não credito ao presidente toda a responsabilidade na tomada de decisões,até mesmo porque não o vejo capaz.Um debate amplo e racionalizado se faz mais do que o necessário,afinal poucos tem conciencia dos fatos e assim como os atingidos a especulação ser argumento.Claro que os detalhes são cruciais mas a tal da Transparencia ainda o ser para os caciques empossados, mesmo assim sem base numerica , tecnicamente desembasado, arrisco a dizer não podermos pensar na liquidez das instituições antes de rever a contrapartida do tomador do credito no Brasil.Muito criticado o foi os lucros das instituições financeiras na gestão Lulopetista, sempre acreditei na reforma Tributária como um caminho inevitavel,mesmo antes da crise. Os americanos estancam a crise e sua população aprova medidas de “reformulação” tributária, obvil que diante de uma nova era economica um país como os EUA estariam a frente deste embrolio, e que seu momento eleitoral o privelegia na nova ecomonia global que bem ou mal ira formar-se.
    Só nos resta fazer a lição de casa independente de estarmos ou não a frente da Federação, não podemos nos esquecer do Estado de São paulo e seu peso economico, e como disse: “Acho que esse cenário impõe a qualificação do debate, sem oportunismo, subterfúgios ou torcida pelo quanto pior melhor.” Só nos cabe lembrar que as mesmas informações cobradas são atitudes comuns quando detidas pela chamada “Minoria” e que internamente estamos tão distante quanto o governo , de apresentarmos uma organização capaz de realizar um debate propositivo.
    Gostaria de ouvir ,mesmo que pela midia qual seria as proposições do nosso possivel candidato a presidencia, afinal o Estado vai esperar a Federação afundar? Como disse Dilma : crescemos em nossa gestão como nunca o País cresceu. Crescemos de fato, uns 10 anos em 8,8 mas poderiamos ter crescido muito mais economicamente, enfim Raul que se consolide o tão espera Segundo turno. Um ABC LU PSDB CUBATÃO.

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