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Blog do Raul

Sociedade queria o escalpo de deputados

Fidelidade partidária vale apenas a partir de 27 de março deste ano. Essa foi a decisão do STF, com 8 votos dos ministros (Celso de Mello, Cármen Lúcia, Ayres Britto, Menezes Direito, Cezar Peluso, Gilmar Mendes, Marco Aurélio de Mello e Ellen Gracie) que entenderam que o mandato não pertence ao parlamentar. Ricardo Lewandowski, Eros Grau e Joaquim Barbosa consideraram o contrário, para a alegria dos infiéis, em sua maioria políticos vulneráveis ao canto da sereia governista, sustentando o princípio da "segurança jurídica". Mas o grau de insatisfação da sociedade com a classe política é tão grande que não faltam bocas sedentas do sangue dos traidores.

Pesquisa promovida pela Associação dos Magistrados Brasileiros (no período compreendido entre 4 e 20 de agosto de 2007) mostrou que 83,1% não acreditam na Câmara dos Deputados, 80,7% não confiam no Senado, apenas 16,1% dão crédito aos partidos políticos e 81,9% não acreditam nos próprios políticos. Portanto, esses dados são suficientemente claros para interpretar que a sociedade deu de ombros para a fidelidade partidária, que ocupou a maior parte das manchetes dos veículos de comunicação nas últimas semanas.

Evitando reentrar no mérito da questão, acho mesmo que a sociedade acompanhou o julgamento do STF torcendo simplesmente pela condenação de todos: é político? Então está tudo errado!

Registre-se a decisão do secretário geral nacional do PSDB, ex-deputado federal Eduardo Paes, que ontem assinou as fichas do PMDB e declarou receber com muito agrado o apoio de Lula (PT) para a sua candidatura a prefeito do Rio de Janeiro. No Painel da Folha, desta quinta-feira, uma lembrança que serve para fomentar a ira contra os políticos, acerca de alguns dos adjetivos empregados contra Lula, por Eduardo Paes, dois anos atrás, no auge da crise do mensalão: "demagogo", "autoritário", "populista" e "psicótico".

Isso vale ou não vale o desejo de um escalpo ? 

 

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6 comentários em “Sociedade queria o escalpo de deputados”

  1. A sociedade encheu-se da própria política. Ja caíram na realidade de que neste país é cada um por si. Infelizmente as manchetes dos jornais, no que tange as notícias sobre Congresso e Senado são, em sua maioria, sobre os escândalos protagonizados pelos próprios convivas da casa. É uma vergonha olhar para a pauta dos nobres representantes do povo e verificar que as discussões do dia são sobre a propina do colega do lado, do escândalo sexual do senador compadre, da fraude licitatória promovida por gente ligada ao companheiro de cafezinho, e assim vai. Questões de saúde, educação, moradia, desenvolvimento? Ora, essas ficam pra depois! Não tem-se tempo para isso. Afinal, as eleições estão ainda longe. E a fidelidade partidária? Como se pode cobrar lealdade de um sujeito perante uma ideologia política se o cara não tem nem mesmo compromisso com os seus eleitores? Bom, pode parecer por este meu desabafo que não acredito em mudanças. Pois acredito sim, mas não será do dia pra noite. Temos que mudar de forma homeopática, gota a gota. E canais de discussão como esse do Raul são bacanas, porque o Raul é um sujeito que acredita na mudança da alma política brasileira. Pode até parecer meio quixotesco, mas é sincero. E a sinceridade tem tudo a ver com lealdade! Abraço a todos.

  2. RaUL, Irmão desde há muito…que tempos gloriosos, Montoro Governador…Serra Secretário de Planejamento,O apoio social dos idealistas em massa…sem imposições..
    Esperanças Mudanças…Ulisses…ninguém teve o prazer de enterrá-lo kkkk. O corpo foi reivindicado por Netuno…ou Poseidon…ou mesmo o do Egito…uma vez que diziam que o Velho era a reencarnação de Ramsés…Nessa época de ouro a Cultura e a Política falavam a mesma língua, né não?
    Hoje em dia, só nas exceções das regras atuais, heim meu amigo imortal que se assenta na cadeira de Martins Fontes
    honrando-a? E ainda é militante pra valer do nosso PSDB!
    Um abraço.
    Ivan Alvim – Guarujá

  3. Leopoldo Pontes

    Muito ruim saber que até o dia vinte e sete de março ainda haverá a dança dos partidos, com os parlamentares mudando de partido durante o mandato.

    É com muito prazer que vejo a decisão do STF alterando o estado das coisas. A fidelidade partidária é muito aceitável, desejável mesmo, quando elegemos um político. Nós acreditamos naquele que levamos ao poder e esperamos que faça um mandato baseado no que ele parece crer. Mudar de partido em meio a um mandato é traição para com o eleitorado.

  4. Raul,vira estas bocas sedentas de sangue para longe.Isto não acaba bem,vide Ditadura Militar e os Pinochet da vida.Pinochet e seus congêneres no Brasil eram muito probos e não aguentavam mais os políticos.O PSDB nasceu de uma costela do PMDB,como os “Demos” ex PFL do antigo PDS,via dissidência no Congresso Nacional.O PPS do novo “varão de Plutarco” Roberto Freire aplaude a Soninha ex PT agora PPS e quer cassar um tal de deputado Geraldo Resende ex PPS-MS que foi para o PMDB.Menos,temos de fortalecer os partidos,garantir a fidelidade partidaria,mas sem jogadas de ocasião.A judicialização da politica não interessa.Tem de se convocar a Assembléia Constituinte para fazer a reforma política ou se acaba batendo nas portas dos quartéis.Betão.

  5. A decisão do STF serve de alerta para que os partidos políticos incluam, por exemplo, em seus estatutos punições para os filiados que os deixem após eleitos. Sejam essas punições de natureza pecuniária ou não. Na realidade, esse jogo de mudanças só ocorre porque estamos em um regime presidencialista na forma; na execução somos e sempre fomos parlamentaristas. Só que essa discrepância permita que os partidos não se incluam nos erros dos Governos, apenas nos acertos e na obtenção de cargos. No parlamentarismo real, todos são responsáveis, no acerto e no erro. Erramos como eleitores quando não fizemos essa alteração no plebiscito. Agora… Uma Constituinte agora é desleal, já que o governo (em cujo presidente não “cola”) jogará todas as suas fichas na eleição dos “queridos” e na aprovação do “desejável”. Veja-se Equador, Bolívia e Venezuela, onde a população não se apercebeu do futuro que lhe aguarda.

  6. Proposta de emenda Constitucional

    Considerando que mal uso do voto pela população Latina Americana em particular a da Venezuela,Bolivia e Equador propomos que seja suspenso temporariamente o ArI paragrafo unico da Constituição da Republica Federativa do Brasil.Este paragrafo sera automaticamente restaurado quando acabar o mandato de Senhor Luiz Inacio Lula da Silva e o povo brasileiro voltar a utilizar o voto de maneira consciente.

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