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Blog do Raul

Resultados óbvios na pesquisa de Santos

O Ipat (Instituto de Pesquisas A Tribuna) confirma uma curiosa e percebida sensação no ar da cidade de Santos: o governo do prefeito João Paulo Tavares Papa (PMDB) é aprovado pela maioria dos 1.202 entrevistados na rua e 588 por telefone. 64,7% santistas consideram a sua gestão ótima e boa. Na soma desses quesitos, o governador José Serra teve 43,3% e o presidente Lula 31,2%. Parece também chover no molhado as intenções de voto hoje, que destacam Papa com 16,1% na espontânea e 29,9% na estimulada, seguido pela ex-prefeita e ex-deputada federal Telma de Souza (PT), que aparece, respectivamente, com 3,4% e 17,3%.

A Baixada Santista está vivendo o seu momento de prosperidade, depois de tantas marcas históricas importantes, na política, nas artes, na cultura, no turismo e na economia. Uma região que conviveu com a contradição de se apresentar sempre na vanguarda e, ao mesmo tempo, amargar tempos de estagnação, desabrocha com excelentes perspectivas da descoberta do gás e do petróleo na bacia de Santos, da imensa obra de sanemanto do Programa Onda Limpa, da recuperação das encostas da Serra do Mar, da retomada dos investimentos na infra-estrutura do Porto de Santos e do ainda virtual Superporto de Peruíbe.

Papa está inserido nesse cenário, atuante no Conselho de Desenvolvimento da Região Metropolitana, e cuidando de uma cidade que os seus próprios moradores começam a redescobrir. É impressionante a manifestação de encanto dos visitantes, pela manutenção dos jardins das praias e pela recuperação do centro histórico de Santos.

Habilidoso, Papa tem a simpatia do governador José Serra e governa atualmente com o PSDB que, por sua vez, na mesma pesquisa, tem a conclusão óbvia de que só terá chance eleitoral permanecendo unido. Espontaneamente, os entrevistados lembraram dos dois jovens deputados estaduais tucanos, 1,2% de Paulo Alexandre Barbosa e 0,2% de Bruno Covas; mas, na consulta estimulada, o PSDB somaria 8,4%, assim coletados: Paulo Alexandre 3,8%, Bruno Covas 2,3%, Edmur Mesquita 1,2% e Raul Christiano 1,1%.

Em 2004, o PSDB (chapa Raul Christiano/Bruno Covas) iniciou a campanha no mês de julho, dividido, com 1% e terminou o primeiro turno com 13% dos votos. Ainda é cedo para tirar conclusões, por isso mesmo ficamos com a interpretação óbvia, de que divididos não terá boas perspectivas.

Essa condição não é privilégio do PSDB, diga-se de passagem, porque o PT apesar de contar com o nome tradicional de Telma de Souza, que teve uma gestão marcante na cidade e ainda elegeu o seu sucessor (David Capistrano), precisa administrar o conflito interno diante de outras duas possíveis candidaturas, também citadas na pesquisa do Ipat (Maria Lúcia Prandi, 0,3% na espontânea e 2,3% na estimulada; e Fausto Figueira, respectivamente, 0,3% e 1,6%).

Como todo final de ano, as pesquisas de opinião são um retrato do momento político, distantes porém do cenário que ainda vai ser planejado e construído até 5 de outubro de 2008. Ainda é muito cedo para abrir a banca de apostas. Se os resultados não parecessem óbvios agora, assim seriam considerados.

Leia em detalhes os resultados da pesquisa Ipat, que foi executada nos dias 30 de novembro e 1.º de dezembro:

ESPONTÂNEA (*)

Não Sei – 70%

João Paulo Papa (PMDB) – 16,1%

Em Branco/Nulo – 3,6%

Telma de Souza (PT) – 3,4%

Beto Mansur (PP) – 2,9%

Paulo Alexandre Barbosa (PSDB) – 1,2%

Vicente Cascione (PTB) – 0,9%

Mariângela Duarte (PSB) – 0,7%

Fausto Figueira (PT) – 0,3%

Maria Lúcia Prandi (PT) – 0,3%

Bruno Covas (PSDB) – 0,2%

Marcelo Del Bosco (PPS) – 0,1%

Ademir Pestana (PSB) – 0,1%

Jefferson Peres (PDT) – 0,1%

Total – 100%

(*) Os candidatos Aécio Neves, Antonio Carlos Gonçalves, Edmur Mesquita e Raul Christiano foram citados mas não atingiram 0,1% dos votos.

ESTIMULADA

João Paulo Papa (PMDB) – 29,9%

Telma de Souza (PT) – 17,3%

Não Sei – 13,3%

Beto Mansur (PP) – 9,7%

Vicente Cascione (PTB) – 4,5%

Mariângela Duarte (PSB) – 4,2%

Paulo Alexandre Barbosa (PSDB) – 3,8%

Bruno Covas (PSDB) – 2,3%

Maria Lúcia Prandi (PT) – 2,3%

Fausto Figueira (PT) – 1,6%

Edmur Mesquita (PSDB) – 1,2%

Raul Christiano (PSDB) – 1,1%

Robson Apolinário (PC do B) – 0,2%

Luiz Antonio Xavier (PSTU) – 0,1%

Em Branco/Nulo – 8,5%

Total – 100%

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10 comentários em “Resultados óbvios na pesquisa de Santos”

  1. Na minha opinião, o prefeito Papa transparece sinceridade e decência nos seus atos administrativos. É um sujeito que se preocupa com a qualidade de vida na cidade e travalha com amor no que, particularmente, me agrada: a preservação da história de Santos. Seu jeito discreto de ser me lembra o saudoso David Capistrano, um sujeito que fora injustamente maltratado pelas forças obscuras da política local. Agora que ele não está mais entre nós, as mesmas pessoas que o apredejavam, adulam sua memória. Coisa de oportunistas.

    O Papa não. Na semana passada, durante a inauguração do espaço cultural da Casa de Frontaria Azulejada ele fez questão de elogiar o desprendimento do prefeito David pela criação, em seu governo, da Fundação Arquivo e Memória de Santos. E, tenho certeza, foi sincero em sua fala.

    Ambos, David e Papa, me parecem semelhantes em sua forma de administrar a cidade. E, apesar de terem sido eleitos com a força do antecessor (Telma e Beto), alçaram vôos próprios e alcançaram êxito. Com um porém. Papa goza do prestígio da sociedade formadora de opinião, ao contrário de David, que foi bombardeado até por setores “magoados” do PT.

    David foi injustiçado e deixou o cargo para nunca mais ocupar o espaço político da cidade. Acredito que Papa não sofrerá dessa injustiça e deverá ser o grande nome das eleições de 2008. Com merecimento. E se o PSDB for inteligente, deveria se unir as propostas do candidato Papa. Mas no PSDB tudo é possível….

    Raul, tenho certeza de que se o resultado da eleição passado o tivesse alçado à cadeira de prefeito, a cidade também estaria vivendo uma administração equivalente. Me lembro de uma possibilidade que havia surgido lá atrás, numa conversa antes que você gravasse um Programa Opinião. Será que não há uma possibilidade daquela idéia retornar?

    Forte Abraço

  2. fafi pontes

    raul,

    o que me surpreende é o número dos ‘não sei’! na espontânea.
    como diz vc, ‘…ainda é cedo’.
    mta água vai rolar debaixo da ponte do canal 2.
    a prosperidade muitas vezes ocasiona o ‘tudo vai bem em Sião’. é preciso cuidado para que o santista não caia no
    ‘tanto faz’.
    abraços.

  3. A sua avaliação é absolutamente correta. O Papa está fazendo uma boa administração em Santos.
    A Telma fez um excelente governo, mudou Santos e criou as bases para que a cidade chegasse ao estágio atual e é justo que continue sendo uma forte candidata.

  4. …Saudade de Capistrano, que fez o diferencial na política local, assim como Telma. Hoje predomina a figura do “administrador”, ser eufêmico que segundo os pseudos formadores de opinião contemporâneos substitui o político tradicional. Como se isso fosse possível… Santos virou cidade-dormitório dos grandes centros profissionais como grande ABCD, Guarulhos, São Paulo, etc. Muito há que se fazer p/ resgatar a pujança da cidade. Quem sabe vc. não ajuda a cidade a retomar sua antiga possição no País? Abs.

  5. Leonardo Corrêa

    Saudade do Capistrano e da Telma? Se a nossa região vive o momento que vive é porque conseguiu expulsar essa turma do PT e seus gafanhotos.

    Não falo só de Santos. Basta lembrar dos tempos de São Vicente com os “Lucas” da vida. SV viveu durante muitos anos sob a administração petistas, cujos reflexos são vistos até hoje. A cidade só conseguiu se levantar graças ao governo Márcio França.
    Aqui em Santos não é diferente. Não temos, não, saudades do Partido dos Trabalhadores.

  6. …Aviso aos navegantes:

    Cada um pensa por si mesmo, graças à Deus! Nossa cidade vive um falso mto. de bonança, prosperidade. Há que se lembrar, sr. Leonardo, que o prefeito anterior fez uma gestão pífia, de puro verniz na cidade. Sem contar alguns acordos pelo menos um tanto estranhos, como o caso da venda do terreno onde hoje está o Extra na Ana Costa e também a lei que permitiu construir verdadeiros arranha céus tornando a cidade sufocante. Capistrano trouxe melhorias significativas na área da saúde ainda como secretário da pasta. Telma tb. colocou a cidade no cenário nacional, só lembrando que as policlínicas, o terminal de ônibus do Valongo, o combate a SIDA, foi na gestão dela. Gafanhotos??? Isso é coisa de reacionário santista, algo que só torna esta cidade provinciana! Está na hora de mudar o discurso, sr. Leonardo. É isso…PS: muita gente tem saudade sim, de um prefeito que não enriqueceu durante a gestão dele, como Capistrano, que morreu pobre. Espero que um dia não existam mais reacionários neste mundo

  7. …PS2: para o bem da História: São Vicente só teve um petista por quatro anos. E o restante do tempo? Os outros prefeitos de partidos diferentes que nada fizeram pela cidade??? Não contam??? Ah, tá,é verdade! Cada um vê aquilo que quer ver. Apenas isso. Abs.

  8. Sergio Willians

    Leonardo, companheiro. Você não pode utilizar a paixão para falar do que não sabe. Infelizmente muitas coisas não são colocadas à público. Você desconhece completamente a história de David Capistrano. Caso contrário, não falaria bobagem aqui neste blog sério do Raul. Outra coisa, você não sabe a metade do que acontece em São Vicente e desconhece quais foram as forças que impediram uma gestão saudável do Luca, que não era um primor como prefeito, concordo, mas sempre foi um sujeito honesto e trabalhador. Não governou porque não deixaram. As forças opositoras ficaram contrariadas com as provas de idoneidade do pobre Luca. O mesmo aconteceu com o David, que foi até hostilizado pela antecessora, pois queria governar para a cidade e não para meia dúzia, como foi com o governo sequencial.

    E para fazer uma boa gestão, não é necessário ser do PT, PSDB, PP, ou qualquer outra sigla. O que importa é o homem que senta na cadeira e seu poder de aglutinação. E coragem. O Papa sempre foi considerado um homem idôneo. E está sendo, sim, um bom gestor (na minha modesta opinião). E ele sabe reconhecer os bons homens, tanto que elogiou o David, que bem lembrando pelo seu xará, morreu com uma mão na frente, outra atrás, ao contrário de outros espertalhões da política.

    Abraço a todos.

  9. Leonardo Corrêa

    Não nego a competência do Capistrano na área da saúde, mas como administrador municipal seu governo foi um fiasco. Quanto ao Luca, em nenhum momento eu o critiquei pelo seu caráter. A questão aqui é a administração. Agora meus, caros, de boas intenções o inferno está cheio.

  10. Pessoalmente não entendo e nada sei sobre questões e disputas político-partidárias internas que acabaram prejudicando uma administração que, teoricamente, tinha tudo para dar certo.
    Não obteve os resultados esperados.
    Todavia deu-se o início da recuperação desta cidade; em diversos aspectos.
    O implemento da recuperação do comércio e do turismo, especialmente.
    As parcerias com empresas privadas catapultando o turismo, por exemplo.
    Apesar de, muitos petistas e não petistas, jogarem todo o tempo contra a gestão LUCA, de 1993 a 1996.
    Não foi feito, acredito, Justiça as suas idéias, aos seus atos e, especialmente, as suas boas intenções.
    A intenção do homem muito desprezada em determinados julgamentos, especialmente quando a do chefe do executivo é boa; as demais nem tanto, da camarilha, inclusive.
    E nem sempre se pode escolher todos com quem iremos trabalhar; rotineiramente, ainda, acabamos apunhalados por “amigos”.
    O sucessor MÁRCIO FRANÇA(PSB) – entre centenas de méritos – teve o mérito e a boa sorte de terminar e inaugurar muitas obras do Sr. Prefeito LUCA; obras quase prontas como a Biquinha e Japuí, por exemplo.
    Deixo aqui apenas uma pequena lembrança de alguém que sempre mereceu o meu respeito.
    Acredito, também, deva merecer de todos os Vicentinos.
    (flitparasilante.blogspot)

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