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Blog do Raul

Água em questão …

As previsões indicam que cerca de 1,2 milhão de carros descerão a serra rumo ao Litoral Paulista, entre o Natal e o Ano Novo. Se elas forem confirmadas, uma população adicional de 4 milhões de pessoas utilizará os serviços comuns de hotelaria, comércio, condomínios e casas de aluguel, segurança pública, transportes, eletricidade e água. Nessa mesma época, no ano passado, os números foram inferiores a esses, e a região foi pega de surpresa. Agora, com a crise econômica internacional e as ocorrências de chuvas destruidoras em Santa Catarina, a Baixada Santista e o Litoral emergem como destino natural de muita gente. Medidas preventivas foram tomadas.

No quesito abastecimento de água no litoral estou mais tranquilo, por conta dos investimentos do Governo do Estado através da Sabesp, que no dia 15 de dezembro lançou o Projeto Verão – uma soma de ações para melhorar o abastecimento de água no litoral paulista. Neste ano, a Sabesp investiu R$ 21,3 milhões em obras, dos quais R$ 15,1 milhões para o litoral sul e R$ 6,2 milhõs para o litoral norte. Ações concentradas, principalmente, nas regiões que apresentaram problemas pontuais de abastecimento no verão passado, como Praia Grande e Guarujá.

Aproveitamos essa ocasião para iniciar também uma nova campanha de economia de água, criada pela equipe de publicitários da Lew Lara, cujo conceito alerta para cuidados básicos do tipo: escovar os dentes com a torneira aberta: desperdício de 80 litros de água; lavar o carro com a mangueira: mais de 380 litros usados à toa; um banho demorado: 10 litros a mais por minuto; e por aí vai… Veja o filme veiculado na Capital de São Paulo, até o dia 30 de dezembro, e na propria região, até o dia 10 de janeiro: http://br.youtube.com/watch?v=Wi6AcmiCkbQ

O governo fez a sua parte, realizando tudo o que foi necessário para oferecer à população fixa e aos turistas a maior comodidade possível neste verão. A campanha do Projeto Verão deste ano (Água, sabendo usar não vai faltar!) busca conscientizar a população contra o desperdício, porque inadvertidamente isso é recorrente no Litoral e na maioria dos lugares deste país, que ainda não acordou para a importância desse bem finito, que é a água, tão necessária para todos nós.

Aproveito para sugerir aos prezados leitores, uma lida no artigo do presidente da Sabesp, Gesner Oliveira, publicado na edição de hoje do jornal A Tribuna de Santos:

Por um verão sem desperdício

A água é o petróleo do século XXI. De recurso farto e barato, tornou-se bem escasso e precioso. Independente desse fato, todos os anos o consumo de água aumenta muito nesta época e a Sabesp enfrenta o desafio de elevar o suprimento na Baixada Santista para atender bem a população e os turistas.

Para cumprir o objetivo, todas as medidas necessárias do lado da oferta foram tomadas.

Encontra-se em andamento a Operação Água no Litoral, incluindo auxílio de equipes de operação e manutenção, caminhões-pipa para as áreas de maior demanda, além do aumento no número de funcionários do Sistema de Atendimento Gratuito, 24h (telefone 195).

Uma equipe especial reforça o monitoramento de pressão nas redes de abastecimento, localizando vazamentos, eliminando fraudes e aprimorando os sistemas de captação, reservação e distribuição de água.

Mais de R$ 14,5 milhões foram investidos pela Sabesp em ações pontuais de ampliação da oferta de água e bombeamento, expansão da rede de distribuição, otimização do sistema operacional, monitoramento de pressões, e outras.

Além das ações de curto e médio prazos, a companhia seguiu orientação do Governo José Serra de acelerar os investimentos para atender à demanda de água nos próximos anos.

Na Baixada Santista, destinou R$ 370 milhões à ampliação da capacidade de produção em cerca de 1 mil litros por segundo. Por sua vez, o programa de redução de perdas e melhoria na qualidade da água prevê R$ 350 milhões. Para o Litoral Norte, mais R$ 119 milhões.

Porém, o sucesso do conjunto de medidas depende igualmente da colaboração dos moradores e turistas. O combate ao desperdício complementa de forma importante o esforço de aumento da produção de água, introduzindo a racionalização do lado da demanda.

Segundo a ONU, uma pessoa precisa de 110 litros de água por dia para ter saúde e conforto. Reduzir o tempo de banho, fechar a torneira enquanto escova os dentes e lava a louça são algumas das medidas simples que poupam milhares de litros de água quando adotadas. E nem pensar em lavar a calçada com mangueira, como alguns indivíduos ainda teimam em fazer.

As estatísticas comprovam uma redução entre 25% e 50% quando se pratica o consumo consciente da água. Há muitosexemplos de leis punindo este tipo de desperdício no mundo. No Brasil, vários municípios adotaram medidas nestadireção, como Bauru, Bebedouro, Porto Feliz, Florianópolis e Uberaba. Na Capital paulista vigora a Lei 10.315/87, que proíbe jogar água em lugares públicos e multa os infratores.

É preciso acabar com a cultura do desperdício de água. É um alerta fundamental para a temporada de 2008/09. Mas é válido para todos os lugares e épocas do ano. O uso consciente da água tem de ser um esforço permanente. Está tudo preparado para uma ótima temporada. Um ótimo verão a todos, mas sem desperdício.

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6 comentários em “Água em questão …”

  1. Amigo Raul

    Anotei algumas idéias para a SABESP, aí seguem

    SABESP TRABALHO AMBIENTAL COM RESPONSABILIDADE
    *da ambientação natural, ao meio social, das cidades, as águas corre nas veias urbanas,com
    as necessárias qualidades*
    *da natureza à cidade, o ambiente é cultivado para que a cidadania seja o meio e os fins dos serviços prestados*
    *trabalhos prestados, com conhecimento e alta
    sensibilidade, desde a natureza, as cidades*

    Um abraço do amigo
    Ivan Alvim

  2. Raul,

    O projeto onda limpa do Governo do Estado, está deixando a desejar no quesito praia, várias pessoas estão se queixando de queimadura por algas vivas, nas praias de Santos.

  3. Gabriel Prado

    Li na Tribuna de Santos que faltou água em Mongaguá, será que não vai faltar em outros lugares? Enfrentei um trânsito danado para chegar no litoral e só me faltava essa.
    O projeto onda limpa do Governo do Estado não é para coletar e tratar esgotos? O quê o governo tem a ver com as queimaduras de águas-vivas? Essa não entendi!!!!!!
    abs
    Gabriel Prado.

  4. Sempre aparece alguem disposto a questionar, qdo. o assunto em pauta, não vai de encontro aos seus interesses, acredito que esse cidadão não vai a praia e se vai não entra na água.
    Se o projeto Onda Limpa não serve para cuidar das prais da nossa região, acho que a idéia do nome foi um equívoco.
    Talvez devesse se chamar Esgotos e Canais lLimpos.

  5. Eu acho que está na hora do governador andar pelo estado explicando, de maneira didática, os objetivos e os benefícios de cada projeto de seu governo.
    Não precisa avacalhar no discurso, mas precisa esclarecer passo-a-passo, para evitar equívocos e discussões.
    Por exemplo, eu fiquei emocionada quando o professor Francisco Prado comentou na TV que o próprio governador Serra pediu que sua equipe da habitação consultasse a população para escolher o tipo de residência que eles gostariam que o governo construísse.
    É de fundamental importância que todos saibam dessa preocupação, desse carinho com as pessoas.
    Nós sabemos que os ideais e as ações de José Serra são legítimas, que ele não se preocupa com popularidade, é evidente que ele é timido e emotivo demais para apelar aos melodramas, mas que toda a sua dedicação visa o benefício das pessoas.
    Aliás, aqueles de coração gelado tem mais facilidade para representar nesse tipo de teatrinho com forte apelo emocional para comover os idiotas, porque eles só se emocionam quando interessa.
    Voltando ao assunto, projetos como o “Onda Limpa” devem ser enaltecidos e reconhecidos como um serviço que vai salvar milhões de vidas e melhorar consideravelmente a saúde da população. Isso é um ato heróico. Parabéns!
    As campanhas de conscientização contra o desperdício se igualam em importância, principalmente quando a população tem o incentivo ao consumo desenfreado, sem limites, torna-se imprescindível que alguma autoridade desperte a população para a sua responsabilidade nos cuidados com os recursos naturais.

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