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Blog do Raul

Meio ambiente ilimitado ?

A partir de 1988, as leis ambientais ficaram mais rigorosas e os cuidados com os impactos ao meio ambiente foram extremados. Comemorei esse novo contexto, porque testemunhei a situação de Cubatão e ajudei a combater a vinda de usinas nucleares para Peruíbe e Iguape. No entanto, a dificuldade de conciliar a preservação ambiental com o desenvolvimento econômico, valorizando políticas de sustentabilidade, criou um verdadeiro cabo de guerra entre os defensores radicais do não pode fazer e os empreendedores que se comprometem fazer da forma correta. Nesse cenário sobrevivia a senadora Marina Silva, até não resistir mais às pressões e avisar que estava deixando o ministério do Meio Ambiente, entregando o bastão a um sucessor com fama de antenado com os prazos das obras e as vantagens do crescimento econômico.

Essa fama de burocrata político que desburocratizou os órgãos de licenciamento ambiental no Rio de Janeiro, transforma o novo ministro Carlos Minc na grande esperança para a execução das obras previstas pelo PAC – Programa de Aceleração do Crescimento do governo Lula, principalmente porque ele conhece o assunto e tem idéias consolidadas a respeito. Acontece que o mérito de não analisar com pressa os projetos de novos empreendimentos e obras, não é exclusivo de Marina Silva, que, por sua história de dedicação à causa ecológica ao lado de Chico Mendes, aumentava os graus de cuidados quando os objetivos tinham a ver com desmatamentos ou construções em áreas de preservação como os manguezais: os orgãos de análise e decisão sobre o meio ambiente não contam com uma infra-estrutura capaz de responder às suas demandas.

Quando se falava que um empreendimento daria um novo impulso à economia regional, como é o caso do anunciado Porto Brasil, em Peruíbe, por exemplo, logo surgiam dúvidas sobre o tempo que levaria para a sociedade conhecer os estudos e relatórios de impacto ambiental (EIA-RIMA). Marina e os seus correligionários evitavam decidir sobre esses temas mais polêmicos, às vezes precipitando nãos. Com esse andar lento da carruagem, que faz ninguém acreditar mais em obras no meio do ambiente, qual será o futuro do Brasil com um ministro conservacionista menos radical ?

Realmente não tenho idéia, se ele optar por uma gestão centralizada e não atender às carências dos sistemas ambientais nos estados e municípios. No Rio de Janeiro, Minc teve parte da estrutura, que permitiu a agilidade na emissão de licenças, financiada por empresários associados à Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro), importando R$ 22 milhões na contratação de funcionários temporários, aquisição de materiais e reformas na sede da sua ex-secretaria. Com a nova estrutura e metodologia, acelerou a emissão de licenças, somando, desde fevereiro de 2007, cerca de 2.068, número aproximado da quantidade de licenças emitidas nos três anos anteriores.

No Brasil, a questão ambiental foi tratada com respeito a partir da aplicação das leis, havendo um conflito permanente em relação à interpretação das mesmas, principalmente quando os atores que mais pressionam são aqueles detentores de influência governamental e de poderio econômico. Por essa razão ainda existem denúncias sobre a complacência das autoridades, quando insurge a defesa do desenvolvimento econômico a qualquer preço.

A saída de Marina Silva representa uma perda para o Brasil alinhado com o desenvolvimento sustentado. Mas também o que adianta para o país uma gestão consciente da importância da Amazônia e dos nossos recursos naturais, se as ferramentas para a fiscalização, autuação e cumprimento das leis são deficientes, quase nulos ? A questão ambiental precisa constar da agenda de quem planeja em nosso país, em todos os níveis, com as ressalvas e o respeito necessário !

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29 comentários em “Meio ambiente ilimitado ?”

  1. Amigo Raul

    Realmente a saída da Marina Silva que deverá se entrosar com o PSOL é perda inestimável!
    Já o que o novo Ministro Carlos Minc anuncia que fará…solicitar ao Exército tomar conta das áreas, bem que poderia se ampliar à uma nova Operação Rondon, revigorada por convênios
    com todas Universidades e com o envolvimento
    de todas Forças Armadas.
    A questão ambiental justifica MPs.e agilidades
    Ivan Alvim

  2. Caro Raul,
    Veja a entrevista feita com Eike Batista no Globo News. Creio que você também vai deixar de pensar que um dia houve real intenção de investimento na região. fica claro os óque os métodos utilizados pelo empresário não privilegiam as questões sociais e ambientais.
    http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM828300-7823-AS+CONTROVERSIAS+DAS+EMPRESAS+DE+EIKE+BATISTA,00.html

  3. Veja a gagueira dos diretores da LLX quando questionados sobre questões ambientais. E saiba que esta entrevista foi feita durante a exposição do projeto Porto Brasil ao CONDEMA de Itanhaém.
    http://www.criasite.net/condemaitanhaem.wmv
    Um discurso vazio e sem sustentação é capaz de deixar as autoridades locais, inclusive meu ex-idolo Samuel Moreira, completamente apaixonado por um projeto inexistente.

  4. Ernesto Donizete da Silva

    A saída da ministra Marina da Silva, preocupa não apenas os brasileiros que tratam do assunto meio ambiente, mas também todas as agências internacionais. Carlos Minc, (que jurou de pés juntos que não aceitaria o convite), assume já CEDENDO a pressão do Governador do Rio de Janeiro e do próprio Sr. “Inácio” – esta atitude já nos diz o que esperar dele.

    Isto não quer dizer que não seja uma pessoa de méritos, mas que não é a pessoa adequada para esta assumindo questões tão relevantes, principalmente a questão da Amazônia. Cabe inclusive destacar Raul, que quando se fala em Amazônia, queremos dizer a AMAZÔNIA LEGAL, a qual compreende parte do território de nove países e de mais 9 estados brasileiros – correspondendo a 81% desta em território nacional. Isto perfaz 61% do território do Brasil.

    A questão é por demais ampla. Minc, mais “liberal”, terá de ter pulso forte e não ceder as pressões que irá sofrer de todos os lados, inclusive do Governo Petista para facilitar e afrouxar a política ambiental. Veja no Rio de Janeiro, MINC, votou contra uma própria lei criada por ele, em relação a defesa da Mata Atlântica onde somente poderiam explorar a terra com preservação de 30% desta. A alteração reduz para 20% a área de preservação – CEDEU AO CAPITALISTO SELVAGEM.

    Não se apressa o processo de exploração ambiental. Os estudos que devem ser feitos são demorados, devido à complexidade que os envolve. E importante destacar, da necessidade disto, pois estamos falando da preservação nossa e do resto do mundo. Lógico que os demais países, em especial EUA e China, devem fazer sua parte também.

    O Brasil DEVE prosperar, deve ter uma economia alavancada, empregos e situação social da melhor qualidade para toda a sociedade. Mas deve-se verificar qual o preço que iremos pagar. Equilibrar a equação desenvolvimento econômico e preservação ambiental não é coisa do outro mundo, basta termos políticas sérias a respeito e uma legislação forte para cuidar do tema.

    Minc, já chega tendo que explicar a DENÚNCIA feita por seis entidades de defesa ao meio ambiente, feita na 4º Reunião das Partes do Protocolo de Cartagena, em Bonn, na Alemanha (ONU), em relação a questão da comercialização do MILHO TRANSGENICO plantado no Brasil – questão extremamente negativa para o país e para a saúde do povo brasileiro que serve de cobaia.

    Sob outro foco, a sua observação sobre a fiscalização é bem apropriada. Minc deveria começar mostrando sua competência, não colocando o exército para isto, pois sua missão constitucional é o de garantir a soberania – deve cuidar sim das nossas fronteiras por onde tudo acontece e “ninguém vê”.

    Ele que abre concursos públicos para fiscais e agentes para tal intuito. Afinal, o Governo Federal gasta muito comprando “tapiocas”, “alugando carros”, “reformando as casas dos reitores”, “não tendo um tribunal de contas adequado”, deixando o dinheiro do povo ir para a latrina com as inúmeras fraudes, etc. – recursos há!

    Vamos aguardar, torcendo para que MINC nos surpreenda positivamente.

    ERNESTO DONIZETE DA SILVA
    PSDB/SANTOS

  5. Edgar Boturão

    Alô Raul. Forte abraço. Preservar o meio ambiente é preservar a vida. Porém, engessar determinadas regiões, como o Litoral Norte de São Paulo, é impedir o desenvolvimento e condenar aquela população à pobreza eterna. É preciso dar estrutura aos órgãos competentes como DEPRN e Ibama. Mas também é cobrar desses órgãos mais rapidez e presteza na avaliação de projetos.

  6. Sérgio Martins Guerreiro

    Caro Raul: Nós evoluimos na legislação, mas precisamos dotar os órgãos ambientais de técnicos competentes para licenciar quando for possível ou para negar rapidamente quando não for possível, para não causar falsas expectativas.

  7. Pois é Raul.
    O PT ainda tinha alguem conciente, competente e séria, a ex. Ministra Marina Silva, que sempre lutou em pról da sustentabilidade do meio ambiente e que lamentavelmente não aguentou a pressão dos latifundiários e usineiros e
    por outro lado sem o devido apoio do Presidente Lula que nessa área demonstra ao aceitar sua saída do ministério, total desconhecimento da questão ambiental. Também!
    E mostrando seu desconhecimento ou desinteresse pela questão ambiental, convida uma pessoa da área ambiental,mas que o própio se diz incapaz de Ministra nesta pasta, pelo fato de desconhever o Brasil. Só conhece seu quintal, que é o Rio de Janeiro. ê lamentável!
    Abraços.

  8. Planeta que chora
    Luiz Domingos de Luna
    http://www.revistaaurora.com

    Reflito sobre a vida
    sobre o mundo rotativo
    do universo exuberante
    da beleza do ser pensante
    do mundo mágico criativo
    É o solo, é a existência roída
    de um planeta que chora, exaurido.
    De uma fumaça de gás cumprimido
    De um berço que faz sentido.
    De uma paisagem destruida
    que teimo em desfrutar
    a reta um ponto vai ficar
    o fim, o começo a externar
    O espaço a gritar
    O ambiente somente?
    A água ?
    A selva?
    O mar ?
    E nós humanos ?
    O planeta chora
    A inteligência ignora?
    Onde iremos morar?
    sem terra, sem piso, sem ar
    sem fogo, sem água, sem mar?
    por que a poluição ?
    o farelo da destruição
    O lixo cultural ?
    O rio é um esgoto
    O mar está morto
    O ar é aborto
    de quem quer abortar,
    assim, volto ao pó
    não tem reciclagem
    é uma viagem,
    mas viajo só?

  9. Alma de Cupim

    Luiz Domingos de Luna
    http://www.revistaaurora.com.

    Adora a existência
    Contempla o natural
    O espaço sideral
    Inteligência da potência

    Muda a paisagem
    Destrói a natureza
    Maltrata a beleza
    Em qualquer passagem

    Dialética humana
    Constrói o artificial
    Dizima o natural
    Da fumaça que emana

    A construção de desertos
    Na alma impregnada
    Não pode sobrar nada
    Em campos abertos

    Qualquer jardim
    Deve ser venerado
    Aplaudido e aclamado
    Querendo o seu fim

    Luta demente
    Não tem beleza
    Não tem natureza
    Não tem jasmim

    Jardim da humanidade
    Todos têm direito
    Qual foi o defeito
    Todos defendiam
    Todos aplaudiam
    Não tem mais jardim
    Não tem mais culpado
    O tempo rolado
    Num mundo sem fim
    Corpo humano
    Alma de cupim.

  10. Quem sabe? Se cada ser humano tivesse a oportunidade de passear pelo os confins do universo gelado, os homens não poderiam se tornar humanos de verdade.

    Passeio Cósmico

    Luiz Domingos de Luna
    http://www.revistaaurora.com

    Entre galáxias quentes
    Quasares gigantes
    Tudo tão distante
    É tão diferente

    Não tem gravidade
    É uma queda de gênio
    Não tem oxigênio
    Estranha suavidade

    O terror da matéria
    Viva atrevida
    Não tem vida
    Do humano a miséria

    Não tem cultura
    Luz escuridão
    Alma em aflição
    É somente tortura

    O medo grita
    O silêncio calado
    No mundo gelado
    Sem terra e guarita

    Há anos, ativo.
    Vejo um ponto
    Pare uma foto.
    E ali que vivo

    Um traço obscuro
    Não parece uma bola
    A câmera giratória
    A terra procuro

    Perdido no infinito
    Leva-me de volta
    De tanta viravolta
    Sinto-me perdido

    Que tal existência
    Aonde vai me levar
    Onde queres chegar
    Só vejo a ausência

    Nos confins um grito
    Não sei decifrar
    Mas vou escutar
    E assim repito

    Um barulho estranho
    Parece um cano
    A água derramar
    Cadê gravidade
    A tua humanidade
    Para poder parar

    Vejo-me girando
    Eu mesmo falando
    Onde vamos chegar
    Tudo é mistério
    Grande interrogação
    È poder da matéria
    Ou da criação?

  11. Universo Paralelo
    Luiz Domingos de Luna
    http://www.revistaaurora.com

    No palco da existência
    Bilhões de combinações
    Infinitas proporções
    Da matéria a essência

    O Universo unificado
    Longe da imaginação
    Entrar numa prisão
    Por tempo determinado

    Matéria não adaptada
    A um tempo a correr
    Na dependência sofrer
    Corpo, a vida deixada.

    É uma ida, uma volta.
    É o estar, é o ser.
    É o Poder, é o ter.
    É uma reviravolta?

    Entra numa dimensão
    Do tudo – do nada nasce
    É apenas um disfarce
    Do nada, a terra, o chão.

    É uma magia encantadora
    Toda carne é morredoura
    Sem ela, a imortal
    Alma sonhadora
    Na vida a vagar.
    Uma compreensão
    Uma explicação
    Ninguém quer falar
    Quem pode entender esta seta
    Que a história inquieta
    Teima em voltar

    FONTE:http://oglobo.globo.com/servicos/blog/comentarios.asp?busca=&cboRegPorPag=10&cod_Post=108198&pagAtual=3

  12. Aos Seres Humanos

    Luiz Domingos de Luna
    http://www.revistaaurora.com

    Quebrando correntes
    No tempo a passar
    Mistérios a desvendar
    A todo o momento

    Se tudo fosse diferente
    Teria o ser humano
    O pensar, um plano.
    Da existência presente

    Que show arriscado
    De um palco sem fim
    O infinito vem a mim
    Ou já foi programado

    Tanta existência
    Quem vai usufruir
    O tempo destruir
    Ou há consistência

    A Vida acompanha
    As etapas da curva
    Existe uma luva
    De potência tamanha

    Controlar o processo
    De toda imensidão
    É plenitude da razão
    Ou pensamento, ao inverso.

    É do ser humano obrigação
    Conhecer todo o infinito
    Ou existe um conflito
    Buscando interrogação?

    Já não é chegado
    A hora de saber
    Do universo o porquê ?
    Na existência – postado
    FONTE:http://oglobo.globo.com/servicos/blog/comentarios.asp?busca=&cboRegPorPag=10&cod_Post=108198&pagAtual=3

  13. A Fábrica de Universos
    Luiz Domingos de Luna

    Os bósons são inteligentes
    Escondidos em outra dimensão.
    Por que tanta precaução
    É um ato consciente?

    A ciência está na cola
    Graças à matéria escura
    Que dificulta a procura
    Confunde o eixo da mola

    Choque de matéria e luz
    Curvado no infinito
    São partículas de granito
    Ou mistério da órbita conduz?

    Esta imantação é problema
    Dependência de uma ditadura
    Da energia e da matéria escura
    Um cárcere privado com algema

    Iluminados – O que fará
    Com o bóson aprisionado
    Um mistério bem guardado
    Ou ao humano entregará?

    A Quem interessa?
    Uma fábrica de universo
    Os paralelos diversos
    Para que tanta pressa

    Um universo precisa
    De um planejamento
    Senão o novo engole a gente
    Seja humano ou não
    Tudo vai para o ralo do nada
    Cadê a inteligência em projeção
    A Consciência e a razão
    Virou tudo fragmento
    Não basta o pensamento
    No túnel do tempo
    Numa vida a bailar
    FONTE: http://oglobo.globo.com/servicos/blog/comentarios.asp?busca=&cboRegPorPag=10&cod_Post=108198&pagAtual=1

  14. Entre Colunas

    Luiz Domingos de Luna
    www. Revistaaurora.com

    Entre nascimento e morte
    Pego o meu passaporte
    Numa vida a bailar
    Dos dois pontos faço linha
    Numa estrada que caminha
    Na sorte ou no azar
    Entre colunas eu fico
    Sempre a caminhar
    Não pode ter acidente
    Senão quebra a corrente
    Já não posso respirar
    Uma reta esticada
    Cada passo, uma pisada
    Tenho que controlar
    Não posso sair do prumo
    Ou então um tombo
    Para me derrubar
    Do útero para cova
    Uma vida se renova
    Cheirando interrogação
    No meio das ampulhetas
    Viro pó, sombra e chão.
    Ou larva de borboleta
    Uma vida nova nasce
    É uma transformação ?
    FONTE: http://oglobo.globo.com/servicos/blog/comentarios.asp?busca=&cboRegPorPag=10&cod_Post=108198&pagAtual=2

  15. A Tela de Compostela
    Luiz Domingos de Luna
    http://www.revistaaurora.com

    Matéria no corpo diluída
    O Espírito a chama clarear
    Contorno de tudo a acentuar
    O Equilíbrio da alma indefinida

    A estrada da poeira percorrida
    O Peso da história a carregar
    Andarilhos pelo mundo a vagar
    Corpo dilacerado, carne dolorida.

    Busca da grande interrogação
    Indagação ao humano, toda hora.
    Pergunta sem resposta, que aflora.
    Na caminhada, da caminhada – a imensidão

    A fadiga corrói o corpo fraco
    Na tela do ferro a rasgar
    O corpo humano a sangrar
    Na busca da infinitude do aço

    Em pedaços a matéria a chorar
    Clamando o grande encontro
    É o homem, é o outro, é o espanto
    Que no final tem que juntar
    Carregando em um só corpo o mistério
    Destes fragmentos em um só “eu” aglutinar

  16. Palco Iluminado
    Luiz Domingos de Luna
    http://www.revistaaurora.com

    Em cada sonho uma fantasia
    Que percorre o pensar
    No momento a gritar
    Força que extasia

    Girando no encanto da vida
    Um gesto nobre propicia
    Na luz que irradia
    O instante eterno se fia

    O cenário todo florido
    Uma paisagem a contemplar
    Um universo a pensar
    No tempo um fluido

    Que teima em derramar
    Gotas de um sereno
    Um incenso ameno
    A existência contagiar

    Interação perfeita
    Arquitetura social
    Beleza natural
    Obra prima feita

    Cada ser é arquiteto
    Que a história aniquila
    É o sonho da vida
    Inacabado um projeto

    Um projeto inacabado
    Que falta ser decifrado
    Ou um palco iluminado
    Explicação buscando?

  17. Espaço sem luz!
    Luiz Domingos de Luna

    Uma idéia nasceu
    Percorreu o espaço
    Sinto o que faço
    Já não sou eu

    A obra que rola
    Na esfera social
    No arremate final
    Parece uma bola

    Cada chute uma pancada
    -O Público já analisou
    Pois, ele é sempre o senhor.
    Da obra que foi criada.

    Estrada corrente de dor
    Cada letra uma pisada
    Toda linha esmagada
    Na lógica do leitor

    O Conjunto é uma esfera
    De vértice quebrado
    Ou tem giro acelerado
    Ou o motor emperra

    Passar no crivo social
    Num filtro bem condensado
    Na página, tela, lixo ou lado.
    O Poema tem seu final.

  18. A Miragem
    Luiz Domingos de Luna

    É muito fácil observar
    A presilha dos seres humanos
    Sentidos, prazeres, desenganos.
    Uma paisagem a embelezar

    Tudo parece um sonho
    Emoções sentimentos
    Um corpo lançado ao vento
    Na busca de um mundo risonho

    Cada um num carrossel a girar
    O filme da vida pontuando
    O Futuro ao presente ocupando
    O Passado a história registrar

    A maquina humana em movimento
    Os líquidos internos em plena ação
    Uma desordem que vai parar-Pena
    Deixar a cadeira, para outro ocupar.
    É um show com tempo determinado
    É Viver plenamente a emoção?
    É A razão e emoção conjuntamente
    Ou o grande parque da Ilusão ?

  19. A Busca

    Luiz Domingos de Luna
    http://www.revistaaurora.com

    A Alma humana a buscar
    A todo e qualquer momento
    É uma força ou um sentimento
    Que nunca pode parar

    É incrível o aprimoramento
    Que precisa aprimorar
    O pensamento a vagar
    Em um novo firmamento

    Seja qual for à maneira
    Tem que modificar
    Pois está no DNA
    É uma seqüência inteira

    Tudo a repensar
    Nada está concluído
    É como um fluido
    Em constante derramar

    Talvez o eixo da dúvida
    Esta procura, enfim.
    Nada tem um fim
    É o sentido da vida

    Parar um instante
    Isso nem pensar
    A busca sempre a buscar
    É uma corrente andante.
    Aonde vamos chegar?

  20. A Construção do Eu

    Luiz Domingos de Luna
    http://www.revistaaurora.com

    A cada dose um contentamento
    De uma vida a apreciar
    Numa escala a determinar
    O tipo de comportamento

    Uns a forma o juramento
    Outros a matéria a clamar
    E os da alma a cantar
    A voz do ego o pensamento

    São corpos dobrados ao vento
    Na dimensão do espaço
    O intelecto de aço
    A fazer questionamento

    Um mundo a semente
    Sem depender da paisagem
    É sempre uma passagem
    Do corpo, alma e mente.

    Qual vetor determinante
    Dos três fragmentos
    Uma vida de argumentos
    Na matéria, o mundo dominante.

    São vidas alinhamentos
    Em linhas determinadas
    Cada qual em sua estrada
    O Viver a cada momento

    Ou tem que somar tudo
    Provar a dose em separado
    De um mundo agrupado
    A cada gosto um fel dobrado
    Ou o brilho do mel achado
    De um novo ser em movimento.

  21. O Vazio

    Luiz Domingos de Luna
    http://www.revistaaurora.com.br

    O Vazio não pode ter nada
    Se tiver algo, ele está ausente.
    Na plena ausência está presente
    Antes do ponto ou depois da disparada?

    O Vazio não pode ser conceituado
    A Noção que se tem é dogmatizada
    A ausência é a presença do não chegado
    O Vazio não tem uma lógica estruturada

    O Vazio não pode ser preenchido
    Preencheu o vazio, ele sumiu.
    Sumiu-se, ele nunca existiu.
    O Vazio está escondido?

    O Vazio quebra a existência
    Quebra a matéria e o tempo
    Não pode ter momento
    Existe no cosmo? Ou na inteligência?

    Como encontrar o vazio?
    A existência toma seu espaço
    Ou ela está em pedaços
    A ausência de tudo. Quem já viu?

    O Nada absoluto. Plena Garantia
    Sem buraco negro, sem quasares.
    Sem o avesso da matéria
    Sem o avesso da energia
    Sem átomos, sem moléculas.
    Sem luz, sem escuridão.
    Um vazio perfeito
    A ausência da existência
    A Luz da criação!

  22. O Gênio da Gravidade

    Luiz Domingos de Luna

    Cada tombo uma queda
    O Ser vivo a equilibrar
    Não pode escorregar
    Uma altura que esfarela

    Quem anda de avião
    Já fica preocupado
    Numa pane é jogado
    Corpo sem vida no chão

    Gravidade impiedosa
    Sempre a puxar das alturas
    Até as vezes, dá tonturas.
    De queda assombrosa

    Lá da montanha, um condor.
    Voava tranquilamente
    Num instante somente
    Pensei que estivesse parado
    Parado nas alturas
    Está tudo errado
    Cadê tua força, puxador?
    Eu estava enganado
    Não era um condor
    Não era um planador
    Era um simples beija-flor
    Enganando a gravidade.

  23. Travessia

    Luiz Domingos de Luna
    www. meninodeusaurora.com.br

    A Parede da mente
    Está quebrada
    No conflito da estrada
    É reviravolta somente

    Á águia está lá
    A asa ferida
    Sem guarida
    Sempre a voar

    A água agitada
    Tem que passar
    Furacão no ar
    Força anulada

    Na superfície a pisar
    O mergulho da morte
    É o único suporte
    Que espera chegar

    Tremulante momento
    Uma chuva de vento
    A águia a carregar
    Rasteja na onda
    Como uma lona
    O espaço ganhar
    A asa dobrada
    Tão fatigada
    A praia chegar

  24. Transformação

    Luiz Domingo de Luna
    http://www.meninodeusaurora.com.br

    Reguei uma planta
    No meu jardim
    Era um Jasmim
    Beleza que encanta

    Entre espim
    Uma lagarta
    Como uma carta
    Vinha a mim

    Toda enrolada
    Comia clorofila
    Plumagem colorida
    De fogo chamada

    Numa manhã florida
    A lagarta sumiu
    A borboleta me viu
    Nos caminhos da Vida

    Contemplando o chão
    A asa em giro agitava
    A Paisagem deixava
    Na linha da imensidão

  25. Passos

    Luiz Domingos de Luna
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    Passos que passo
    Passos que vem
    Passos do além
    Não sei o que faço

    É como um compasso
    De um tempo passado
    Já foi um chamado
    Na imensidão do espaço

    Ouvi um grito
    Parecia um trovão
    Na escuridão
    Estava aflito

    Pulei noutro astro
    Deixei a pisada
    Ta lá registrada
    Como um mastro

    Luz em ebulição
    Fiquei assustado
    Parece ter entrado
    Noutra dimensão

    Tudo tão diferente
    Um carrossel giratório
    Um som vibratório
    No meu consciente

    Sonho ou realidade
    Não sei precisar
    É um vôo a voar
    Não tem gravidade

    Uma mão me puxou
    Numa frieza gelada
    Não sei mais de nada
    Num novo mundo estou

  26. Onda que chora

    Luiz Domingos de Luna
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    História dos papéis
    O mouse a demarcar
    Palavras que somem
    Mas que vão voltar

    A tela da história
    Um trabalho a postar
    Um instante eterno
    Que não vai durar

    Tudo a voar
    Sempre escrevendo
    De um tempo correndo
    Não pode parar

    Vida sumida
    Na abstração
    Vida já vivida
    Em outra ilusão

    No útero da terra
    Vai transformar
    Onda que passa
    A outro repassa
    Sempre a chorar

  27. Pingo da vida?

    Luiz Domingos de Luna
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    Era um pingo
    Começou a girar
    Fiquei a olhar
    O Seu caminho

    Desceu a ladeira
    Parou um segundo
    Estava imundo
    Cheio de poeira

    Bolinha consistente
    Ganhou conteúdo
    Da parte o tudo
    Sempre à frente

    Rolou num tinteiro
    Ficou colorido
    Bicho sabido
    Fugiu bem ligeiro

    Atravessou uma vala
    Passou na ferida
    A Bactéria Lambida
    A Vida levava

    Pingo complicado
    Todo disformado
    É a vida da ferida
    Ou o pingo da vida?

  28. Gostaria de Parabenizar a atitude generosa do Jornalista Raul Cristiano, por ter gentilmente, cedido este espaço para a publicação de minhas poesias.

    Atenciosamente,

    Luiz Domingos de Luna.

    Aurora – Ceará

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