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Blog do Raul

Olha o nível, dona Marta !?

Se os números disparadamente favoráveis a Gilberto Kassab (54% a 37%), na primeira pesquisa do Datafolha, deixaram Marta Suplicy e os coordenadores da sua campanha "extremamente confortáveis", segundo ela mesma, porque resolveram baixar tanto o nível da campanha ? Da mesma forma que Lula não aproveitou o céu de brigadeiro no cenário internacional, nos cinco primeiros anos de seu governo, os petistas desperdiçaram os seus índices de popularidade e estão desidratando a olhos vistos. Se fossem "postes" talvez tivessem melhor sorte, mas como o eleitorado os conhece bem, as quedas livres nas pesquisas reafirmam o recado de que "tudo bem com o Lula, mas com o PT não".

O governo de Kassab chegou ao segundo turno com 61% de aprovação, depois de terminar em primeiro lugar no dia 5 de outubro.  O seu principal feito foi a capacidade gerencial demonstrada para continuar (diga-se de passagem com uma lealdade que às vezes não se observa entre quadros de um mesmo partido) o governo iniciado por José Serra, que herdou de Marta uma gestão caótica. Serra foi obrigado a realizar um profundo ajuste fiscal, nos mesmos moldes do governador Mário Covas quando assumiu o Estado em 1995, porque entre 2001 e 2003, a então prefeita Marta Suplicy fez crescer as despesas com pessoal de R$ 3,5 bilhões para R$ 4,5 bilhões, em grande parte com a criação de 2.126 cargos de confiança.

Obras foram contratadas por Marta sem que houvesse preocupação com o desempenho da receita, porque naquela altura ela acreditava piamente que Lula encontraria meios para aliviar a situação financeira de São Paulo, ignorando que o presidente da República nada poderia fazer porque descumpriria a Lei de Responsabilidade Fiscal. Portanto, o jeito Marta de governar é o maior responsável pela dificuldade de vencer Kassab, que hoje apenas tem agradecido os votos que recebeu e pedido apoio para continuar os seus programas sociais e de obras em conjunto com o Governo do Estado.

Nunca antes na história de São Paulo houve tamanho entrosamento político e administrativo. Mesmo quando se busca na lembrança o período em que Franco Montoro (Estado) e Mário Covas (Prefeitura), de 1983 a 1985, foram parceiros numa época pós-redemocratização do país. Há um novo sentido nisso e qualquer cidadão pode comprovar que a Capital conheceu mudanças importantes desde janeiro de 2005.

Se os debates forem ocupados pela comparação de feitos e números entre Kassab e Marta, com certeza o prefeito acentuará a sua vantagem eleitoral. Naturalmente o cenário político começa a ganhar outros contornos, não somente na Capital, mas também em Guarulhos, Santo André, São Bernardo do Campo e Mauá. Uma onda contra a descompostura e a soberba do PT no Estado começa a se formar, acordando os eleitores para prestar atenção no compromisso de cada um com o presente e o futuro dos municípios em questão.

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18 comentários em “Olha o nível, dona Marta !?”

  1. Marta, é o tipo da Politica, que não se tem um bom motivo, pra se confiar. Se ela valesse 1/3 do que vale o marido, ate podia se pensar em confiar nela, na prefeitura de uma cidadizinha de interior, com um orçamento merreca, mas arriscar no nome dela, num orçamento do montante do paulista, só com muito pouco juizo!!!

  2. Caro Raul, bom dia.
    O povo está bem mais atento as atitudes e aos comportamentos dos/as candidatos/as desta vez.
    Como exemplos, a Baixada santista, a salvo, melhor juizo, votou nos/nas melhores opções, na eleição do dia 5 de outubro pp.
    Guarujá evidenciou, com a vitória da Antonieta
    que desejava mudanças nos métodos de governar.
    Nosso candidato do PSDB aqui, Paulo Piasenti com suas críticas reais contundentes, ao atual Prefeito, em muito, ajudou a migração de votos para a chapa do PMDB, mostrando a real situação de descaso com a Ilha de Santo Amaro, por parte do Poder Executivo.
    Kassab vencerá, porque ele governou com muita seriedade administrativa e ótima assessoria a difícilima(monstruosa em problemas)cidade de São Paulo. Sou paulistano e se estivesse ali votaria nele, com certeza.
    Abraços matinais.
    Ivan Alvim

    elegeu

  3. Acabou o baile à fantasia. Dna. Martaxa tirou a máscara e voltou aos tempos de declarações estapafúrdias e infelizes como o “Relaxa e goza”.
    Hoje na Folha a posição dela está hilária: insiste em saber se o Kassab é casado numa clara intenção de colocar a pecha no rapaz de gay. E olha só, ela que sempre apoiou o desfile na paulista promovido pelo GLS. Como também desfila, histrionicamente, juntos aos alegres rapazes em um dos seus carros alegóricos. E defende com unhas e dentes esse nicho de eleitores.
    É, prezado amigo Raul, já dizia minha avó: pimenta no fiofó dos outros é colírio. Antes era pontual mas agora, ela perdeu a compostura de vez.
    Tadinha, vai perder essa eleição pelo óbvio: não é carismática, é grossa e não tem conteúdo.
    E a minha vingança pessoal é que, cada vez que olho a Marta eu concordo que certo está o Simão, ela está cada vez mais parecida com a Margarida, a namorada do Pato Donald.
    Essa mulher está se tornando ridícula. Ou melhor, já está.
    Um grande abraço do seu amigo santista e na próxima semana, eu prometo, o nosso almoço sai.
    TONINHO GARCIA

  4. José Guido Fré

    Raul,
    O nosso saudoso Osvaldo Justo, durante a campanha para prefeito onde se embateram Del Bosco e Telma, disse para uma platéia um tanto pasma, que todo candidato nesta época “é corno, veado ou ladrão, se não os três junto”.
    Martxa Favre não foge à regra. Só que o telhado dela é um pouco mais frágil do que se imagina.
    Ela pode duvidar da masculinidade, da “opção sexual”, ou seja lá o quê, do Kassab mas nunca poderá apagar da memória dos parceiros ou dos adversários o momento em que ela foi pega com a boca na botija, em meio a um affair com um poderoso empresário do ramo de alimentos.
    Como se diz por aí, não cospe pro alto.
    Afora isso, já se sabe que ela vai amargar mais um segundo lugar e, nas próximas eleições municipais, vai tentar eleger-se vereadora.
    Conforme a receita partidária.

  5. Bom dia!
    O debate na TV está longe de ser o que a população quer ouvir, ninguém mais fala sobre moradia num país de inúmeras favelas, erros cometidos no passado todos dois tem mais numca tinha visto absurdo que foi inaugurar AMA na última hora fazer calçadas para cadeirantes na vespera de eleição, até exames médicos para quem aguardava mais de 8 meses na fila agora apareceu vaga, não me esquecerei que Kassab é DEM não PSDB.

  6. Luciana Canuto

    A forma de fazer campanha da candidata Marta envelheceu. Ela está vivendo um revival das grandes greves onde quem vociferace mais alto era tido líder.

  7. Uma correção do comentário de Anacouto cultural….valer 1/3 do seu marido? o Argentino Favre? ou do seu EX-marido Eduardo Suplicy? Acho que ela vale 1/3 do seu atual marido Fravre, ou seja…nada!

  8. Raul,

    São Paulo já conhece o PT é sabe que uma nova administração Marta Suplicy representa uma enorme regressão.

    A derrota do PT em São Paulo representará o início de um grande declínio nacional, que será consumado com o término do governo Lula.

    Um forte abraço!

  9. Alfredo de Souza

    Olá, Raul.
    Nada me surpreende na “Martaxa”. Tudo nela (e dela) é esperado. Agora, vendo o barco entrar na marola forte, tenta insinuar que Kassab tem outra preferência sexual. Mas, não se espante. Vem mais baixaria por aí. Afinal, isto é muito digno dela.
    Um forte abraço.
    Alfredo.

  10. Leopoldo Pontes

    Raul, aqui Fafi.
    entro no blog aparece o nome do Leozinho….pode?
    não engulo essa da Marta bisbilhotar e insinuar sobre a vida íntima do Kassab…
    solteiro, casado, pai, isso é um desencontro dos hemisférios cerebrais de seus coordenadores de campanha…
    que falta faz o Senador prá Martha não fazer tanta bobagem… e olha que eu gosto dela, pelo menos a que conheci, em Campos, 18 anos atrás…
    Saímos até para um lanchinho básico na padaria e ver sapatos em Abernéssia…
    Acho que essa Martha não existe mais….
    Vasculhar a vida do oponente? quero ver na próxima parada gay ou no róximo dia da mulher.
    Liberalidade as avessas.
    Merece capa na revista Caras!
    Abraços!!!!

  11. Com esse pessoal “Duas Caras” todo o cuidado é pouco.
    Alguns não conseguem disfarçar e apelam prá baixaria na cara dura, outros só fazem isso nos lugares mais humildes (ameaçam tirar benefícios sociais, por exemplo) porque sabem que os coitados tem medo, outros são sonsos e ainda enganam, tem aqueles que são bem treinados pelos marqueteiros e enganam um pouco mais.
    Porém, quando algum escândalo é revelado a desculpa é sempre a mesma: “Num Kassab nada.”

  12. alvaro gonzalez

    Já que o assunto está na mídia, vale esclarecer. O “marido” do Kassab, é o Ricardo Garcia aquele que aplicou p/ cima do Geraldo com o apoio da bancada do PT, na eleição p/ presidência da A. L. de SP. O que é incrível, é a Marta que sempre defendeu e teve um grande apoio da bicharada p/ se eleger, trazer esse “detalhe” p/ o debate. São Paulo terá um prefeito viado reeleito. Essa nem o Maluf soube explorar. Já pensou se qdo ele perdeu p/ a Erundina, ele chegasse e perguntasse. Dona Luiza Erundinda a Sra. é casada, tem filhos?

  13. Amigo Raul,

    De tudo que se verifica dessa corrida para a prefeitura de SP, o PT não mede limites mesmo.
    A Marta parece mesmo despreparada, como sempre demonstrou, recorrendo a recursos que somente mostram a sua fragilidade e a sua irresponsabilidade para assumir qualquer cargo eletivo.

  14. RAUL ESTA ANALISE ESTA CORRETÍSSIMA.
    HÉLIO GASPARI FALOU TUDO.
    ABRAÇOS
    BETE CERVI

    Folha de S. Paulo
    Está aberta a clínica do Dr. Geraldo
    Elio Gaspari

    PELO andar da carruagem a clínica de acupuntura do Doutor Geraldo Alckmin terá dois ilustres clientes, George Bush e Marta Suplicy. O presidente americano conseguiu fechar seu governo com a humilhação de ter transformado os Estados Unidos num coadjuvante da Europa no trato de uma crise financeira. Foi valente para invadir terras alheias, mas amarelou ao sentir o bafo do dragão. Não teve a coragem de deixar o mercado limpar Wall Street (o que poderia ser maluquice, mas era o desdobramento de seu lero-lero), muito menos a audácia do primeiro-ministro inglês Gordon Brown, que cacifou a banca. Marchava para um fim de governo desastroso, mas nem seu pior inimigo escreveria semelhante epílogo. Transformou Herbert Hoover, o presidente da crise de 1929, num gigante.
    Marta Suplicy marcou hora na clínica do Doutor Geraldo dando marcha a ré no estilo de campanha com que disputou o primeiro turno. Teve um amargo resultado, em segundo lugar, com 120 mil votos abaixo do seu capital de 2004. Apesar disso, seu desempenho foi elegante. Pretendia assegurar os votos da periferia e reconquistar os eleitores com maior renda e escolaridade, propulsores da alvorada de sua vida po- lítica.
    Não conseguiu, mas poderia prosseguir a caminhada de forma gra- ciosa.
    Tinha mercadoria para entregar, pois a história dos transportes públicos brasileiros registrará que foi ela quem criou o bilhete único, hoje instituído em quase todas as grandes cidades do país, com exceção do Rio de Janeiro. Quando Marta menciona seu programa de distribuição de uniformes para estudantes da rede pública, orgulha-se de ter feito o certo. O mesmo sucede com o transporte para a garotada e os Centros Educacionais Unificados, os CEUs.
    Faltaram-lhe votos para chegar ao segundo turno como favorita, mas não se pode atribuir esse resultado a baixarias de seus adversários. Seria natural que mudasse alguns aspectos de sua campanha, mas reapareceu com uma inversão irracional, mesmo para a lógica petista. Pensar que a “malufização” de Gilberto Kassab pudesse reverter os números significava o menosprezo pela inteligência dos eleitores a quem pedia o voto. A denúncia da participação de Kassab no consulado ostrogodo de Celso Pitta foi, na essência, uma tentativa de transformar a eleição de 2008 num replay da campanha de 2000, quando São Paulo a elegeu, derrotando o próprio Paulo Maluf.
    O candidato Kassab é um derivativo do tucano José Serra. Geraldo Alckmin duvidou da consistência dessa aliança e foi devolvido à condição de nota de pé de página que tenta se intrometer no texto.
    Será possível derrotar o prefeito? A ver, mas a inflexão trouxe para Marta mais prejuízos do que apoios. Isso para não falar na sua tentativa de horizontalização do debate.
    A nação petista de São Paulo confirmou seu fascínio por iniciativas alopradas. Em 2002, sábios a serviço da campanha de Aloizio Mercadante meteram-se num lance desesperado que misturava denúncias, dossiês e dinheiro. Pretendiam reerguer o candidato no segundo turno e acabaram aumentando a vantagem do tucano José Serra. Desta vez, sem recorrer a qualquer ilegalidade, Marta Suplicy jogou uma casca de banana na outra calçada e correu ao outro lado da rua, para escorregar nela.

  15. Carlos de Brito

    Olá Raul!
    Falando com o Rogério Maganhães.
    Rogério vou corregir a tua correção. Tanto faz ser 1/3 de qualquer um deles.
    O senador, há muito tempo que perdeu o meu respeito. Ontem assisti o Suplisy no Senado defendendo as atitudes da Dona Marta. Deprimente. Ele é aquele cara da piada que “se faz de morto para pôr no c..do coveiro”.
    Rogério eu te pergunto: O quê ele fez por São Paulo?
    Pestem mais atenção nelle, vocês vão ver que ele se faz de tonto para permanecer o senador do PT. Problema deles.
    Um abrço;
    BRITO.

  16. o wilsinho quer dvulgar o blog dele, mas não sabe nem o endereço correto…

    cada um q me aparece…

  17. O senador Suplicy é exatamente o sonso que não me engana, basta assistir à TV Senado.
    Basta, também, não esquecer que ele vota contra o estado de São Paulo para favorecer o governo de seu partido.

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