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Blog do Raul

Políticos infiéis ou sem posição ?

Nas últimas eleições, para o eleitor comum, a chamada política de alianças partidárias foi entendida como um verdadeiro "samba do crioulo doido". Partidos que se confrontam no cenário nacional compartilharam barcos comuns e a disputa ficou caracterizada mesmo pelo foco nos problemas locais, mais que as divergências expostas nas TVs Câmara e Senado. Esse fato poderia ser interpretado como mero oportunismo, mas ficou evidente a falta de convicção ideológica e o de conhecimento das principais doutrinas partidárias. Então, como exigir fidelidade, se nem posição política os políticos têm ?

Pois é, os resultados estavam sendo anunciados pelos tribunais eleitorais e no Congresso Nacional um deputado federal do PC do B, Flávio Dino, defendia o relaxamento da fidelidade partidária com um projeto que prevê uma brecha para o congressista trocar de legenda, faltando pouco mais de um ano para as eleições de 2010. Em 2007, o Tribunal Superior Eleitoral – TSE respondeu a uma consulta do DEM sobre a fidelidade partidária e afirmou que o mandato pertence ao partido e, no caso de mudança de legenda, os infratores poderiam ser cassados.

Ontem o Supremo Tribunal Federal confirmou a resolução do TSE, mantendo a punição para os casos de infidelidade por meio da troca de partido, até que o Congresso aprove lei mudando essa possibilidade como quer o deputado Flávio Dino e muitos outros, principalmente da base governista interessada em ampliar a sua força parlamentar. Porque acredito na importância do papel dos partidos num Estado democrático, acho que essa flexibilidade nos remete à estaca zero, favorecendo o balcão de interesses fisiológicos que imaginava um dia fosse sepultado definitivamente.

Esses movimentos enfraquecem os esforços no sentido de construir posições políticas sustentadas numa linha transformadora da realidade. Outro dia desprezaram bastante a ética e a moral na política. Agora, os que não acreditam na necessidade dos partidos minimizam a fidelidade aos seus ideais, até porque duvidam se eles os possuem.

Tenho certeza que o projeto da brecha infiel pode apresentar apoiadores que nos surpreenderão. Faz falta a convicção e a unidade necessárias dos partidos para responder a esse momento com a aprovação de uma Reforma Política. Quem sabe daí resultaria na análise da questão da fidelidade sob outra ótica, incluindo o respeito aos partidos, à coerência e à confiança dos próprios cidadãos. Vamos refletir ?

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9 comentários em “Políticos infiéis ou sem posição ?”

  1. Caro Raul
    Como sempre a tua análise está corretíssima, a “nossa” cultura política ideológica (sempre é a ideologia que molda as diversas práticas sócio-culturais no viver comunheiro – Louis Althusser – de triste fim, mas de exemplar trabalho científico”verdadeirizou”o conceito)
    segue os ditames sedimentados das diversas dominações imperiais capitalistas através dos tempos e…sem auto estima nacional…por termos sido desde a Invasão, “descobrimento”,
    imitado nos meios urbanos, diversos Impérios
    e respectivos “ways of life!
    As Nações Indígenas que seriam os modelos do social conviver e auto gestão, jamais foram considerados cidadãos de verdade.
    Sérgio Buarque de Holanda, na USP, esgotou essa ótica sobre a falta de amor ao Brasil pelo brasileiros….logo…O Lula é uma boa novidade para a etnia tropical nas camadas que o identificam como um cacique (os velhos caudilhos das Américas sempre foram salutares
    do ponto de vista cultural…tipo o Candia e os Solano Lopez de um Paaguai que trucidamos juntamente com argentinos e uruguaios para que o capitalismo desde sempre, global não tivesse modelos socialistas libertários.
    Concordo com tudo que dissestes, Raul.
    Abraços
    Ivan Alvim – PSDB – Guarujá

  2. fausto ivan

    Tudo que os parlamentares oportunistas e fisiológicos vão fazer é o de sempre, para aprovar o que o Raul chama de brecha infiel irão se inflamar com a imposição do Judiciário e alegar que é o Legislativo que dita suas próprias regras. É o de sempre. Enquanto isso, o governo federal vai injetando bilhões no banqueirismo nacional, exigindo que não deixem o consumismo parar para não perder as polpudas receitas dos impostos escorchantes e ter de cortar suas mazelas da má administração. E quem o Presidente quer que solucione a crise? O povo, que terá de continuar consumindo com os juros estratosféricos e mais indecentes do mundo. Viva a alegria dos banqueiros, da fúria arrecadatória do Governo e ferro “ni nóis”.

  3. Julio Penin

    Existe um crescente sentimento popular da não necessidade de partidos, principalmente quando se fala em quociente eleitoral na eleição de vereadores. A grande decepção é saber que aqueles que ideologica e praticamente, ao lado de todos democratas sempre defenderam essa posição, agora por excusos interesses de poder posicionam-se pela extinção da fidelidade partidária. É de doer.

  4. Claudio Alves de Amorim

    Caro Raul! O que precisavamos neste momento, é de uma profunda reforma política, e a fidelidade partidária incluida no contexto. Quanto a “brecha”, não me espanto muito: há brechas jurídicas, políticas, morais, éticas. Creio realmente, que nosso país infelizmente nasceu de “brechas”. E se a sociedade não acordar, viveremos em brechas eternas.

  5. Políticos infiéis ou sem posição

    Concordo que precisa de, uma concordância da população

    A lenda diz, que todo nanico e como anão, estepe dos grandões,

    Ficar questionando como isso funciona já e de concordância de todos

    Para mudar o rumo, ate formar as novas gerações que vem ficar no nosso lugar, e melhor deixar tudo correr solto, são os hábitos que não se muda os quebras galhos

    Só plantando novas arvores cuidando ate dar lucro, a partir desse dia deixa livre, ate lá

    Vamos ajudar aprovador as regras que contribuíram a construir esse destino, a educação precisa da definição e o caminho que leva solução para todos os caminhos a nosso favor

    Porque enquanto se cuida da discutição dos nanicos se deixa de aprovar muitas coisas a favor da solução

    A segunda definição depois da educação a aposentadoria, isso com uma boa dinâmica de prevenção, ajudariam a saúde de todos nos sem ficarem brechas da maldade contra nos sem contar as seqüências das demais coisas a nosso favor

  6. E FALANDO EM POLITICOS INFIÉIS, Autoridades políticas(Carlos Minc do MMA)…,

    DEFENSORES DO “PROGRESSO” DESTRUIDOR A QQ PREÇO, Eike diz ter cansado e desiste do “PORTO BRASIL” em Peruibe…, pensaram que iriam encontrar a mesma MOLEZINHA que encontraram lá no Rio(Minc) para legalizar o Porto Açú, onde cujas maiores preocupações dos Cariocas, em sua MAIORIA(não totalidade!), estão voltadas à sua Escola de Samba e seu Clube de Futebol, incluindo tb nesta fatia da maioria, os que são voltadas ao crime, prostituição, drogas…, o restante não opinam e somente deixam a cargo das “Autoridades Políticas”, só que aqui no Litoral Paulista, o buraco é bem mais em baixo!!!

  7. Raul, fidelidade ou infidelidade, es a questão.
    Quando não é o político infiél, são os considerados donos dos partidos políticos que querem ditar regras, afinal de quem é o mandato, dos políticos eleitos pelo voto popular?
    Ou seria dos partidos, que são administrados pelas elites eternizadas no comando das siglas, muitas das vezes passadas de pais para filhos.
    O Brasil é um pais de políticos sem ideologias e comandantes partidários oportunistas.
    Nesta questão ninguém tem razão, e com isso os eleitores é que pagam o onus dessa disputa descabida, na luta entre eles nos interesses dos própios!
    E o povo.”ora o povo”.

  8. Carlos de Brito

    Olá Raul!
    “Políticos infiéis ou sem posição?”
    Ora Raul, nem uma coisa nem outra.
    Eles são sem caráter mesmo. Os poucos que existem não conseguirão mudar nada disso.
    Reforma politica feita por eles? O quê esperar?
    Pois é Machado, ora o povo!
    Abraço Raul
    BRITO

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