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Elogio ao Lula !

Diferenças políticas e partidárias à parte, honesta e civilizadamente me vejo obrigado a reconhecer que Barack Obama tinha razão em dizer que o presidente Lula é o "Cara". Resolvi revelar esse sentimento porque não adianta atribuir a Lula todas trapalhadas do seu governo. Outro dia comentei que ninguém da política tinha mais sorte que Lula, porque os ventos que sopraram difíceis no início da sua própria vida, agora são favoráveis para ele. Esses ventos não melhoram o governo, mas intensificam cada vez mais o brilho da sua trajetória. As suas respostas nos jornais de hoje, mesmo que tardias sobre a ação do MST, o confisco do IR a mais e a taxação da poupança expõem as contradições entre o homem sensível e a sua equipe de aloprados.

Lula parece que está permanentemente em campanha. Não faltam avaliações irônicas e negativas sobre o seu estilo palanqueiro, fustigador, descomprometido com antecessores, apesar deles (Itamar Franco e FHC) terem deixado as melhores referências e diretrizes para a sua atual receita de sucesso. Lula é vaidoso da sua condição histórica pessoal e fala como ninguém da sua vivência sofrida para relembrar e comparar reações dele mesmo no tempo em que era um dos milhares de excluídos deste país.

Não esqueço daquele debate, no segundo turno das eleições presidenciais em 2006, quando foi questionado sobre as políticas públicas que implementaria para resolver o problema das enchentes nas áreas urbanas. Antes de responder, ele olhou fixamente para as câmeras e para o seu adversário de então (Geraldo Alckmin) e disparou: "Você não tem idéia do que é viver com a água tomando o seu peito…" e continuou explicando soluções que já não importavam mais para ninguém. Todo mundo ficou sabendo que ele apoiaria as vítimas das enchentes, porque viveu isso na pele.

Acho que ele abusa do feeling, da sensibilidade pessoal. Por isso deixa a impressão de que está sempre no palanque, porque cabe aos políticos prometer e deixar a sensação de que vai realizar as mudanças esperadas. Mas as mudanças necessárias têm ficado aquém, justamente porque elas exigem gestores, que no caso do governo Lula somente ocorrem quando há iniciativas anteriores para continuar e mudar a marca.

Vejam os últimos acontecimentos do seu governo em relação ao MST, Imposto de Renda e poupança. Enquanto a sua equipe do INCRA e do ministério do desenvolvimento agrário botavam panos quentes na ação dos companheiros sem-terra, que destruíram pés de laranja, máquinas agrícolas e outras instalações de uma fazenda do grupo Cutrale, Lula condenou essa atitude, batizando-a de "vandalismo", longe da sua sintonia em defesa das lutas sociais.

Sobre o adiamento das restituições do Imposto de Renda da Pessoa Física, que atingiu trabalhadores da classe média, Lula demonstrou insatisfação com a decisão do ministério da Fazenda, embora sem justificar que a economia gerada com esse confisco momentâneo não compensaria o desgaste à imagem do governo lulopetista. Agora o governo cogita acelerar a devolução do IR, ao mesmo tempo em que aproveita o ministério na berlinda para anunciar que pretende desistir da cobrança de Imposto de Renda sobre a caderneta de poupança, conforme Guido Mantega vinha cogitando.

Além desses últimos três casos, que ainda sustentam o noticiário em todas as mídias, mesmo parecendo que Lula não esconde a sua insatisfação por causa dos reflexos políticos e eleitorais negativos em todo o seu governo e nele próprio, há de se considerar que Lula é uma coisa e a sua equipe é outra. Talvez essa separação seja orientada, mas duvido que alguém consiga dirigir o instinto de Lula. Ele pode dizer que não sabia das coisas, mas ninguém neste país é mais capaz que Lula para dizer o que o povo está pensando. Suas antenas estão muito ligadas nessa afinidade.

Ele é mesmo o "Cara". Não creio que ele consiga transferir essa estrela para o PT ou para as suas sublegendas. Há dois brasis em vigência. Um que se propaga na figura de Lula e outro do desgoverno da sua equipe insensível e incapaz. Quem já esqueceu de Ricardo Berzoíni, presidente do PT, quando ministro da Previdência e fez aposentados madrugarem em intermináveis filas para dizer que ainda estavam vivos ? E dos escândalos do mensalão, da incompetência de planejamento e gerenciamento de projetos e obras para o PAC ? O quê dizer agora da incompetência do ministro da Educação com o ENEM ?

O governador José Serra tem razão quando diz que a disputa em 2010 não será entre Lula e FHC. Os legados de ambos vão interferir no próximo governo do Brasil, porque essas bases estão muito sólidas. Porém, vencerá quem tiver a maestria de Lula para convencer o eleitor brasileiro de que é mais capaz de vencer carências estruturais e fazer o que o país necessita e precisa. Na minha opinião, o próximo "Cara" é o Serra !

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Lula segura restituições do IR.

Os últimos acontecimentos positivos, no que diz respeito à imagem do Brasil lá fora, contaminaram internamente também. Mas não poderia deixar de comentar que tenho muitos amigos lulopetistas e que eles lotam minha caixa de e-mails contando mensagens ufanistas do novo "país que eles descobriram" e da "canonização" do Santo Cara Lula da Silva. Logo eu que sempre relembro do Brasil assim, porque houve um trabalho anterior para tornar a economia estável, criar as condições de implementar uma rede de proteção social e mostrar que a qualidade da educação pode melhorar muito mais para garantir um futuro para nossas crianças e jovens. No entanto, acho que nunca é demais avisar aos lulopetistas que a soberba mata aos poucos, justamente porque gera decepções. Por exemplo, o quê eles têm a dizer agora do governo federal começando a atrasar o pagamento das restituições do Imposto de Renda para a maioria de trabalhadores da classe média ?

Pois é, o Brasil que a propaganda governista ufana a conquista da auto-suficiência em petróleo, que passou a ser emprestador do Fundo Monetário Internacional, que trouxe 20 milhões de pessoas da miséria para a pobreza e 18 milhões de pobres subiram à classe média, que será palco do maior evento futebolístico do mundo – a Copa de 2014, além de ser escolhido para sediar as primeiras Olimpíadas da América do Sul, segundo o lulopetismo, esnobou a crise econômica.

Aproveitando os mesmos argumentos das mensagens que recebo, de que "na maior crise econômica mundial pós-1929 ele encarou os desafios, esnobou a velha ordem econômica esclerosada – e em vertiginosa queda – com a alcunha de ‘marolinha’ e foi o primeiro país a retomar o crescimento econômico", são auspiciosos os seus prognósticos futuros sobre a posição de hoje no cenário econômico como 10.ª potência econômica mundial, para, conforme "previsão de peso-pesado do Banco Mundial", se tornar a 5.ª maior economia do mundo.

Ora, se banalizamos a crise, com todos os exemplos do "cara" para o Mundo, como ficar indiferente à decisão do Ministério da Fazenda, que decidiu segurar as restituições do Imposto de Renda das pessoas físicas, para compensar parte da queda de arrecadação de tributos neste ano ? Se a crise foi realmente uma "marolinha", qual a razão da queda de arrecadação de tributos ? Qual a razão, ainda, do Brasil, após 31 anos, voltar a liderar exportações de matéria-prima, em detrimento dos empregos com maior conteúdo tecnológico, que pagam maiores salários e acelera o desenvolvimento econômico ?

A notícia de hoje, da Folha, sobre a retenção do imposto pago a mais pelo contribuinte, se sustenta na informação de que depois de quatro meses seguidos de queda na arrecadação de impostos, provocada principalmente pela crise global, "o Tesouro brasileiro percebeu que as contas do governo não fechariam neste ano se nada fosse feito". Então, o governo Lula resolveu "diminuir o consumo" dos trabalhadores da classe média, desde o próximo Natal …

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MST no cravo e na ferradura !

Os discursos triunfalistas de Lula e do PT podem configurar um perigo nacional. Se nos últimos tempos batemos na tecla da incompetência do atual governo federal em executar as centenas de obras anunciadas nos palanques do PAC, pelo comportamento de integrantes do MST – Movimento dos "Trabalhadores Rurais" Sem Terra no interior de São Paulo, destruindo pés de laranja em protesto pela reforma agrária na região, é possível concluir que nem tudo na história deste país vai bem como a propaganda oficial alardeia e massifica. O MST é um braço ativo do PT, assim como a UNE e a maioria das centrais sindicais. Se o MST está no jogo e ainda demonstra a sua insatisfação, mesmo com o tratamento dócil recebido do governo e do Congresso Nacional, que recentemente arquivou CPI que investigaria os seus repasses financeiros do lulopetismo, parece que os setores produtivos deste país continuam premiados com o fio da navalha.

Mas como isso poderia acontecer, se "nunca antes na história deste país" isso e aquilo ? O lulopetismo quando segue o planejamento e desfruta das bases sólidas na economia, desde Itamar Franco e FHC, obtém resultados favoráveis e desfruta dos melhores índices em muitos setores governamentais que não exigem gestores mais competentes que o básico e necessário. Veja, por exemplo a incapacidade de gestão do PAC, dado o número elevado de contratações irregulares, conforme atestado do TCU. Ou então a incompetência do atual ministro da Educação em gerir um dos programas mais bem sucedidos da história recente, o ENEM.

Conforme dados oficiais do INCRA – Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária, o governo FHC, de 1995 a 2002, assentou 1.219.690 famílias de trabalhadores rurais sem-terra, o maior número já registrado na história do Brasil. Em contraposição a esses números, utilizo depoimento da principal liderança do MST, João Pedro Stédile, em entrevista ao UOL, onde afirma que o governo Lula está em dívida: "O número de desapropriações de fazendas, em especial na região Nordeste e nas regiões Sudeste e Sul, que são regiões mais agrícolas, foram menores do que no governo FHC."

Stédile afirma que para manter as estatísticas, o atual governo fez projetos de colonização na Amazônia, pegou terras públicas e distribuiu, enquanto na verdade, "o que vem acontecendo no Brasl nos últimos 10 anos é que há um violento processo de concentração da propriedade da terra. Em vez de nós estarmos democratizando a propriedade da terra, dando acesso a mais gente e criando mais oportunidade de trabalho para que as pessoas não venham para a cidade, nesses últimos anos nós sofremos um processo de concentração, jutamente por essa ineficácia do governo Lula em desapropriar fazendas nas regiões Nordeste, Sudeste e Sul."

O número de invasões de terras, durante o governo FHC, seguiu uma tendência de queda a partir de 1999, com os assentamentos e a execução de programas de agricultura familiar, até para ensinar o "sem terra" a viver e sobreviver da atividade agrícola. Mas os números começaram a inverter logo em 2003, no primeiro ano de Lula, com ocupações de propriedades privadas. Nos oito primeiros meses do lulopetismo, ocorreram 171 novas ocupações.

O coordenador nacional do MST, João Batista Oliveira, disse que o seu movimento se sente injustiçado pela maneira como a questão foi tratada durante os anos em que o PT está no poder: "O governo Lula não teve a coragem de mudar a política agrária e implementar um novo modelo de produção no campo, baseado na reforma agrária e no fortalecimento da pequena e média propriedade".

Então, se o atual governo não consegue se entender com os seus, a quem compete regular esses acontecimentos, com a definição e execução de políticas públicas mais claras para o setor agrário, e garantir a paz e a segurança no campo ? O MST não é inimputável. Se ele recebe recursos do Estado para manter as suas manobras e atividades de cunho político, a imagem do Brasil ficará mais transparente com uma nova CPI, sob a vigilância da sociedade brasileira, para investigar patrocínios sem contrapartidas.

Preocupa cada vez mais a impunidade dos radicalismos. Nada poderia justificar as cenas dos últimos dias, daquele trator derrubando cinco hectares de plantação de laranjas. Se há um governo que se diz comprometido com a emancipação social no Brasil, qual a razão para tamanho fogo-amigo ? Esse não é um processo educativo para a cidadania de um país que propagandeia viver num outro estágio perante o mundo mais desenvolvido. Cansa essa condição de pagar compulsoriamente essas contas ! Chega !

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O preço dos Jogos no Rio !

Cobrar a transparência dos investimentos previstos para os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016, não é um argumento para diminuir o papel do Brasil, como disse o presidente Lula. Muito menos uma reação dos opositores ao sucesso dessa conquista histórica, que pertence a todos nós. Lula e o PT, que sempre foram acostumados a vaiar até o hino nacional em solenidades de governos que não faziam parte, chegam a pensar que somos iguais a eles e que num momento como esse nos consumiríamos como "invejosos" e "apostadores do quanto pior melhor".

Da mesma forma que o Brasil foi espetacular na apresentação técnica da candidatura do Rio e que o presidente Lula foi impecável em sua defesa treinada e contida, chegou a hora do país também oferecer um exemplo educativo desde o início dos trabalhos necessários para que a Cidade Maravilhosa esteja pronta para sediar os Jogos, sem a mínima suspeita de corrupção.

O governador José Serra escreveu que a tarefa não será trivial: "Exigirá formar um comitê organizador ampliado e de grande competência e recorrer ao que existe de melhor em matéria de planejamento urbano, no Brasil e no mundo. Fazer projetos sensatos, longe da megalomania, do desperdício e dos sobrepreços." E em relação aos recursos, que o governo Lula está "garantindo" que não faltarão para as Olimpíadas, Serra sugere a formação de um fundo baseado em nossas exportações de petróleo, em especial do pré-sal, se até lá já for extraído: "Esse fundo temporário seria constituído em moeda estrangeira, para financiar despesas realizadas nessa moeda. É uma idéia a ser discutida para além de interesses partidários, eleitorais ou regionalistas".

Muitos analistas comentaram que os Jogos Olímpicos são um compromisso internacional irrevogável. A partir de agora os esforços para que dêem certo não pertencem unicamente ao Rio de Janeiro, porque esse evento mobilizará o Brasil inteiro na formação de novos atletas, para torná-lo competitivo e, quem sabe, num horizonte de 10 anos, transformá-lo numa verdadeira potência olímpica. Jamais podemos esquecer que o esporte é também um dos fatores essenciais para a inclusão social e manutenção de crianças e adolescentes nas escolas.

Esse processo, a meu ver, deve multiplicar os esforços pela educação, pois quase a totalidade dos novos atletas sairá das escolas brasileiras. Mais do que nunca, as escolas vão precisar de motivação e apoio dos governos em todas as esferas e Estados, para formar uma grande rede pelo esporte e com solidariedade. Aliás, esse objetivo reforça a necessidade de emprestarmos aquele mesmo conceito mobilizador de Obama nas eleições americanas: "Sim, nós podemos!"

Num momento como esse é importante refletir sobre a descontinuidade de políticas públicas bem sucedidas, como o Programa Esporte Solidário, criado durante o governo FHC. Naquela ocasião, o presidente da República determinou o cumprimento do artigo 217 da Constituição Federal, que dispõe o dever do Estado fomentar práticas desportivas formais e não formais, como direito de cada um. Assim, país afora, o ministério dos Esportes passou a executar ações para melhorar a infra-estrutura e os equipamentos para a prática esportiva, incentivando a construção de ginásios e quadras poliesportivas em áreas carentes, bem como nas escolas públicas em parceria com o MEC – Ministério da Educação.

Por isso reafirmo que as Olimpíadas no Rio demandas ações em todo o território nacional, não se restringindo à infra-estrutura da própria Cidade-Sede dos jogos. Mas não vamos deixar que esse acontecimento, nunca antes realizado na história da América do Sul, se apequene como na exposta incompetência do atual governo em executar o seu PAC – Programa de Aceleração do Crescimento, de obras, com tantos contratos e execuções irregulares, segundo relatórios do TCU – Tribunal de Contas da União, que já desaprovou condutas à época dos Jogos Panamericanos.

Sim, nós podemos preservar a imagem do país, planejando todas as etapas executivas para as Olimpíadas, para evitar aditamentos de contratos, revisões orçamentárias, verbas extraordinárias e emergenciais, superfaturamentos, desperdícios, furtos, corrupção. A felicidade geral da Nação tem um preço que não se paga assim !

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MEC, fala sério sobre o ENEM !

Quando o Ministério da Educação – MEC anunciou neste ano, mudanças no Exame Nacional do Ensino Médio – ENEM, para este ano, elevaram-se as expectativas de mais de 4 milhões de adolescentes e jovens em todo o país, em obter o passaporte para as melhores universidades públicas e privadas brasileiras. Com esse foco, o ministro da Educação minimizou a preocupação trazida por uma legião de especialistas, sobre os riscos operacionais da logística e da segurança. Deu no que deu: vazamento da prova e frustração dos principais interessados – estudantes e pais – que tentam, a todo custo, acreditar nos governantes e apostar na continuidade dos programas bem sucedidos em Educação.

O cenário para realizar as mudanças, tanto no mês da aplicação (sempre aconteceu em agosto para fugir dos vestibulares do segundo semestre), quantidade de municípios e de dias (agora num final de semana inteiro, sábado e domingo) para a aplicação das provas, escolha dos lugares das provas em bairros distantes e outros municípios distantes dos seus, recesso escolar por causa da gripe suína etc, recomendavam planejamento e competência de gestão.

Não consigo entender as razões que levaram o ministro confiar na própria sorte, quando o único sortudo no seu governo é o atual presidente da República. Ele pode até justificar que o acolhimento dos resultados dos exames por um número maior de universidades públicas, para cursos sempre disputadíssimos e sonhados pelos estudantes, movia a sua mais pura intenção, mas parece que não deu importância ao risco iminente, quando o tempo reduzido para organizar o exame afastou de saída a Fundação Cesgranrio, que foi a vencedora das concorrências anteriores e que sempre realizou o ENEM com sucesso, cedendo essa responsabilidade ao Consórcio Nacional de Avaliação e Seleção – Connasel, sem experiência e tradição para cuidar de todos os detalhes nas 1.829 cidades em que seria aplicado.

Já ouvi dizer que lulopetistas alegam que houve sabotagem política, para prejudicar o governo federal e para sacrificar o projeto de candidatura ao governo de São Paulo pelo ministro Fernando Haddad. Mas ouvi muito pouco sobre as entidades dos estudantes, como a UNE, que pegou leve sobre esse novo fracasso do governo no MEC, defendendo o óbvio: a apuração rápida do vazamento das questões da prova, para afastar a sensação de desconfiança em relação ao ENEM.

Reflito com meus leitores daqui e que me seguem no twitter (www.twitter.com/raulchristiano) , longe de qualquer teoria conspiratória, se o MEC não teria inventado essa história para abortar o reconhecimento nacional dos seus  erros ? Não parece ingênuo tentar vender uma prova a um jornal como O Estado de São Paulo ? E a suspeita inicial à gráfica, com todo esquema de segurança de uma Casa da Moeda, se os pacotes com as provas impressas, que seriam aplicadas neste final de semana, estavam nas salas, cozinhas ou quartos dos coordenadores de aplicação do ENEM desde segunda-feira passada ?

Ou, quem sabe, toda a culpa recaia sobre judeus e adventistas do sétimo dia, pelos resguardos nos finais de semanas ? Fala sério, Brasil !

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… e foi-se Chalita !

Faz dois meses e o vereador de São Paulo, Gabriel Chalita, foi lançado candidato ao Senado num encontro com alguns tucanos da Baixada Santista em Santos. Com todo o respeito que ele sempre mereceu, esse acontecimento não repercutiu no PSDB porque foi um ato isolado e de motivação aparentemente pessoal. Com o desfecho da novela "Chalita" e o seu destino assemelhado à infidelidade e à traição, estou ainda mais convicto que, ao contrário das suas pregações filosóficas e literárias, ele jamais demonstrou qualquer afeto ao PSDB, excetuando os seus laços com a família de Geraldo Alckmin e a recém-revelada paixão pelos exemplos democráticos de Franco Montoro e Mário Covas.

O professor que recitava poemas e cantava melodias de auto-ajuda com os professores em todo o Estado de São Paulo passou a construir e a executar, desde o seu "lançamento em Santos", uma estratégia de negação das oportunidades confiadas por Geraldo Alckmin, durante quase cinco anos ininterruptos nas secretarias da Juventude e da Educação. Pior que isso: ao se dizer frustrado em não poder realizar o seu "sonho de educador" nos governos do PSDB, deseja passar ao largo de uma gestão educacional marcada por muitas dúvidas administrativas – ainda sem os devidos esclarecimentos.

De uns tempos para cá, o projeto político pessoal de Chalita virou um prato cheio para colunistas sociais e de política, nos jornais, revistas e portais na internet. Todos destacaram os seus flertes com outras legendas partidárias, deixando a impressão de que era apenas mais um político seguindo a temporada de troca de partido, comum no mês de setembro, em ano que antecede as eleições.

"Vítima" do PSDB que não lhe dera a oportunidade de "sonhar com uma ação política que privilegie o ser humano", o intelectual bem educado demonstrava a sua consistência ideológica e ética ao trocar José Serra por Dilma Rousseff ou Ciro Gomes, Geraldo Alckmin por Kleber Bambam ou Rita Cadilac, sem contar o grau de seus compromissos com o manifesto e o programa do PSDB.

Para muitos, essa movimentação parecia uma estratégia arquitetada apenas para chamar a atenção do partido para os projetos comuns de suas alas. Mas, sem argumentos que pudessem convencer a estrutura do PSDB em todo o Estado e impaciente com o debate interno, Gabriel Chalita não mediu e não escondeu seus vôos e articulações com os principais opositores do PSDB no cenário nacional.

Numa manhã de domingo, no Twitter, testemunhei Chalita interagindo com militantes virtuais do PSDB, conhecendo melhor as suas impressões do processo de saída anunciada. Achava, até aquele momento, que tais articulações externas se resumiam às notas na imprensa e que ele não moveria peças no xadrez partidário sem o consentimento de Alckmin. Ledo engano!

Alertei Gabriel Chalita para que ele procurasse a direção do PSDB e manifestasse o seu interesse em se candidatar ao Senado em 2010. Respondeu que do PSDB ele tinha apenas a saudade da democracia de Montoro e Covas, batendo os pés com a justificativa de que a sua candidatura serviria à realização do seus sonhos e num partido mais democrático.

Realmente, Chalita, vá logo e tenha uma boa sorte!

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Toffoli, o “péssimo aluno” !

Ouvi agora à noite, comentário da jornalista Lúcia Hippolito na CBN, que os senadores estão cautelosos com a indicação do advogado José Antonio Dias Toffoli porque parecem temer a sua juventude aliada à perspectiva de permanecer 30 anos no cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal. Medo das suas condutas passadas e presentes dependerem da decisão de Toffoli no futuro, porque não acreditam na mínima hipótese do Senado deixar de aprovar o seu nome para o STF na próxima semana. Com isso, simplesmente dão de ombros para o curriculum fraco e comprometido do afilhado do presidente Lula, assinando embaixo da sua fala ao justificar Toffoli das críticas, sob o argumento de que se tratavam de "pura bobagem", pois "alguns dos maiores cientistas foram péssimos alunos".

Confesso que ando desanimado com o comportamento vigente na política. Mesmo com o consenso na opinião de especialistas em Direito e de raros opositores no Congresso Nacional, sobre as características de formação do futuro ministro do STF, do desprestígio da instituição em abrigar um membro sem notório saber jurídico, que não possui mestrado ou doutorado, que tomou bomba por duas vezes nos exames para juiz estadual, que responde a duas condenações e que pode participar do julgamento do mais escandaloso caso da era Lula, o "Mensalão", nos papéis de réu e juiz ao mesmo tempo, Toffoli será homologado.

Não consigo entender sempre que esse tipo de coisa acontece porque já houve um precedente. Aprendi a vida inteira que um erro não deve justificar outro, nem mesmo na melhor das hipóteses. Por isso engulo seco as palavras do presidente do STF, Gilmar Mendes, quando diz que exercia também o cargo de advogado-geral da União ao ser indicado para o órgão pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, minimizando as críticas que recebeu do PT à época no meio de uma disputa eleitoral e que hoje esse partido não é mais o mesmo.

Arthur Virgílio, líder do PSDB, por sua vez, não esconde a sua pregação de cautela, alegando que não faria uma avaliação pública antes da sabatina do dia 30 de setembro, para esperar a repercussão no mundo jurídico e ouvir "compromissos" que mostrem também que "aquela coisa de advogado do PT ficou para trás". Senador, é claro que a advocacia do PT ficará para trás, porque no STF ele terá uma estabilidade de mais ou menos 30 anos no novo emprego, a não ser que no futuro próximo ele se sinta "convocado pela Nação" para cuidar de um ministério da Defesa, como fez Nelson Jobim, indicado por FHC para o STF.

Há uma inversão de valores e uma acomodação nunca antes vista na história do Brasil. Ou estou equivocado?

O que leva um presidente da República a minimizar a importância da educação formal na construção do cidadão? Só mesmo o afã de validar a sua própria biografia e isso Freud explica.

Desde cedo aprendi que o exemplo vem de cima, que o cidadão é um produto do seu meio; sendo assim pais são exemplos para seus filhos e presidentes para suas nações. Batalho em casa com meus filhos sobre a importância de seus estudos para uma vida futura plena, independente de qualquer jeitinho ou golpe de sorte para alcançar o sucesso profissional.

Como cidadão, político e militante desses ideais e crenças busco respostas. Outro dia assisti a matéria na televisão, mostrando pessoas em países diferentes e de diversas nacionalidades, respondendo __ Educação à mesma pergunta: __ O quê faz um país crescer?

Negar a importância da educação na formação do cidadão é o mesmo que avalizar o vale-tudo, a impunidade, o desrespeito aos pais, professores, sociedade. Pobre país, com medo do futuro incerto e do julgamento que pode ter em razão dos seus erros. Na democracia a busca do consenso é uma decorrência natural da luta política e das adversidades. Por tudo isso não entendi o defensivo título do post do Reinaldo Azevedo no seu blog – "É o currículo que diz quem é Toffoli, não eu" – dia 6 de setembro de 2009 – http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/e-o-curriculo-que-diz-quem-e-toffoli-nao-eu/ 

Fala mais, Brasil! Seja franco, mude!

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A vez do militante virtual.

A questão do uso da Internet nas campanhas eleitorais, que pautou as mídias nas últimas semanas, parece que não é bem-vinda por todos os internautas brasileiros. É sabido que a Internet ampliou a comunicação humana e é responsável pela integração global, com as suas formas de produção, distribuição e consumo do conhecimento. Percebo que a reação negativa de muitos, militantes virtuais de qualquer causa ou interesse, só se manifesta por conta da rejeição ao comportamento de uma boa parcela de atores do mundo político e, principalmente, pela quantidade de lixo em toda rede.

Estou terminando de escrever livro, cujo título é "Militante Virtual – Experiências do uso da Internet para campanhas eleitorais" e nele destaco que a superação dessas barreiras não se dará apenas com os novos formatos de comunicação desse meio, mas pela qualidade dos conteúdos que devem circular a partir do decreto de liberdade pelo Congresso Nacional. Tenho certeza de que não faltará, além de profissionais altamente preparados para a transformação e digitalização até dos velhos discursos políticos, o poder criativo dos próprios políticos e dos seus especialistas em marketing e comunicação. Será que os "coordenadores de campanha", detentores de "milhares de votos por antecipação", sobreviverão ?

Parece simples, a troca do velho jeitão de fazer campanhas pelo seu comando virtual, mas não é quando observamos o universo de pessoas e cabeças que são o foco de atenção para as próximas campanhas políticas. Nos últimos anos a festa eleitoral foi profissionalizada de tal forma, que candidatos e partidos estavam obrigados a pagar uma espécie de pedágio para o contato direto com os eleitores. Acredito que a Internet ganhará força justamente porque quebrará o comércio de "lideres" e "esquemas" nos bairros e cidades, apesar de que o contato pessoal dos candidatos ainda será necessário durante eventos e aglomerações de gente.

No entanto, mudanças anteriores na legislação eleitoral reduziram bastante as atrações para a mobilização desses eleitores. E na última eleição municipal o Tribunal Superior Eleitoral ainda fazia cumprir regras muito duras para o uso da Internet na divulgação dos candidatos. Portanto, o mérito da decisão do Senado, ao aprovar o uso quase que totalmente livre da Internet nas eleições, é do bom senso.

Dez entre cada dez internautas não conseguiam ver alguma lógica nas limitações que alguns parlamentares insistiam impor, justamente porque os seus argumenos eram inócuos desde a primeira opinião veiculada sobre o tema. A regulação do uso da Internet, com os filtros censores pensados e verbalizados ao longo dos debates em todas as mídias, a meu ver se justificaria apenas pela ignorância, medo e falta de familiaridade com as suas ferramentas, ou inovações tecnológicas.

A experiência da Internet na eleição de Barack Obama para a presidência dos Estados Unidos propagou na rede mundial de computadores de maneira mais veloz que o próprio vírus da gripe suína conforme os canais da vigilância sanitária. Os americanos têm hábitos muito diferentes dos brasileiros no uso da Internet. Levando-se em conta que no Brasil alcançamos o número de 36,4 milhões de usuários conectados, seja em casa ou no trabalho, e que, levando em consideração os acessos em lan houses, bibliotecas, escolas e telecentros o país conta com 64,8 milhões de usuários de Internet com mais de 16 anos de idade, é de se pensar que as eleições brasileiras de 2010 apresentarão resultados transformadores.

A conclusão também não é tão simples assim: especialistas no assunto alertam que o uso da Internet e a participação política dependem muito da cultura de cada país. No Brasil, por exemplo, os sites de entretenimento e e-mail são os mais visitados, que as redes sociais, portais, sites e blogs políticos. No caso de Obama, os simpatizantes fizeram vídeos manifestando apoio ao candidato, independentemente do partido ou da sua campanha. Aqui, antes mesmo dos partidos e candidatos colocarem os seus blocos nas ruas, já observamos estrategistas, marqueteiros, assessores políticos e militantes, fazendo campanha por antecipação.

Também, quando se vê a antecipação da campanha eleitoral no país, pelo próprio presidente da República, quem poderia segurar a Internet a qualquer pretexto ? A vantagem da Internet livre a partir das eleições de 2010, apesar do equivocado controle dos debates, é que haverá mais transparência em praticamente tudo, reduzindo drásticamente a força daqueles que se resumem no abuso do poder econômico para ter ou manter seus mandatos. Mas isso é para outro capítulo, que o "Militante Virtual" vai conhecer aos poucos, navegando sempre!

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A “Era da apatia” !

Como despertar a sociedade para mudanças de verdade no cenário político atual ? Essa pergunta virou lugar comum em qualquer situação. E o pior é que os seus autores quase sempre resistem às respostas, que remetem à democracia e às eleições, porque acham que a maioria escolhe errado na hora certa. Penso diferente e encontrei algumas justificativas coincidentes na leitura do livro “1968: O que fizemos de nós”, de Zuenir Ventura. Votamos em candidatos que são mais capazes na divulgação de suas idéias e que conseguem nos convencer que farão o melhor. Mas também acho que o desconhecimento da história dos pretendentes, por razões ideológicas ou de prioridades atuais, pode ser responsabilizado pelas escolhas superficiais, descomprometidas.

No meu período de militância mais aguerrida pelo socialismo, a opção pelo voto recaía em personagens que se diziam favoráveis àqueles ideais e isso era um bom motivo para lhes dedicar apoio irrestrito. A ditadura militar era suficiente para nos mobilizar contra e, desde o meu primeiro voto em 1978, muita água passou por debaixo da ponte. Agora fico refletindo sobre o que mudou em cada um de nós, com a democracia reconquistada e a mistura de opções políticas.

Zuenir tem uma resposta para explicar, na sua visão, o comportamento de uma parte dos alvos de uma eleição hoje: “Desapegada ideologicamente, essa turma bem de vida e de poder aquisitivo não se interessa pela política, não tem preocupações sociais e não protesta nem contesta, pelo menos da forma como faziam os seus antepassados quarentões e sessentões, anárquicos ou rebeldes. Em vez da militância, ela prefere a abstenção, a renúncia ou a dissidência. Nem mesmo a liberdade sexual se apresenta como reivindicação coletiva, talvez porque já tivesse sido conquistada pelos que vieram antes.”

Mas o foco da política nunca foi exclusivo das elites intelectuais. Convivi nos movimentos comunitários, sindicais e estudantis com pessoas preparadas para lutar por ideais como o fim das desigualdades sociais e pelo direito de conduzir política e administrativamente o seu próprio futuro. Só acho inaceitável a inversão de valores, que de forma crescente virou justificativa para aumentar a importância de quem leva vantagem em tudo. Isso tem sido fatal para quebrar a confiança nos sentimentos autênticos da sociedade, quando alguém ousa vender a idéia de que muda as coisas sem se importar com valores éticos e morais, sacaneados por uma parte significativa dos políticos com mandato.

Votamos em candidatos que são mais capazes na divulgação de suas idéias. Eles saem vitoriosos das disputas eleitorais e se sentem livres das cobranças dessas idéias, porque no Brasil também virou lugar comum saber dos políticos apenas quando os seus nomes aparecem em escândalos no noticiário. O livro de Zuenir Ventura nos permite viajar na evolução do comportamento da sociedade brasileira, relacionando conquistas e tentando explicar essa falta de espírito de luta em nossos dias.

Especialistas em comportamento social mostram pessimismo, quando o tema em debate é a política na sua essência. Definem essa nossa época como a “era da apatia”. Por isso, nesse mundo sem bandeiras e palavras de ordem, o desafio de mobilizar a sociedade para realizar mudanças, que ela nem bem sabe por onde deveria começar, passa obrigatoriamente pela educação. Para um bom começo, Educação é tudo!

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Brasil em guerra do pré-sal !

Quando as descobertas de petróleo e gás no pré-sal brasileiro pipocaram no noticiário, Lula aproveitou a ocasião para celebrar a autosuficiência da Petrobrás e para colar esses feitos em Dilma Rousseff, desde a sua gestão no ministério de Minas e Energia. Nos últimos dois anos e meio, toda sombra de crise é interrompida com o anúncio de mais descobertas na Bacia de Santos. Não se fala em outra coisa, quando o futuro do país é colocado em questão. Logo aparecem sonhos de ver o Brasil no clube fechado dos reis da cocada preta (do ouro negro, melhor dizendo); propostas de turbinar políticas públicas com os bilhões de reais que serão obtidos com a exploração das super-jazidas, o sonho da redenção econômica de muitos municípios litorâneos e da socialização dessa riqueza por todos os Estados da Federação. Sem esquecer de mencionar que Lula, useiro e vezeiro em se apropriar dos feitos de governos anteriores – que ele sempre minimiza para dizer que nunca acontecera antes na história deste país, antecipou a campanha eleitoral para a presidência da República e incendeia a insatisfação entre governadores e congressistas. O Brasil está em guerra !

A retórica lulista ensaia o brado retumbante de que as descobertas do pré-sal significam uma nova declaração de independência do Brasil. Os lulopetistas funcionam como amplificadores das palavras de ordem do presidente da República e podem virar pó, de acordo com a estratégia de Lula para colar os dividendos unicamente em Dilma Rousseff. Ele não divide os holofotes com outro agente do governo federal ou de sua base aliada, senão com a sua candidata do PT. E promove campanhas de comunicação tão agressivas, deixando a impressão que logo após a aprovação dos projetos de regulação desse processo, os poços estarão produzindo e o dinheiro será disponibilizado para o país.

Para todos os demais, Lula acende um pavio curto com o pedido de urgência para os projetos de leis que criam o Marco Regulatório, o Fundo Social e a Petro-Sal, além da autorização para a capitalização da Petrobrás, cedendo áreas no pré-sal à empresa estatal, até o limite de 5 bilhões de barris, para que ela tenha o cacife necessário para a exploração. Essas idéias demoraram mais de um ano para formatar os projetos e agora quer a discussão e aprovação em 90 dias, sendo 45 dias na Câmara e 45 no Senado, reservando apenas uma semana para colecionar emendas com 102 assinaturas.

Observe-se para início de um debate mais consequente, que os poços de petróleo e gás só funcionarão daqui a 10, 15, 20 anos. Essa pressa é eleitoreira e tem caráter golpista, até porque os investimentos em infra-estrutura por meio do PAC – Programa de Aceleração do Crescimento não deslancham. Acho fundamental botar ordem nesse encaminhamento, resolvendo a execução das obras do PAC, mas priorizando as investigações e os esclarecimentos na CPI da Petrobrás, para que a empresa demonstre uma gestão transparente e afaste qualquer possibilidade de nos envergonhar no futuro.

Então, se não há consenso sobre o regime de partilha de produção e a forma como será feita a exploração do pré-sal, nem sobre o destino dos bilhões que alimentarão o Fundo Social, cujos royalties serão reivindicados por todos os governadores, a quem pode interessar o estresse num parlamento desmoralizado por tantas crises ? E o enfrentamento da posição dos governadores Sérgio Cabral (PMDB-RJ), Paulo Hartung (PMDB-ES) e José Serra (PSDB-SP), por Eduardo Campos (PSB-PE), Welington Dias (PT-PI) e Jaques Wagner (PT-BA), por exemplo, que não aceitam o modelo de divisão da renda do petróleo e querem tirar a concentração dos estados produtores ?

A posição instável do presidente da República, ora acolhendo as posições mais adversas dos governadores e dos partidos de sua base aliada, ora fomentando o debate sobre a socialização dos royalties, firma o pé em relação à urgência para aprovação dos projetos no Congresso Nacional. Está cada vez mais evidente o espírito de guerra se espalhando em todo o território nacional. Qual a urgência do pré-sal ?

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