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PSDB apóia PT na presidência do Senado !

Alguns sites e blogs avaliaram como surpreendente a decisão do PSDB apoiar a candidatura de Tião Viana (PT-AC) para a presidência do Senado. Aproveitei e lí os comentários dos leitores, em grande parte endossando o caráter da novidade da notícia e da possível ligação desse movimento tucano com um acordo de interesses inconfessáveis. Longe disso! Também encontrei posts cumprimentando o comportamento altruísta do partido dos tucanos, enfatizando que a indicação mostra o reconhecimento do partido pela necessidade da direção do Senado ficar em mãos que representam mudanças, justamente porque José Sarney é mais identificado com a linha do PMDB fisiológico e reacionário.

Nessa disputa, tanto da presidência da Câmara dos Deputados como do Senado Federal, sempre emergem considerações sobre a correlação de forças na composição de alianças partidárias para a disputa presidencial de 2010. Já interpretei assim, quando prevalecia o imediatismo nas minhas reflexões. Mas, com o espírito de corpo que sobressai no Congresso Nacional está cada vez mais claro que uma coisa é uma coisa e outra é simplesmente outra.

Os votos dos parlamentares preocupam numa agenda de governabilidade. Entendo que a direção dessas mesas de congressistas passam longe do foco definidor do melhor caminho a seguir para a presidência da República. Vale, a meu ver, a história e os compromissos políticos dos protagonistas envolvidos nessa disputa. Conheci Tião Viana, quando seu irmão, Jorge Viana. elegeu-se governador do Acre numa coligação que unia PT e PSDB e se relacionava com o governo Fernando Henrique Cardoso em 1999. Não posso deixar de citar que sabia do respeito que Ruth Cardoso nutria pelo seu trabalho naquele governo e pela capacidade de priorizar o que era essencial para os seus conterrâneos.

O presidente Fernando Henrique, a exemplo da conduta do PSDB onde governa, atendia o Acre por intermédio de Jorge Viana, sem a discriminação que na maioria das vezes caracteriza os gestos e ações de governantes que tentam passar para a sociedade a justificativa que erros de comportamento político são justificados por causa de preferências partidárias.

Nessas horas, quando você tem o poder de decisão, é fundamenal considerar qual a melhor opção para ocupar e desempenhar a função. Faço política elegendo o interesse público acima das contradições partidárias. Muitas vezes não sou compreendido por isso, até porque minhas posições são transparentes e conhecidas. O PSDB, conforme o seu líder Arthur Virgílio, justificou que Tião Viana é a opção mais adequada para presidir o Legislativo.

Sobrarão posições favoráveis e contra. Isso é da democracia. Faz parte do jogo. No entanto é fundamental entender que algumas contradições aparentes terão consequência quando o Poder Legislativo for realmente valorizado e respeitado pela sociedade. Estamos distantes do momento dos votos desse colégio eleitoral, mas é evidente que a escolha de Tião Viana mantem o equilíbrio de forças necessárias para a consagração da democracia no país.

Por esse equilíbrio e para não emperrar mais as decisões que dependem do Congresso, se fosse habilitado a votar em Brasília, neste final de semana, minha escolha recairia em Michel Temer (PMDB-SP) para a presidência da Câmara e em Tião Viana (PT-AC) para a direção do Senado.

Respeito, antecipadamente, a sua posição sobre este tema !

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“Gato” no Bolsa Família ?

Outro dia relembrava com o atual vereador da Capital paulista, Floriano Pesaro (PSDB), que foi secretário nacional do Programa Bolsa Escola Federal com FHC e Paulo Renato, da inexistência de erros e denúncias sobre o funcionamento e os resultados dessa política compensatória de renda naqueles 21 meses de trabalho pelo Brasil. A Bolsa Escola Federal foi criada no governo FHC para suceder o Programa de Garantia de Renda Mínima pioneiro em Campinas graças à iniciativa do saudoso prefeito Magalhães Teixeira, o "Grama". Hoje ficamos surpresos quase todos os dias com a gestão e os acontecimentos que cercam a atual Bolsa Família. Fraudes nos cadastros, inclusão de beneficiários sem direito, relaxamento da frequência escolar e agora a denúncia que um bichano recebia como se fosse gente, realmente ajudam a desmoralizar o governo Lula.

Certamente petista, Eurico Siqueira da Rosa, que coordenava o programa Bolsa Família na cidade de Antonio João, no Mato Grosso do Sul, incluiu o nome do seu gato como dependente para receber R$ 20 a mais por mês. "Billy", que ganhou o registro de Billy Flores da Rosa, esteve na lista de beneficiários durante cinco meses. Descoberto o golpe, Eurico antecipou o seu afastamento da função e pediu a exoneração do cargo. O gesto foi exemplar logo após a descoberta, mas qual a explicação para isso ?

Esse acontecimento tem uma dose de piada, mas é a revelação da realidade brasileira. Será que a necessidade gera desonestos e oportunistas ? O Brasil estará sujeito aos espertos e seguidores fiéis da lei de Gerson, enquanto houver fragilidade nos controles dos programas sociais do governo e o ufanismo à ignorância. Um gato de estimação pode; filhos que existem apenas no papel também podem (esse mesmo "pai" de Billy havia inscrito outros dois filhos fictícios); mas uma longa fila, de milhares de brasileiros pobres, continua excluída, crente em Lula, mas sem perspectiva real.

João Pedro Stédile, dirigente do Movimento dos Sem-Terra (MST), comentou recentemente que o Bolsa-Família atende 20% dos mais pobres: "Resolve um problema social, porque essas famílias estavam na miséria absoluta; mas de certa forma também acomoda essas famílias. O programa gerou apatia nas famílias pobres. Deveria ser um programa transitório, combinado com outro programa, que gerasse empregos".

Assino embaixo dessa defesa de Stédile, retomo a defesa da necessidade transformadora desse programa, da compensação, da entrega do peixe ao mesmo tempo em que se ensina a pescar, para o caráter emancipatório, de resgate da cidadania e da sobrevivência. Não creio que outros gatos estejam matriculados para receber essa contribuição dos nossos bolsos-cidadãos, mas é lastimável ficar sujeito ao desgoverno social, justamente porque parece o contrário.

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Geraldo Alckmin com Serra por São Paulo !

Geraldo Alckmin foi confirmado na tarde desta segunda-feira, pelo governador José Serra, como secretário de Desenvolvimento do Estado. Uma grande notícia para São Paulo e para a atividade pública no país. A somatória de forças políticas com tradição de lutas e trabalhos no território paulista refletirá agora como um recado ao Brasil, pela importância de um governo ainda mais eficaz e pela revelação antecipada, que o PSDB caminha unido no seu projeto de reconquistar a presidência da República em 2010.

Não há como negar a surpresa geral com essa notícia. Nos últimos tempos muitos apostavam na divisão entre os tucanos, justamente porque é um partido plural e composto de líderes políticos com uma grande folha de serviços prestados ao país. Mas ninguém nunca subestimou a capacidade do governador Serra, de reconhecer a experiência e os méritos de companheiros como o ex-governador Geraldo Alckmin, para trabalhar por São Paulo e cooperar para construir pontes de um futuro melhor para o nosso país.

Há uma alegria incomensurável no ninho dos tucanos, com a notícia e a foto do momento do anúncio no Palácio dos Bandeirantes. Essa a principal razão deste registro, relembrando etapas históricas importantes, como compartilhar da mesma trincheira de lutas pela democracia, dos avanços institucionais na Assembléia Nacional Constituinte, da fundação do PSDB, da consolidação dos ideais e orientações de Franco Montoro, do sucesso da atuação dos governos de Fernando Henrique Cardoso, Mário Covas, José Richa, Tasso Jereissatti, Aécio Neves e no próprio período do Geraldo.

Não tenho dúvida que o Brasil reconhece, também por esse gesto, a liderança do governador José Serra !

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BBB funciona como anestesia .

O fim da novela "A Favorita", o conflito na Faixa de Gaza, os primeiros números do desemprego no Brasil com a crise econômica e os últimos preparativos para a posse de Barack Obama repercurtem menos na concorrência com o BBB9 – Big Brother Brasil 9, desde a semana passada. Hoje lí que o programa da Rede Globo chega à maturidade, por causa da presença de dois sexagenários dentre belas, belos e vigor físico. Espiei algumas vezes pela manhã deste domingo e agora à noite, mas não consegui distinguir essa diferença de idades. Predomina o deslumbramento, uma nova adolescência e o nada. Enquanto a "marolinha de crise" já diminui o pão de muitos, sobra circo com o BBB, para quem quiser ver.

Esse confinamento, com previsão de se estender até o dia 31 de março, garante ao vencedor da competição o prêmio de R$ 1 milhão, além de outros regalos em dinheiro, carros, computadores, eletrodomésticos, passeios etc. Todo mundo sabe disso e também dos frutos que essa exibição "para maiores de 14 anos" proporciona na vida dos participantes. O BBB vem projetando muitos "artistas" para televisão, bailes de debutantes, passarelas de moda, comércio em geral e revistas masculinas e femininas de pelados.

Felizmente, para a sorte dos amantes da arte e da cultura, apesar da força da Rede Globo, o teatro, o cinema e as novelas ainda são abastecidos de talentos após uma peneiragem de todas as mídias. Há exceções, como Grazi Massafera, aquela ex-miss Paraná, que é uma das poucas que sugere vocação artística e agarrou a oportunidade, impulsionando o sonho da maioria que tenta entrar nessa casa global. Neste ano, mais de 130 mil perfis foram criados no site do Big Brother e 40 mil vídeos foram recebidos pelos seus produtores. Foram necessários seis meses para selecionar os atuais participantes.

Acho interessante quando ouço ou leio entrevistas dessas "celebridades" sobre o futuro. Primeiro destacam os planos de como usar os dividendos ou o "retorno financeiro" do período BBB. A crise econômica passa longe das preocupações das sisters (irmãs) e brothers (irmãos). Sobra para eles o stress de falar sobre o mesmo assunto vazio de como sobreviver até o final de março, desfrutando do tratamento cinco estrelas da Globo e dos seus patrocinadores, para manter a forma, ao mesmo tempo em que são as próprias cobaias da culinária, consumo de bebidas alcóolicas e dos desejos e pega-pegas eróticos. Eles querem dinheiro e fama. Há um longo e tortuoso caminho para chegar lá.

Então é possível dizer que ainda hoje não há futuro para os BBB’s. Nesse mundão de preocupações menores, ser colocado no "paredão" tem um leve sabor de vitória, não ? Líder de audiência nas suas aparições está muito longe de ser uma unanimidade. Principalmente porque muita gente chega a dizer que nunca pára para ver esse tipo de programa, a não ser quando está zapeando os canais e inadvertidamente assiste a uma cena, um diálogo perdido. Põe anestesia geral nessa história !

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Italiano de “esquerda” a gente protege !

Pois é, o governo Lula continua tratando também a questão de "presos políticos" com dois pesos e duas medidas. O italiano Cesare Battisti, julgado à revelia em 1993 e condenado à prisão perpétua em seu país como autor dos assassinatos de quatro compatriotas seus, preso no Brasil acaba de ganhar o status de refugiado político. Ele é ex-terrorista do grupo Proletários Armados para o Comunismo. No ano passado, quando os pugilistas cubanos Guillermo Rigondeaux e Erislandy Lara escaparam da comitiva dos Jogos Panamericanos no Rio de Janeiro em busca de asilo político, foram presos e imediatamente devolvidos a Fidel Castro num avião da FAB, na calada da noite. Lula justifica a decisão sobre o italiano de "extrema esquerda", que o crime é antigo e que o "Brasil é um país generoso". Fala sério, Presidente !

Todo mundo sabe do alinhamento ideológico de uma considerável parte desse governo com o atual regime cubano. Prevalece a saudade dos tempos românticos da Revolução naquele país, que acaba de completar 50 anos. Quem não se recorda de Lula e José Dirceu desmanchados em lágrimas, quando foram recebidos por Fidel na condição de governantes brasileiros ? Governar ou exercer qualquer atividade apenas mirando o retrovisor gera conflitos e invariavelmente injustiças. A "metamorfose ambulante" não vale para tudo ?

Da mesma forma, o relacionamento desse mesmo governo com grupos políticos de esquerda e de extrema esquerda, desde os tempos dos governos militares no Brasil e recentemente com governos latinoamericanos que se alinham também com os caquéticos e exauridos ideais do regime cubano, revela uma visão míope da realidade internacional e sem nexo com uma aventada questão de soberania nacional. Soberania de um homem só ?

O Brasil hoje está amarrado às paixões juvenis de velhos militantes e a sua política de Relações Exteriores está desgovernada. Parece que o Itamaraty ficou restrito aos acordos comerciais e ao papel de cobrador de compromissos financeiros das Nações mais pobres; enquanto o Presidente, o seu gabinete e os lulopetistas do governo e do Congresso Nacional articulam o relacionamento político e as doações de recursos nacionais para a construção de uma hegemonia política. Aliás, hegemonia frágil, tendo em vista a recíproca do tratamento que o Brasil recebe da Bolívia, Venezuela, Equador e mais recentemente do Paraguai.

O caso do italiano Battisti, com o patrocínio do próprio ministro Tarso Genro (Justiça), que sozinho, posteriormente apoiado por Lula, reconsiderou a negativa do Conselho Nacional de Refugiados (Conare), do procurador-geral da República e do ministério das Relações Exteriores, desnuda uma rede de contatos da escritora francesa Fred Vargas (senador Eduardo Suplicy, Fernando Gabeira, Paulo Vannuchi, José Dirceu e Luiz Greenhalgh) para lhe garantir o asilo.

Depois disso, Fred Vargas, no mesmo tom do presidente Lula, quando disse que o "Brasil é um país generoso", que Cesare Battisti foi condenado "por um crime antigo", que "passado tanto tempo ele é outra pessoa, é um escritor", declara para a posteridade que tem a impressão de que o "Brasil é o verdadeiro país dos direitos humanos". Ou somos a casa da sogra (impunidade, sem lei, sem limites) ? 

Que tal essa história ?

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Guerra em Gaza, guerra do Mundo ?

Ciclicamente testemunhamos conflitos no Oriente Médio. Quando os acordos de cessar fogo acontecem sempre sobram imagens e um saldo de mortos e feridos de todas as idades, especialmente crianças, "vítimas de uma guerra de adultos". Há um ódio embutido em gerações daquela região, que os breves períodos de paz revelam apenas uma tomada de fôlego para um próximo conflito. É mais fácil escrever um comentário pacifista, sem tomar partido de Israel ou do Hamas. Mas como assistir a esse cenário sangrento sem tomar partido ? O PT fez isso por sua conduta histórica e ideológica e vem sendo condenado porque reincidiu na formulação de um roteiro simplório da luta entre o "bem" e o "mal". O PSDB é a favor de um caminho para a paz, com o abandono de mitos e ilusões.

Leio atentamente as posições dos leitores dos jornais e algumas opiniões na blogsfera. Deste lado, longe do conflito, subsiste a impressão que o noticiário é filtrado, porque há informações, como o relato de um correspondente da BBC, de que Israel não deixa jornalistas entrarem em Gaza, razão pela qual os boletins são raros em primeira mão. Nos sujeitamos então à cobertura das agências e aos artigos de fundo de patrícios, historiadores, especialistas no assunto e políticos.

O jornal "Folha de São Paulo" chegou a produzir uma enquete entre os seus leitores da "Folha Online", questionando se é possível ser isento na cobertura do Oriente Médio. 47% (476 votos) disseram que não, mas consideram que os jornais devem se esforçar para fazer uma cobertura isenta; 38% (390 votos) defendem que é possível e que os jornais deveriam fazer uma cobertura isenta; 10% (100 votos) acham que não e que os jornais devem tomar partido no conflito; e 5% (54 votos) acham que é possível, mas que os jornais devem tomar partido no conflito.

Acho que é possível ser isento na cobertura, mas abrindo espaços para opiniões favoráveis a Israel, ao Hamas e à defesa da paz, como fez o deputado federal Paulo Renato Souza (PSDB-SP) sobre o prejuízo de todos com a continuidade da guerra. Está claro para mim que Israel, a cada conflito, fica mais isolado politicamente ao não permitir que os palestinos se constituam também como Nação e Estado.

Vivemos em um país comprometido com a democracia e a paz. Sabemos que somos admirados por isso em todo o Mundo. Então resisto à idéia de que a guerra em Gaza seja justa para um lado e injusta para o outro, justamente porque entendo e defendo o direito da existência, da convivência pacífica e do respeito à diversidade étnica, cultural, religiosa e política de cada um dos povos.

Realmente é inaceitável que Israel e o Hamas não se esforcem para a conciliação. Alon Feuerwerker, no seu blog – http://www.blogdoalon.com.br/, postou comentário com uma excelente análise intitulada "Sem luz no túnel", onde reflete, a par de todos os esforços das Nações Unidas pelo cessar fogo, que não haverá solução enquanto "o Hamas dá sinais de que não sossegará enquanto Israel fizer parte do mapa. E Israel não sossegará enquanto o Hamas for um risco militar. A doutrina e a História ensinam que um inimigo assimétrico pode representar ameaça real. E o impasse pode piorar caso a Autoridade Palestina, hegemonizada pela laica Fatah, perca relevância como representante institucional de seu povo. Estaríamos então diante de um novo quadro, no qual um estado palestino se tornaria politicamente inviável."

Enquanto registrava este comentário, a Globo News noticiava o bombardeio de hospitais, de prédio da ONU e de centros de imprensa, por Israel. Enfim, um cenário horroroso persiste com a intransigência. Se não houver a construção do caminho da paz, não haverá a autodeterminação do povo palestino e a segurança do Estado de Israel continuará ameaçada.

A autodeterminação dos povos, em pauta com essa nova guerra em Gaza, não pode ser refletida apenas por eles. Pense alto também.

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Roberto Tamura e Wilson Pedroso. Subprefeitos de São Paulo !

Ao assumir a prefeitura de São Paulo em 2005, dentre tantas ações administrativas inovadoras, José Serra surpreendeu os velhos costumes políticos da maior cidade do país, entregando a maioria das subprefeituras da sua estrutura de governo a ex-prefeitos do Interior do Estado e a jovens gestores públicos. Serra apostou na experiência administrativa, na renovação de quadros políticos e no compromisso mais autêntico com os problemas locais; fatores que na visão de Filipe Soutello, presidente do Centro de Estudos e Pesquisas de Administração Municipal (Cepam) foram decisivos para inibir e tornar menos frequente a corrupção e o loteamento de cargos, práticas comuns nas antigas administrações regionais, extintas em 2002. Gilberto Kassab foi empossado em 2007 e, desde então, mantém essa orientação aprovada e bem sucedida.

Ex-prefeitos passaram a administrar bairros até dezena de vezes mais populosos que os municípios onde moravam, transformando as suas tarefas em vitrine administrativa, porque em São Paulo são mais notados que no Interior, além de servir como uma espécie de trampolim para postos mais altos. Sem dúvida, uma escola de gestão pública, num município complexo e penalizado por gestões péssimas. O TCC (Trabalho de Conclusão do Curso) conduziu Kassab a reeleição, porque as receitas e ações iniciadas por Serra continuam contribuindo para mudar a Capital paulista para melhor.

Conforme matéria publicada pela "Vejinha São Paulo", em 24 de outubro de 2007, sob o título "Os prefeitos dos bairros", a cidade levou vantagem também com o fato dos ex-prefeitos virem de longe e não conhecerem os bairros: "Tendem a ser menos comprometidos com vereadores e políticos locais", acredita Filipe Soutello. E, "como já estiveram um dia no trono, os ex-prefeitos também tendem a ter mais facilidade para brigar por verbas e fazer a articulação entre a prefeitura e a população. Da mesma maneira que antes era obrigados a negociar mais dinheiro com o governo federal, hoje executam essa tarefa com o governador e com o prefeito".

Para o secretário das Subprefeituras, Andrea Matarazzo, a visão administrativa com foco na descentralização e participação, defendidas por Franco Montoro ao longo de sua existência, os ex-prefeitos favorecem um cenário de liderança natural, habilidade política e extrema capacidade de execução.

Kassab pretende reforçar o poder das subprefeituras com mais autonomia e capacidade de gestão. Pelas suas declarações mais recentes, a nova gestão tem início com a expectativa de ampliar o poder dessas unidades locais, para que elas definam suas obras e ações até mesmo em saúde e educação. No diário oficial do município, de hoje, o prefeito divulgou portaria que determina a todas as 31 subprefeituras, que criem Núcleos de Qualidade em 30 dias, para implantar novas práticas de gestão pública.

Sem dúvida uma revolução, que dentre os seus protagonistas para essa nova etapa de governo municipal figuram os ex-prefeitos Roberto Tamura (Capão Bonito) e Ary Fossen (Jundiaí), além dos jovens Soninha Francine (jornalista, ex-vereadora e ex-candidata a prefeita nas últimas eleições, por indicação do PPS) e Wilson Pedroso Júnior (recomendado ao prefeito Gilberto Kassab pelo saudoso engenheiro e tocador de obras Antonio Arnaldo de Queiroz e Silva, pela importância do seu trabalho de articulação na parceria da Prefeitura com a Sabesp), novos subprefeitos de Aricanduva, Pirituba, Lapa e Vila Prudente, respectivamente.

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Subliminar a “sapatada” de Lula ?

Sobrou uma imagem bem humorada do presidente Lula, quando fez de conta que atiraria um sapato nos jornalistas que cobriam a abertura da Couromoda em São Paulo. É a sua piada da vez, desde que o jornalista iraquiano Muntadhar al-Zaidi tentou atingir George W. Bush dessa maneira. Subliminarmente esse gesto presidencial acontece logo após a sua recente declaração à revista "Piauí", debochando da mídia, quando disse que se indispõe com a leitura de jornais e revistas e com o acompanhamento do noticiário e opiniões pelas emissoras de rádio, TV e pela internet.

Brincadeiras e humor à parte, novamente Lula emite sinais de desrespeito com a imprensa e desprezo com o comportamento que se espera de um ocupante do cargo mais importante do país. Sem preconceito, mas há uma liturgia mínima que se orienta na ética e na própria moral para desempenhar e simbolizar o poder em um país. Não basta ser sério; é preciso parecer sério.

Por essas e por tantas outras sobressaem os motivos da empatia popular com o presidente da República. Esse é um modelo a ser seguido ? Pena que nem sempre ele se utiliza de exemplos ou atitudes que poderiam modificar para melhor o comportamento de muitas pessoas. Mas a história registra como nunca, que o legado maior desse governo é não ter medo de ser feliz e assistencializado. Qualquer comentário na direção política oposta é intriga, torcida pelo quanto pior melhor, golpe.

A cena da "sapatada" ocupou espaço em todas as mídias. Não ví nenhuma graça nela. Não lí até postar este comentário uma interpretação parecida com a minha. Juro que torço para que o atual governo termine logo e que não deixe para os seus sucessores uma herança maldita, especialmente de ignorantes e incapazes de conviver numa plenitude democrática, como exibe em muitas oportunidades.

Para mim, qualquer gesto contra a imprensa, por brincadeira ou subliminar mesmo, é uma afronta à democracia. Qualquer declaração de menosprezo à importância da imprensa, também pode ser qualificada como um ataque à educação do país, porque o nosso presidente, ao mesmo tempo em que inclue os mais pobres nas escolas, nas universidades e promove uma reforma ortográfica, não se cansa de se vangloriar contra o estímulo à leitura e a outros hábitos de instrução.

E você, achou graça na "sapatada" de hoje ?

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“Arrastão” sem educação … O quê fazer ?

Sobressaiu no noticiário a ocorrência de "arrastões" em Praia Grande e São Vicente, durante as comemorações entre o Natal e as primeiras horas do Ano Novo. Os prejuízos materiais foram enormes, sem contar a mancha na imagem de uma região que vem despontando como uma das principais opções de turismo no Estado e no país. Será que as receitas do novaiorquino "tolerância zero" ou do jeitão "põe a ROTA na rua" resolvem o problema da violência entre adolescentes, jovens e baderneiros sem educação ? Não é hora de elevar a bandeira da Educação como prioridade número 1, a partir dos municípios ?

Acho que o momento está mais propício para agregar valor aos programas de integração família-comunidade-escola e promover campanhas institucionais sobre valores que importam mais a um cidadão que tem consciência plena dos seus limites e um futuro em perspectiva menos desigual. Isso não é um discurso sociológico. Trata-se de uma constatação reincidente, se é possível comparar alguns péssimos exemplos ocorridos no segundo semestre do ano passado, em que professores foram colados às cadeiras de trabalho ou tiveram seus carros danificados ou sofreram violência física de alunos e de grupos armados que invadem escolas sem nenhum respeito, em diversas partes do país.

Os casos registrados na Baixada Santista são preocupantes por conta do comportamento violento, insegurança e pela constatação da carências de palavras de ordem que inspirem motivações mais construtivas. Não cabe atribuir somente às deficiências educacionais esses desvios. Todos sabemos que a base da educação está na família e no seu meio ambiente, complementada com a instrução escolar e a formação técnica e profissional. Aos governantes e à própria sociedade restam, portanto, a infraestrutura, os meios, a participação e as cobranças necessárias.

Não haverá exército de policiais capaz de controlar uma massa de ignorantes. 2009 está apenas começando, com prefeitos reconduzidos e eleitos pela primeira vez. Aproveito esses maus exemplos de cidadania deformada para sugerir uma reflexão favorável à reafirmação dos compromissos públicos com a melhoria da qualidade da Educação !

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Um excelente 2009, com paz, amor, prosperidade e muito bom humor !

Estamos na virada de 2008. Este ano que finda nos trouxe a realização de muitos sonhos e expectativas. Foram poucas as surpresas diante das previsões e de nossos próprios desejos. Felizmente a crise nos ronda, mas não nos afeta. Mesmo assim, as boas práticas de planejamento e de precauções nos orientam e preparam melhor para o que der e vier. Ninguém torce para que a crise financeira "arrebente o Brasil", muito pelo contrário. Nossa torcida é para que você esteja sempre alerta e disposto para empreender realizações do tamanho dos seus próprios sonhos. Parodiando Tancredo Neves, não podemos nos dispersar. Continuemos unidos, como nas praças públicas, na internet, no dia a dia, com a mesma emoção, a mesma dignidade e a mesma decisão. Juntos, questionando, propondo e participando vamos consolidar este país como uma grande Nação e nos tornaremos cidadãos plenos e felizes.

Com estas reflexões desejo a você e aos seus queridos familiares e amigos, um EXCELENTE 2009, boas festas, com paz, amor, prosperidade e muito bom humor !

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