Crise ronda a Petrobrás !
Primeiro a bem-vinda avalanche de descobertas de gás e petróleo no pré-sal da Bacia de Santos. Depois, em cadeia, o olho gordo do companheiro Hugo Chávez (Venezuela) com a maré brasileira de prosperidade, a expropriação das refinarias pelo companheiro Evo Morales (Bolívia), a ameaça do Tratado de Itaipu pelo companheiro Fernando Lugo (Paraguai) e o calote aos financiamentos do BNDES pelo companheiro Rafael Correa (Equador); sem convencer, a nossa autosuficiente Petrobrás aparenta dificuldades de caixa e recorre a empréstimos da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil. Nunca antes na história deste país vimos um cenário assim. O quê se passa, heim Lula ?
O lulopetismo não sabe nadar e nas dificuldades dá sinal de que pode morrer afogado até nas marolinhas da crise mundial. Está cada vez mais clara a falta de um projeto de governo para o país, porque as decisões são sempre pessoais e sem critério técnico. Prevalece o populismo, a farra de contratações de apadrinhados e os privilégios para todos quantos concordam em esse jeito de ser. Quem paga e pagará essa conta ? Por exemplo, a pretexto de um alinhamento ideológico latino-americano setores do governo e do PT direcionam as suas decisões para acordos políticos que favoreçam mais os países dos companheiros. E nosotros ?
Todo dia os espantos se renovam em relação ao modo de governar da companheirada. Desta vez, nem a Petrobrás escapou. Uma empresa com resultados sempre muito bons, competente em tecnologia e com um cenário futuro bem próspero, em condições normais não necessitaria disputar empréstimos concedidos no mercado interno – escassos e mais caros – com empresas nacionais e muito menores, tendo em vista que possue ações cotadas no exterior e conta com acesso fácil ao mercado financeiro internacional.
Nessa marolinha, conforme Lula, a empresa justifica que as suas áreas de exploração e produção estão blindadas da contenção de gastos, mas que coisas mínimas como pó de café, cartões de Natal para os fornecedores, linhas celulares para gerentes, bolsas de estudo para técnicos, engenheiros e executivos, seja de idiomas, pós-graduação ou aprimoramento na profissão estão suspensas. Nenhum comentário dos lulopetistas sobre a ineficiência, o empreguismo e os gastos sem explicação, que não serão mais tapados pela afluência de dólares. Sobram dúvidas sobre a manutenção dos investimentos.
O senador Aloysio Mercadante (PT) respondeu a essas dúvidas do Congresso Nacional e dos analistas do mercado, com o argumento de que a Petrobrás teve de recolher grande volume de impostos e teve dificuldades momentâneas de capital de giro. Para ele, esse retrato que nos preocupa "é um ataque político que não tem consistência econômica e subestima a grave crise financeira. A oposição não apresenta nenhuma alternativa para o Brasil."
Pois é, como bem disse o presidente Fernando Henrique Cardoso, "o rei está nú, aqui, ali, acolá", sem respostas ao desgoverno, má gestão e ineficiência. O preço da crise, com a conduta dos lulopetistas, será muito alto ! E por falar em herança maldita …
Ilustração customizada do site www.sponholz.arq.br
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