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Internet e diálogo com EUA abrem Cuba !

Termino 2008 ainda mais crente na Democracia, como o melhor regime de governo. No Brasil a sua conquista custou o empenho de muitos e uma luta em perspectiva que não tem fim. Por isso me associo às idéias daqueles que apostam na exibição do último capítulo da Guerra Fria em Cuba, com a expectativa de diálogo com o novo presidente americano Barack Obama, o grito virtual de liberdade por Yoani Sanchez (foto) no seu blog Generacion Y ( http://www.desdecuba.com/generaciony/ – e, traduzido para o português: http://desdecuba.com/generaciony_pt/ ) e o anúncio por Raúl Castro em defesa de mais trabalho e menos subsídios, para equilibrar a restrita balança comercial do país e suportar as turbulências financeiras internacionais. A conquista da democracia em Cuba terá repercussão positiva em todo o Mundo.

O afastamento de Fidel Castro contribuiu para emergir o discurso novo de seu irmão Raúl, sobre a necessidade de "agir com realismo e ajustar os sonhos às reais possibilidades". Apesar das limitações financeiras do povo cubano, Raúl vem implementando gestos que sinalizam um processo de abertura democrática, desde a liberação das vendas de computadores e celulares aos cubanos e a permissão para que eles comprem em lojas antes exclusivas a turistas estrangeiros. Alega, porém, que os problemas econômicos adiariam algumas mudanças, incluindo a reforma administrativa, mas já propôs o fim do subsídio, que não deixa de ser um choque para um povo bem educado, saudável e pobre.

Yoani Sanchez comentou a decisão do fim do subsídio no seu blog, argumentando que as medidas anunciadas por Raúl seriam consequentes com a eliminação do paternalismo, mas que começassem "abaixando a carga que significa a manutenção desta obesa infraestrutura estatal que alimentamos com nosso bolsos. Um trabalhador que produz aço, níquel, rum, tabaco ou está empregado num bar de hotel, recebe uma minúscula porção da venda de sua produção ou do custo real dos seus serviços. O resto vai diretamente subsidiar um Estado insaciável."

Estamos prestes em testemunhar a organização popular através de mecanismos virtuais. Esse depoimento é global e não saiu das teclas de um dissidente em Miami ou em qualquer outra parte do mundo. Realmente a internet funciona como um espaço livre, que permite a qualquer pessoa manifestar suas idéias, ainda que exista muita censura invisível e sofisticada para impedir que seja o instrumento mais democrático, transparente, educativo. Com a internet ressurgem as idéias de democracia direta e semi-direta (Martin Hagen, 1996) e se recolocam questões sobre o desgaste, as possibilidades e os limites da democracia, seja do ponto de vista teórico ou prático.

Na rede mundial de computadores, os indivíduos podem extrapolar suas fronteiras nacionais, criar multiplas identidades, se escondendo em nicknames e webmails que protejam seu anonimato. Não é o caso de Yoani. Mulher corajosa, que reconhece os perigos e não se limita nos seus posts, ciente que a navegação na rede é cada vez mais observada pelos provedores de acesso, informação, pelos portais horizontais e verticais, pelas empresas de marketing e por agências estatais interessadas em controlar os cidadãos.

A esperança de diálogo diplomático – político e comercial – Barack Obama mostrou ao Mundo, na sua campanha eleitoral, o que é possível fazer com a internet. Esse fato, aliás, despertou em mim a idéia de escrever um livro sobre o "Militante Virtual", que identifica e relaciona os caminhos utilizados pelos políticos atuais através da rede de computadores. Acho revolucionário que a internet também favorece a chance histórica de remover a última parte da Guerra Fria. A remoção do embargo americano à Ilha funcionará como dois terços do caminho para esse intento. Em Cuba, as conexões à internet ainda são restritas, e todos sabemos que a revolução não acontecerá de dentro para fora, a não ser que ela fosse capaz de mobilizar um grandioso movimento popular. Nem por um sonho da direita e dos asilados em outros países isso seria provável.

Yoani Sanchez escreve textos sobre o seu cotidiano e protestos contra o regime político cubano. Para que você tenha uma idéia, e pode constatar isso acessando o seu blog, 1.687 comentários haviam sido postados no seu texto sobre o fim dos subsídios, enquanto escrevia este post. Outros textos recebem em média 3, 4, 5 mil comentários. Uma potência, que não é suficiente para mudar um regime de governo, mas que reforça a tese de sonhar a democracia cubana em 2009.

Quem já contribuíu até aqui para garantir regimes democráticos e atuou efetivamente para construir pontes necessárias para a redução das desigualdades sociais e por um mundo mais justo, fraterno, solidário, sabe muito bem do estou escrevendo, digo, teclando !

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Chegou a vez do Ensino Técnico ?

O noticiário registra que Lula sancionou lei que muda a organização do ensino tecnológico brasileiro. Com isso, haverá um agrupamento das escolas técnicas e agropecuárias e os centros federais de educação tecnológica (Cefet’s) em 38 novos Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia, além da integração de pelo menos 50% dos alunos do ensino médio com cursos técnicos e profissionalizantes. Uma troca de seis por meia dúzia, a dois anos do fim do atual governo, registrando o aumento do número de vagas federais apenas quando o MEC incorpora escolas de organizações da sociedade civil, retoma parcerias com entidades privadas como FHC e pega carona na organização bem sucedida do Sistema S (SESC, SENAC, SESI, SENAI).

Há uma grande defasagem entre o número de jovens e de adultos especializados no Brasil para ocupar os novos postos de trabalho, abertos com a própria evolução tecnológica e dos modos de produção que já estamos experimentando. Recentemente vimos a preocupação da Petrobrás em contar com mão-de-obra especializada para quando iniciar a exploração do gás e petróleo nas bacias de Santos e do Rio de Janeiro. Por isso não acredito que o cenário irá mudar apenas com a reorganização dos organogramas federais, que servem mesmo para mostrar o cacife de diretores gerais, transformando-os, quem sabe, em "reitores". As corporações devem estar muito felizes com a centralização do comando das unidades escolares.

Lógico que sobrarão educadores e lulopetistas comemorando a reunificação do ensino médio à educação profissional. Tenho vários amigos que se formaram em Cefet’s, na área de exatas, mas optaram por caminhos diferentes no futuro. Como bem escreveu o meu xará Raul David do Valle Júnior, diretor do Proep (Programa de Expansão da Educação Profissional) e secretário de Educação Média e Tecnológica do Ministério daEducação (gestão FHC), "os dirigentes autárquicos preferem que o ensino médio seja compartilhado com a educação profissional, retardando o acesso dos alunos ao mercado de trabalho ou proporcionando, a um alto custo, uma educação rebarbativa a uma elite de alunos que tem as suas miras fixadas no horizonte da universidade". Para comprovar isso, busque informações sobre os desempenhos dos estudantes de escolas técnicas federais em relação às outras escolas públicas.

O Governo anuncia agora que pretende direcionar os cursos superiores para formação de professores de física, química, matemática e biologia. E que a sua nova rede – nova reorganização das escolas – nasce com 168 campi e 215 mil vagas, prevendo chegar a 500 mil estudantes até o dia 31 de dezembro de 2010. Nas suas explicações, argumentam que diferentemente da gestão FHC, que optou por parcerias com entidades privadas para a oferta de ensino técnico, o governo petista promoveu a expansão da sua própria rede. Na verdade o governo incorporou, como já disse antes, escolas criadas por entidades privadas e sinaliza que conta bastante com o Sistema S.

Em São Paulo, as escolas técnicas estaduais – Etecs já atendem mais de 120 mil alunos no Ensino Médio e no Ensino Técnico, para os setores industrial, Agropecuário e de Serviços, em 86 habilitações. São administradas pelo Centro Paula Souza, assim como as Fatecs, Faculdades de Tecnologia, que oferecem cursos superiores de Tecnologia para aproximadamente 28 mil alunos, em 39 cursos.

Ainda em relação às Etecs, o objetivo do governador José Serra é criar condições, até 2010, para atingir 100 mil novas matrículas em 2012. No exame seletivo para o 2.º semestre de 2008, por exemplo, foram oferecidas 33.987 vagas, 5.400 a mais do que foi oferecido no mesmo período de 2007, representando a execução de 34% do Plano de Expansão. A previsão é de 170.000 alunos matriculados até 2012.

Para resumir essa história, em São Paulo, com continuidade das políticas educacionais e a prioridade do governo Serra ao ensino técnico, o horizonte vislumbra mais próspero. Diferente do governo federal que se baseia no Prouni, para dar relevo ao número de alunos incluídos no ensino universitário pago pelo próprio governo, e das movimentações corporativas do novo Instituto Federal, que amplia os poderes dos seus dirigentes. Nenhuma linha da repercussão na imprensa sobre a descontinuidade das políticas educacionais iniciadas no governo FHC, com o ministro Paulo Renato.

Afinal, quando, realmente, o ensino técnico e profissionalizante terá vez no país para atender às novas demandas de emprego e trabalho que começam a nascer ?

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Cristo Redentor “armado” em calendário ?

Sem chauvinismo, mas não ví qualquer graça na capa do calendário do jornal satírico americano The Onion, que mostra a imagem do Cristo Redentor no Rio de Janeiro com duas metralhadoras. Em outubro o colunista do jornal O Globo, Ancelmo Góis, havia manifestado a sua indignação, mas agora tive a oportunidade de folhear a publicação "apresentando" o Brasil favelado, violento e depredador da Amazônia. Quer saber mais ? Fiquei ofendido com essa exposição gratuita e péssima para a nossa imagem lá fora. Devemos mostrar mais o país que emergiu do Plano Real e que hoje vê a crise econômica como uma "marolinha". É um caso para o Itamaraty, a Embratur e a Secretaria de Comunicação da Presidência da República ?

Na semana passada, como já comentamos aqui, a Newsweek destacou a solidez da economia brasileira e incluiu o presidente Lula dentre as personalidades mais influentes do Mundo. Com uma interpretação histórica equivocava, diga-se de passagem, que nos obriga refletir sobre quais as razões dos jornalistas – correspondentes estrangeiros – testemunharem nossa realidade e na hora de escrever vendem histórias preconceituosas. Nossas agências governamentais de relacionameto externo estão deixando a desejar. Faltam ações pró-ativas, incluindo comunicação mais eficiente para dentro e para fora, sem necessariamente esconder os fatos e a dívida social que ainda não foi paga.

No calendário disposto em quase todas as bancas e livrarias nos Estados Unidos, o Brasil é conceituado como um país que reúne pessoas na sua maior beleza e que corresponde à humanidade na sua maior feiúra: "Com a gente mais sexy do planeta sendo esfaqueada à noite, o Brasil seja talvez o lar das mais bonitas vítimas de roubos de carros, assaltos e violência do mundo."

O The Onion é um jornal de humor, que não se autolimita diante da correção política ou dos nacionalismos de araque, conforme comentário de Gustavo Alejandro Oviedo, no blog "Caído em Campos – Correspondente portenho na planície"http://caidoemcampos.blogspot.com . Ele escreve sobre o episódio do calendário, relembrando a polêmica gerada com o filme Os Simpsons quando a família viajou para o Rio (Don’t Blame Lisa).

Aliás, nesse blog encontrei a única repercussão da nota de O Globo, com justificativas para convencer que o jornalismo-piada coexiste com a imprensa séria e dita comprometida com a verdade, justamente para alertar que "nem só os nativos são os únicos capazes de ver as coisas erradas".

Não vamos esconder o sol com a peneira e ignorar que o calendário também apresenta um lado do Brasil real, de todos os dias. Nesse caso, qual a sua reação diante dessa "publicidade" do Brasil para o Mundo ?

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Água em questão …

As previsões indicam que cerca de 1,2 milhão de carros descerão a serra rumo ao Litoral Paulista, entre o Natal e o Ano Novo. Se elas forem confirmadas, uma população adicional de 4 milhões de pessoas utilizará os serviços comuns de hotelaria, comércio, condomínios e casas de aluguel, segurança pública, transportes, eletricidade e água. Nessa mesma época, no ano passado, os números foram inferiores a esses, e a região foi pega de surpresa. Agora, com a crise econômica internacional e as ocorrências de chuvas destruidoras em Santa Catarina, a Baixada Santista e o Litoral emergem como destino natural de muita gente. Medidas preventivas foram tomadas.

No quesito abastecimento de água no litoral estou mais tranquilo, por conta dos investimentos do Governo do Estado através da Sabesp, que no dia 15 de dezembro lançou o Projeto Verão – uma soma de ações para melhorar o abastecimento de água no litoral paulista. Neste ano, a Sabesp investiu R$ 21,3 milhões em obras, dos quais R$ 15,1 milhões para o litoral sul e R$ 6,2 milhõs para o litoral norte. Ações concentradas, principalmente, nas regiões que apresentaram problemas pontuais de abastecimento no verão passado, como Praia Grande e Guarujá.

Aproveitamos essa ocasião para iniciar também uma nova campanha de economia de água, criada pela equipe de publicitários da Lew Lara, cujo conceito alerta para cuidados básicos do tipo: escovar os dentes com a torneira aberta: desperdício de 80 litros de água; lavar o carro com a mangueira: mais de 380 litros usados à toa; um banho demorado: 10 litros a mais por minuto; e por aí vai… Veja o filme veiculado na Capital de São Paulo, até o dia 30 de dezembro, e na propria região, até o dia 10 de janeiro: http://br.youtube.com/watch?v=Wi6AcmiCkbQ

O governo fez a sua parte, realizando tudo o que foi necessário para oferecer à população fixa e aos turistas a maior comodidade possível neste verão. A campanha do Projeto Verão deste ano (Água, sabendo usar não vai faltar!) busca conscientizar a população contra o desperdício, porque inadvertidamente isso é recorrente no Litoral e na maioria dos lugares deste país, que ainda não acordou para a importância desse bem finito, que é a água, tão necessária para todos nós.

Aproveito para sugerir aos prezados leitores, uma lida no artigo do presidente da Sabesp, Gesner Oliveira, publicado na edição de hoje do jornal A Tribuna de Santos:

Por um verão sem desperdício

A água é o petróleo do século XXI. De recurso farto e barato, tornou-se bem escasso e precioso. Independente desse fato, todos os anos o consumo de água aumenta muito nesta época e a Sabesp enfrenta o desafio de elevar o suprimento na Baixada Santista para atender bem a população e os turistas.

Para cumprir o objetivo, todas as medidas necessárias do lado da oferta foram tomadas.

Encontra-se em andamento a Operação Água no Litoral, incluindo auxílio de equipes de operação e manutenção, caminhões-pipa para as áreas de maior demanda, além do aumento no número de funcionários do Sistema de Atendimento Gratuito, 24h (telefone 195).

Uma equipe especial reforça o monitoramento de pressão nas redes de abastecimento, localizando vazamentos, eliminando fraudes e aprimorando os sistemas de captação, reservação e distribuição de água.

Mais de R$ 14,5 milhões foram investidos pela Sabesp em ações pontuais de ampliação da oferta de água e bombeamento, expansão da rede de distribuição, otimização do sistema operacional, monitoramento de pressões, e outras.

Além das ações de curto e médio prazos, a companhia seguiu orientação do Governo José Serra de acelerar os investimentos para atender à demanda de água nos próximos anos.

Na Baixada Santista, destinou R$ 370 milhões à ampliação da capacidade de produção em cerca de 1 mil litros por segundo. Por sua vez, o programa de redução de perdas e melhoria na qualidade da água prevê R$ 350 milhões. Para o Litoral Norte, mais R$ 119 milhões.

Porém, o sucesso do conjunto de medidas depende igualmente da colaboração dos moradores e turistas. O combate ao desperdício complementa de forma importante o esforço de aumento da produção de água, introduzindo a racionalização do lado da demanda.

Segundo a ONU, uma pessoa precisa de 110 litros de água por dia para ter saúde e conforto. Reduzir o tempo de banho, fechar a torneira enquanto escova os dentes e lava a louça são algumas das medidas simples que poupam milhares de litros de água quando adotadas. E nem pensar em lavar a calçada com mangueira, como alguns indivíduos ainda teimam em fazer.

As estatísticas comprovam uma redução entre 25% e 50% quando se pratica o consumo consciente da água. Há muitosexemplos de leis punindo este tipo de desperdício no mundo. No Brasil, vários municípios adotaram medidas nestadireção, como Bauru, Bebedouro, Porto Feliz, Florianópolis e Uberaba. Na Capital paulista vigora a Lei 10.315/87, que proíbe jogar água em lugares públicos e multa os infratores.

É preciso acabar com a cultura do desperdício de água. É um alerta fundamental para a temporada de 2008/09. Mas é válido para todos os lugares e épocas do ano. O uso consciente da água tem de ser um esforço permanente. Está tudo preparado para uma ótima temporada. Um ótimo verão a todos, mas sem desperdício.

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Verdades para Lula e Yeda Crusius !

Chegamos ao final do ano com um paralelo sobre os destaques da revista "Newsweek" – o presidente Lula (PT) e da revista "Veja" – a governadora gaúcha Yeda Crusius (PSDB). 2008 foi positivo para os dois governantes, mas acho importante avaliar os cenários em que ambos são considerados, refletindo sobre as heranças políticas e econômicas de cada um, sem perder de vista a verdade e a correção das duas notícias. Lula encerra com uma avaliação popular mais positiva da história brasileira e Yeda sorri para compensar o martírio dos seus dois primeiros anos de gestão.

A revista americana "Newsweek" destacou o presidente Lula como a 18.ª pessoa mais influente do Mundo, justificando que ele pegara "o Brasil à beira da ruína em 2003 e que hoje governa um país com mais de US$ 200 bilhões em reservas internacionais e com o menor índice de inflação entre os países emergentes". Meia verdade de uma interpretação habitual em matérias e honrarias pagas, que fez o lulopetismo comemorar nas suas mensagens virtuais, como em a "Tribuna Petista", que existe para defender o PT e o governo Lula. A própria tendência que tem o controle majoritário do PT, durante encontro em São Roque, reconheceu que o seu governo federal segue à risca a política econômica de FHC, herança bendita para garantir as tais reservas e os baixos índices de inflação. Mas na ocasião preferiram "condenar" o seu próprio governo por continuar FHC, sem a mínima lembrança que na passagem do bastão para Lula havia um temor generalizado – interno e externo – que deixaram instáveis os índices inflacionários e do risco-país (termômetro informal da confiança dos investidores globais em país de economia emergente).

Bem diferente da superação vivida pela governadora Yeda Crusius (PSDB), retratada pela revista "Veja", que depois de encontrar verdadeiramente o Estado do Rio Grande do Sul em estado de penúria, em janeiro de 2007, com déficit de 2,4 bilhões de reais, os salários atrasados, o 13.º do ano não havia sido pago e uma onda de greves paralisava o serviço público, deu a volta por cima em 2008 e por esse feito mereceria a condição de governante mais eficiente porque só teve adversidades.

A matéria da "Newsweek" omite que no governo Lula explodiram denúncias de corrupção, que derrubaram os seus principais assessores e aliados históricos, com o mensalão e o dinheiro encontrado em malas e cuecas. Também não considerou a oposição inteligente e consequente que, para preservar as instituições brasileiras, não cogitou o impeachment do presidente, no instante mais crítico dos escândalos e quando ele dizia cândidamente que nada sabia sobre o quê se passava na sala ao lado e nos andares inferiores do Palácio do Planalto. Bem diferente do "Fora FHC".

Nesse aspecto, a "Veja" foi mais honesta que a "Newsweek", que apesar de mostrar o semblante aliviado e sorridente da governadora, registrou todos os percalços no Governo gaúcho, como a CPI que apontou desvios numa autarquia, a sua popularidade despencar para menos de 10%, o pedido de impeachment pela oposição.

O conteúdo das revistas é conhecido num momento singular. A repercussão da escolha de Lula, como homem dos mais influentes, quando as atenções dos leitores de todo o mundo querem ler a "Newsweek", por causa da febre Barack Obama (nessa mesma edição ele é apresentando como o primeiro da lista), insere o Brasil num cenário de maiores e melhores, que faz bem ao ego do próprio povo brasileiro.

De minha parte acho mais justo registrar que a governadora Yeda Crusius manteve o ajuste fiscal, renegociou dívidas, demitiu servidores terceirizados e paralisou obras. E ressaltar que o jeito tucano de governar de Yeda, ao estilo de Franco Montoro, Mário Covas, Geraldo Alckmin, José Serra, Tasso Jereissati, Aécio Neves e Beto Richa, no campo econômico zerou o déficit orçamentário, que perdurava desde 1971; o 13º do funcionalismo foi pago no mesmo ano e com dinheiro próprio, pela primeira vez em catorze anos; os salários estão em dia e os fornecedores voltaram a ser pagos após dezessete meses de moratória; graças à redução dos gastos de custeio, responsáveis pela manutenção da máquina estatal, em 37%.

Os cortes, aliados a um aumento de 23% na arrecadação, transformaram-se em novos investimentos. Para os próximos dois anos, o governo gaúcho anuncia gastos de 1,5 bilhão de reais em obras. Serão construídas 300 escolas e 570 quilômetros de estradas devem ser duplicados: "Peguei um Estado inadimplente e sem auto-estima. A única saída era um governo de gestão, austero, fechando os ralos de corrupção e melhorando a qualidade dos gastos", afirma Yeda, para o post nesta singela homenagem, por um 2009 cada vez mais transparente, verdadeiro, melhor para todos !

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Feliz Natal, Boas Festas e Esperança !

A compreensão de muitos símbolos do Natal está na evolução da história e, nos últimos tempos, o lugar comum das mensagens politizadas focaliza as condições sociais, econômicas e políticas do Mundo e em especial do Brasil. Não faltam análises sobre fatos reais e inconvenientes – da ameaça da crise econômica americana, da falta de unidade política para reformas essenciais no país, de toda espécie de oportunismo e das razões que levam muitos ao desalento. Mas nunca faltará uma grande pitada de esperança por tempos ainda melhores. Que o espírito do Natal e a realização da sua Esperança estejam presentes nos seus caminhos, hoje e sempre !

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Serra-Aécio !

A pouco menos de dois anos das próximas eleições presidenciais, o cenário atual é de deja vu (impressão de já ter visto ou experimentado algo antes) no ambiente do PSDB. Pesquisas nacionais indicam uma tendência folgada para José Serra se eleger presidente da República, mas as movimentações de bastidores vazam para a sociedade que o partido pode realizar prévias para a escolha do seu candidato, enquanto Lula vai repaginando e formatando o seu ‘poste’. Os dois principais jornais do país trazem artigos de fundo, neste domingo, que valem a pena ler e refletir sobre o momento tucano, porque estimulam a fórmula Serra-Aécio Neves para reconquistar a presidência do Brasil e o mote desunido-perdido.

Primeiro o jornal ‘O Estado de São Paulo’ publica matéria assinada pelo jornalista Carlos Marchi, indicando que “a cúpula do PSDB em São Paulo tomou a decisão política de trabalhar por uma chapa puro-sangue para a Presidência em 2010 e começa conversas para convencer o governador Aécio Neves (Minas) a ser candidato a vice do governador de São Paulo, José Serra. A fórmula, que tem forte inspiração do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso – que chamou para si o papel de mediador da escolha -, estipula que, num eventual governo Serra, Aécio seria bem mais que um vice: assumiria um importante ministério da área social para ganhar densidade nacional”.

Com isso, Aécio experimentaria a mesma repercussão que Serra teve a partir de 1998, quando assumiu o Ministério da Saúde; portanto Serra seria candidato agora e Aécio em 2014. A matéria comenta que o atual governador de Minas Gerais resiste à idéia, argumentando que uma sadia disputa interna ajudaria a mobilizar o partido nacionalmente. Sobre isso posso dizer de cátedra que o PSDB estará unido em 2010, se estiver assim desde agora. Recordem-se os exemplos positivos de Mário Covas (1989) e Fernando Henrique (1994), que uniram o partido e se fortaleceram mais quando houve uma capacidade maior de unidade com outras legendas partidárias para avançar eleitoralmente em territórios onde o PSDB era fraco, praticamente inexistente.

A jornalista Dora Kramer, em seu artigo ‘Dicas de Candidato’, também no Estadão de hoje, interpreta que “Serra pretende mesmo disputar a sucessão de Luiz Inácio da Silva em 2010 e, por isso, diz que não é candidato. Aécio aprendeu política na família, sabe respeitar os fatos, mas sabe também a importância de se ocupar espaços e, por isso, assume postura de candidato, embora hoje a hipótese seja improvável.”

“Quando os dois falam favoravelmente à realização de prévias no partido em 2009 – continua Dora -, constroem publicamente o conceito da convergência no presente, mas cientes de que no modelo prévia é sinônimo de divergência.”

Mas, na ‘Folha de São Paulo’, a colunista Eliane Cantanhêde toca com alfinetes nas feridas: “Aécio Neves se lançou à Presidência. Como ninguém leva sua candidatura a sério, avisou ao presidente do PSDB, Sérgio Guerra, que não está de brincadeira. A história tucana se repete. Em 2002, José Serra era o candidato óbvio, mas Tasso Jereissatti ficou na sua cola e ele chegou à campanha enfraquecido, sem dinheiro, estrutura e palanques. Em 2006, Geraldo Alckmin assumiu as vezes de Tasso e não lhe deu sossego até levar a indicação – e perder.”

“Agora – ainda reflete Eliane – Serra tem o governo de São Paulo, um resultado triunfante na eleição municipal, a aliança com o DEM e lidera o Datafolha com taxas entre 36% e 47%. Mas… lá vem Aécio no rastro de Tasso e Alckmin, com o apoio sutil de Ciro Gomes e a bandeira ‘contra São Paulo’.”

Não vale a pena ver de novo esse filme. Quem viver, verá !

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Lula popular. Serra presidente! E o PT ?

Lula bate o seu próprio recorde de popularidade e agora é considerado ótimo ou bom por 70% dos brasileiros, em todos os segmentos socioeconômicos e regiões do país, conforme a última pesquisa do Datafolha (25 a 28 de novembro). Por isso é óbvio que a maioria dos entrevistados concorde com a frase de Lula que "a melhor solução para evitar que a crise se alastre é os países ricos resolverem os seus problemas", menosprezando os seus efeitos por aqui. Mas o povo revela a intenção de ter alguém mais capaz na direção do Brasil, ampliando a liderança do governador José Serra para a presidência da República, a menos de dois anos das eleições. Enquanto o PT fica se remoendo em encontros políticos para tentar desenterrar discursos de ocasião sobre a "herança maldita" e as "privatizações".

Outro dia um amigo antipetista conversava sobre o Brasil e a crise, surpreendendo-me com uma declaração de amor a Lula. Segundo ele, realmente nunca antes na história deste país houve um presidente tão identificado e admirado assim. Tentei colocar algumas pedras no meio do caminho e não tive sucesso, embora ele fosse eleitor do PSDB e quisesse um presidente preparado. Juro que não entendi a sua avaliação contraditória sobre a importância que o país teve lá fora com FHC e a compreensão que Lula lhe dava hoje até para dialogar de maneira mais fácil com os seus próprios empregados: "sei muito bem o quê eles esperam de mim, porque o Lula facilitou o entendimento da realidade, que me choca, mas que posso fazer a minha parte sem mais remorsos."

Por isso ao ler logo cedo a manchete da Folha de São Paulo sobre a ampliação da vantagem de Serra rumo a 2010, juro que não tive dificuldade em entender o raciocínio popular. É evidente que o governador José Serra realiza um dos governos mais empreendedores da história de São Paulo. Mário Covas, por exemplo, teve o mérito de sanear as finanças do Estado e em alguns períodos demonstrou a sua enorme capacidade de investir em infraestrutura, como saneamento e rodovias. Serra retomou o planejamento, como fazia à época de Franco Montoro, estabelecendo um choque de gestão que transformou São Paulo, a olhos vistos, num imenso canteiro de obras necessárias para o seu desenvolvimento – saneamento, estradas, metrôs etc.

O povo que apóia Lula está de olho em Serra, independentemente do PSDB e do PT. Posso testemunhar que o PSDB vem construindo pontes para apresentar logo à Nação ‘um programa efetivo e transparente de ações do Estado brasileiro para enfrentar os reflexos do quadro de evidente calamidade para o qual caminha a economia mundial e que se agrava a cada dia’. Pontes com legendas históricas de lutas pela democracia que, como disse o próprio Serra, ‘é uma luta que não acaba nunca’. Pontes com legendas transparentes no seu pensamento e comprovadamente experientes em governar para todos.

O PT padece da doença infantil do comunismo, o esquerdismo, e ainda quer se apropriar do bônus do modelo neoliberal, modificando a sua interpretação, para negar que a herança de FHC foi responsável pelo Estado que incrementou programas de transferência de renda ao cidadão, que proporcionou à iniciativa privada o papel de protagonista também, que garantiu novos investimentos no país graças às margens obtidas com o superávit primário.

Em nota conjunta divulgada nesta segunda-feira (8), PSDB, PPS e DEM disponibilizam uma pá de cal nas contradições do PT com o seu governo lulopetista, ao desnudar para a sociedade brasileira que no último final de semana os petistas não fizeram outra coisa senão reconhecer "a crescente incapacidade do Governo para enfrentar a crise e indicar que escolheram um perigoso e débil álibi: queixam-se de um passado remoto – o qual denominam ‘governo anterior’ – a que já tiveram tempo suficiente não apenas para superar, mas para revogar e denunciar seus atos, o que jamais fizeram."

O Brasil já escolheu o seu caminho para o futuro !

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O professor, o sindicalista e o engenheiro …

A semana foi encerrada com três mortes inesperadas, de personalidades que conviviam no mesmo campo de lutas em São Paulo: o professor Élcio Antônio Selmi, responsável pela Coordenadoria de Ensino do Interior da Secretaria e Estado da Educação durante seis anos, quinta (4); o sindicalista Antônio Flores, dirigente histórico do Sindicato dos Metalúrgicos, quinta (4); e o engenheiro Antonio Arnaldo de Queiroz e Silva, secretário municipal nas gestões de Mário Covas e José Serra na Prefeitura de São Paulo, sexta (5). Convivi com os três e não hesito afirmar que eles figuram entre aquelas pessoas que, pelas suas inúmeras realizações para o bem comum, jamais serão apagadas de nossas memórias. Vai-se a vida, sem despedida …

Testemunhei o trabalho intenso do professor Élcio Selmi pelo Interior de São Paulo. A par da sua grande capacidade de articulação e gestão educacional, construindo pontes para a melhoria da qualidade da Educação em todo o Estado, o professor Élcio foi incansável na sua luta para garantir matrícula e permanência de toda criança na escola, desde a criação do FUNDEF – Fundo de Desenvolvimento da Educação e Valorização do Magistério. Durante o governo Geraldo Alckmin, numa das suas cruzadas para combater a evasão escolar, ele desabafou: "A pior notícia para nós [da coordenadoria] é saber do aumento da taxa de abandono, porque isso significa que perdemos um aluno".

O professor Élcio Selmi trabalhava, ultimamente, no gabinete do vereador José Police Neto (Netinho), na Câmara Municipal de São Paulo.

Antônio Flores foi um batalhador pela organização dos trabalhadores e pela unidade do movimento sindical. Fundador do PSDB e entusiasta da organização do secretariado trabalhista e sindical do partido, Flores morreu defendendo a importância da inserção do partido da social democracia brasileira nos movimentos operários e sociais. Compartilhei das suas angústias em muitos momentos, porque essa tarefa não é das mais simples.

A história de Antônio Flores foi marcada pela sua presença na direção do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, desde os anos 80. Mas, bem antes, pelos seus ideais, sofreu perseguição política na época da ditadura militar, tendo sido preso e torturado. Também foi militante do PCB – Partido Comunista Brasileiro, desempenhando um importante papel no restabelecimento das liberdades democráticas no país.

E o engenheiro Antônio Arnaldo ? Imagino que ele desejou morrer assim, orientando, discutindo, definindo cronogramas e prazos de obras e serviços. Formado na mesma escola de Mário Covas (Escola Politécnica de Engenharia da USP), Antonio Arnaldo tem uma vasta folha de serviços prestados nas áreas públicas e privadas. Relembro dos tempos em que ele foi Secretário Municipal de Vias Públicas, na gestão do seu colega Covas na Prefeitura da Capital; bem como do seu trabalho na secretaria Estadual de Abastecimento, no governo Quércia, que deixou para ajudar a fundar o PSDB.

Nos últimos tempos foi Secretário de Infra-Estrutura Urbana e Obras, com José Serra prefeito, e agora atuava como assessor especial do prefeito Gilberto Kassab, sendo um dos principais coordenadores da execução do Programa Córrego Limpo, em parceria com o Governo do Estado e a Sabesp. Não havia tema relacionado às vias públicas, drenagem, despoluição de córregos, pavimentação e edificações, sem a contribuição do engenheiro Antônio Arnaldo. Houve um momento, na discussão do Programa Córrego Limpo que o engenheiro queria dar seus pitacos inclusive na área de comunicação. Segui muitas de suas dicas para dar à comunicação a exata compreensão da realidade paulistana !

Saudades, companheiros …

O professor, o sindicalista e o engenheiro … Read More »

SOS Santa Catarina !

O barulho da chuva que antes relaxava, agora atormenta Santa Catarina que se desmancha em muitos pontos do Estado. As imagens são chocantes e neste momento, além da solidariedade de todo o povo brasileiro, é importante rezar para que a chuva pare e que venha o sol. A natureza vem reagindo sem aviso nem previsão, num Estado que já foi assolado por furacão e intensas chuvas em outras épocas. Passei o final de semana colecionando informações em todos os meios. Lí e ouvi depoimentos e opiniões sobre tragédia, solidariedade, sofrimento, culpados, prevenções etc. Sem perder a perspectiva de remediar essa situação, da melhor maneira possível, vale a reflexão para que esse quadro sirva de alerta aos gestores públicos em priorizar investimentos e ações preventivas.

Não vou considerar neste comentário apenas o quê todos nós estamos testemunhando por meio das imagens e estatísticas sobre danos materiais e mortes. Acho fundamental responder com ajuda, acolhimento, solidariedade. Na Sabesp, onde trabalho, fui incumbido pela diretoria colegiada de organizar contribuições para amenizar as dificuldades do povo de Santa Catarina em sintonia com a Defesa Civil e o Fundo Social de Solidariedade do Estado de São Paulo. A empresa, como um todo, se apresentou como voluntária e está em movimento.

A Sabesp doou cerca de 244 mil copos de 200 ml que totalizam 48 mil litros de água para os desabrigados catarinenses. As caixas foram enviadas por caminhões, aviões e helicópteros da Força Aérea Brasileira (FAB). Além disso, a Associação de Funcionários da Sabesp está mobilizando suas diretorias regionais e departamentos para arrecadar produtos de higiene pessoal às vítimas; e as Unidades de Negócio da companhia estão envolvidas para a arrecadação de peças de roupas e ítens de alimentação não-perecível, acessadas nas suas agências municipais e distritais, bem como nos postos que funcionam no Poupatempo. Ontem à tarde, o presidente Gesner Oliveira disponibilizou quatro grandes equipamentos para desobstrução de galerias e valas, que atenderão Blumenau.

Mas há um lado racional nessa história que precisa ser observado. Algumas manchetes e artigos de fundo dos jornais alertam para a prevenção de catástrofes como essa de Santa Catarina. Por exemplo: "Municípios destruídos pela chuva em SC não têm mapeamento das áreas de risco" (Folha de São Paulo, 28/11). Segundo especialistas, esses levantamentos são fundamentais para evitar tragédias, pois identificando as áreas com potencial de deslizamentos e alagamentos é preciso retirar os moradores ou realizar obras que evitem as ocorrências.

"Em vez de prevenir, União dá o triplo para remediar" (O Estado de São Paulo, 28/11) denuncia que o governo federal só executou até agora 13% do orçamento previsto para prevenção e preparação para desastres. Para se ter uma idéia, o governo enviou este ano R$ 7,2 milhões para amenizar desastres em 18 cidades de Santa Catarina e R$ 2,4 milhões para obras preventivas, a maioria em 4 locais do Estado.

No artigo intitulado "Despreparo sem fim" (Folha de São Paulo, 29/11), o jornalista Fernando Rodrigues destaca que "embora seja uma responsabilidade municipal, nada impede governos estaduais e federal de ajudarem. Nunca na história deste país houve tantos ministérios. São 37 os assessores de Lula no primeiro escalão. Pelo menos três teriam condições de atuar incentivando as cidades a executar estudos sobre áreas de risco: Integração Nacional (onde está a Defesa Civil), Minas e Energia (que comanda o Serviço Geológico do Brasil) e a pasta das Cidades (por razões óbvias)".

Fernando Gabeira escreveu texto intitulado "O futuro das chuvas" (Folha de São Paulo, 28/11), lembrando que "quando passou um furacão em Santa Catarina, por acaso, estava lá. Constatei que havia infra-estrutura razoável e que a defesa civil era boa. Numa cidade como o Rio, 40 minutos de temporal bastam para inundar alguns dos seus principais bairros. Isso significa que chuvas como as que caíram em Santa Catarina podem ser mais devastadoras ainda em algumas regiões do país. Lá mesmo houve grandes chuvas em 1980 e 83. Não se falava ainda no processo de mudanças climáticas."

Finalmente, concluo concordando com o conteúdo da matéria "Cidades têm de se adaptar a ‘novo clima’, afirma urbanista" (Folha de São Paulo, 29/11), onde o urbanista Clóvis Ultramari, pesquisador da PUC do Paraná, defende que o planejamento das cidades precisa se adaptar à intensificação das mudanças climáticas, restringindo as ocupações desordenadas, se preocupando com a impermeabilização do solo, a reconstituição da cobertura vegetal e obras de saneamento: "O trabalho que vemos hoje está sendo feito pela Defesa Civil. O planejamento urbano é algo anterior a isso".

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